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Mulher que usar mini-saias pode ser presa ou ter multa pesada em Uganda

LEGISLADORES DE UGANDA PODEM  CRIAR LEI QUE PROIBE MULHERES DE USAR MINI-SAIAS 

As mulheres que saírem a rua em Uganda vestindo mini-saias poderão ser condenadas a prisão ou sofrer multas pesadas, de acordo com uma nova proposta de lei anti-pornografia submetida pelo governo daquele país ao parlamento. 

A legislação, a ser apreciada pelo parlamento, também prevê o banimento de dramas e filmes com conteúdos considerados adultos. Essa medida inclui o banimento de cantoras como Beyoncé e Madonna da televisão local, por considerar os seus vídeos musicais como sendo “muito sensuais”.

A proposta de lei estipula que as infratoras desta medida sejam penalizadas com multas pesadas cerca de 3.800 dólares americanos, ou condenadas a prisão até 10 anos ou por ambas medidas.

proibido vestuário acima do joelho. Se uma mulher usar mini saia havemos de prender”, disse o Ministro da Ética e Integridade, Simon Lokodo, entidade proponente desta lei.



“Na internet, iremos montar um sistema para monitorar de modo a sabermos quem vê determinados páginas e quem esteve a ver páginas proibidas”, disse o Ministro, defendendo que a lei visa proteger a mulher e a criança da exploração e reduzir a crescente “imoralidade” na sociedade.

No início do corrente mês, alguns deputados da Comissão para os Assuntos Legais do Parlamento local advertiram sobre as possíveis implicações desta lei na violação de algumas liberdades garantidas pela Constituição.


Por outro lado, os parlamentares criticam a ausência da definição do que constitui “traje decente” e defendem que esta lei pode proibir o comportamento sexual de casais, limitar as liberdades e ameaçar os turistas.

Tudo agora está nas mãos do parlamento ugandês, um dos melhores do mundo em termos de representação feminina, com 34,9 por cento dos deputados mulheres.

Semana Martin Luther King é organizada pelo Consulado dos EUA em São Paulo

50 anos do sonho de Martin Luther King é lembrado em evento organizado em São Paulo

O Cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo Dennis Hankins ressaltou a importância histórica do discurso proferido pelo ativista negro Martin Luther King em agosto de 1963, durante a Marcha a Washington. 

A Semana Martin Luther King é organizada anualmente pela Associação Palas Athena e UNESCO. Este ano, em parceria com o Consulado dos EUA em São Paulo, o evento trouxe a Cônsul Americana no Recife, Usha Pitts, que abordou fatos históricos sobre os direitos civis nos Estados Unidos e sobre a própria história familiar, como filha de pai negro e mãe branca que se casaram logo em seguida à legalização de tais casamentos nos Estados Unidos.


Mais de 400 pessoas, entre as quais, ativistas de direitos humanos, estudantes, representantes da sociedade civil organizada, autoridades e representantes de missões diplomáticas como Polônia, Costa do Marfim, Índia e Líbano assistiram a palestra.

Após a palestra, o Coral da Igreja Yes Lord Cogic, de Osasco, apresentou uma peça teatral sobre a Marcha a Washington e sobre o discurso de Martin Luther King, presenteando o público com canções de louvor (“spirituals”) que fazem parte dos cultos nas igrejas de negros norte americanos.










Assista a entrevista   do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins, sobre a importância de Martin Luther King na integração racial.

EUA tem acordo sobre reforma na lei de imigração

A coalizão sindical norte-americana AFL-CIO e a Câmara do Comércio dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre um programa para trabalhadores com pouca qualificação profissional que colocava em risco uma ampla reforma na lei de imigração, revelou neste sábado uma fonte à Associated Press.

O acordo foi fechado em uma teleconferência realizada na noite de sexta-feira entre os diretores da AFL-CIO e da Câmara do Comércio, Richard Trumka e Tom Donohue, respectivamente, e o senador democrata Chuck Schumer, de Nova York, que vinha mediando a disputa entre trabalhadores e patrões.

A fonte disse à AP que o acordo abrange questões salariais para os novos trabalhadores e quais indústrias serão incluídas. A fonte conversou sob a condição de anonimato porque ainda não foi feito nenhum anúncio formal a respeito.


O acordo remove o principal obstáculo à conclusão de uma reforma na lei de imigração que prevê, entre outras coisas, melhorar a segurança na fronteira, a fiscalização dos empregadores, e a imigração legal, além de criar um mecanismo para que os cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais que hoje vivem nos EUA possam obter cidadania. As informações são da Associated Press.

Fonte: Agência Estado

Bangladesh: Global Voices defende liberdade de expressão de blogueiros presos

A comunidade Global Voices, composta por blogueiros, escritores e ativistas de mais de 100 países, deseja expressar sua preocupação sobre o estado atual da liberdade de expressão online em Bangladesh.

Na segunda-feira, 1 de Abril, a seção de detetives da Polícia de Bangladesh deteve três blogueiros em Dhaka: Rasel Parvez, Mashiur Rahman Biplob e Subrata Adhikari Shuvo.

Na quarta-feira a polícia deteve Asif Mohiuddin, outro blogueiro, e o Ministro do Interior revelou que sete outros blogueiros estavam para ser presos nos próximos dias. Estes homens foram acusados de depreciar o Islã e o profeta Maomé em seus blogs.

Leiam:

Dias antes destas detenções, vários grupos fundamentalistas emitiram ameaças a blogueiros e usuários do Facebook que fizeram comentários depreciativos sobre o Islã e o profeta Maomé; vários blogs foram bloqueados pelas autoridades por motivos semelhantes. 

Três blogueiros detidos em frente a computadores junto à polícia na capital de Bangladesh. Foto de Rehman Asad. Copyright Demotix (2/4/2013)
Em 31 de março, representantes de clérigos muçulmanos conservadores apresentaram uma lista de 84 blogueiros para uma comissão formada pelo Ministério do Interior, acusando-os do ateísmo e de escrever contra o Islã.

O Global Voices deseja condenar estes atos e lembrar o governo de Bangladesh de seus compromissos com a liberdade de expressão online:

O artigo 39 (1, 2) do Capítulo-3 da Constituição de Bangladesh garante “a liberdade de pensamento e de consciência, e de expressão”, permitindo apenas restrições razoáveis impostas por lei.” Bangladesh é uma democracia parlamentar não-religiosa; Se uma pessoa afirma ser ateia, ele ou ela tem os mesmos direitos que os outros cidadãos.

Em 2000, Bangladesh ratificou o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, desta forma afirmando ainda mais seu compromisso com a liberdade de expressão nos termos do artigo 19 do Pacto, que garante a todas as pessoas o direito a “ter opiniões sem interferência” e ao direito à liberdade de expressão. Ele observa que esse direito incluirá a “liberdade de procurar, receber e transmitir informações e ideias de todos os tipos, independentemente de fronteiras …”

Nós acreditamos que há uma linha tênue entre a sátira/crítica e insultar uma religião. E os blogueiros detidos devem ter direito à assistência jurídica adequada para defender a sua posição.

Nossa comunidade acredita que os direitos de livre expressão dos blogueiros detidos estão sendo injustamente violados. Além disso, como é amplamente difundido, de que o direito à liberdade de expressão não pode ser protegido se as pessoas não se sentem livres para se expressar sem medo de represálias, nós nos preocupamos que os direitos das pessoas que foram penalizadas também são sob ameaça, como eles devem certamente temem represálias por suas ideias neste momento.

A comunidade do Global Voices está profundamente preocupada com as crescentes ameaças à liberdade de expressão em Bangladesh. Exigimos a libertação imediata dos blogueiros detidos e exortamos os agentes do governo a manter os seus compromissos com a legislação nacional e com a doutrina internacional dos direitos humanos.
Escrito por Global Voices Advocacy