WP-ThGWU6Yg-LZQP372atnaqZcM Uganda | Imigrantes Brasil
Mostrando postagens com marcador Uganda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Uganda. Mostrar todas as postagens

Mulher que usar mini-saias pode ser presa ou ter multa pesada em Uganda

LEGISLADORES DE UGANDA PODEM  CRIAR LEI QUE PROIBE MULHERES DE USAR MINI-SAIAS 

As mulheres que saírem a rua em Uganda vestindo mini-saias poderão ser condenadas a prisão ou sofrer multas pesadas, de acordo com uma nova proposta de lei anti-pornografia submetida pelo governo daquele país ao parlamento. 

A legislação, a ser apreciada pelo parlamento, também prevê o banimento de dramas e filmes com conteúdos considerados adultos. Essa medida inclui o banimento de cantoras como Beyoncé e Madonna da televisão local, por considerar os seus vídeos musicais como sendo “muito sensuais”.

A proposta de lei estipula que as infratoras desta medida sejam penalizadas com multas pesadas cerca de 3.800 dólares americanos, ou condenadas a prisão até 10 anos ou por ambas medidas.

"É proibido vestuário acima do joelho. Se uma mulher usar mini saia havemos de prender”, disse o Ministro da Ética e Integridade, Simon Lokodo, entidade proponente desta lei.



“Na internet, iremos montar um sistema para monitorar de modo a sabermos quem vê determinados páginas e quem esteve a ver páginas proibidas”, disse o Ministro, defendendo que a lei visa proteger a mulher e a criança da exploração e reduzir a crescente “imoralidade” na sociedade.

No início do corrente mês, alguns deputados da Comissão para os Assuntos Legais do Parlamento local advertiram sobre as possíveis implicações desta lei na violação de algumas liberdades garantidas pela Constituição.


Por outro lado, os parlamentares criticam a ausência da definição do que constitui “traje decente” e defendem que esta lei pode proibir o comportamento sexual de casais, limitar as liberdades e ameaçar os turistas.

Tudo agora está nas mãos do parlamento ugandês, um dos melhores do mundo em termos de representação feminina, com 34,9 por cento dos deputados mulheres.

HIV- 400 mil crianças nascem todo ano com sida nos países africanos


Cerca de 400 mil crianças africanas nascem anualmente com o HIV/Sida, conforme diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas contra a Sida (ONUSIDA), Michel Sidibé.

"Trata-se de uma injustiça inaceitável", declarou Sidibé que falava no termo da assinatura de um acordo-quadro de cooperação entre o seu organismo e a Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Sidibé sublinhou que nas outras partes do mundo, já não nascem crianças com a sida devido ao tratamento das mulheres soro positivas durante a gravidez.

"Se nas outras zonas do mundo nenhuma criança nasce com a sida enquanto 400 mil nascem soro positivos na África é a prova de que há uma desigualdade face à pandemia. Os mais pobres são infelizmente os que pagam o mais pesado tributo à doença" denunciou.

Sidibé, de nacionalidade maliana, lembrou igualmente que dos dois milhões de pessoas falecidas de sida em 2008 no mundo, um milhão são Africanos.

"Uma abordagem do problema impunha-se e impõe-se sempre, menos médica e curativa, mais sociocultural. Uma abordagem especialmente mais solidária da situação das vítimas de crises e de conflitos. Esta encontra justamente a perícia da Francofonia", fez observar Diouf.

Neste sentido, ele sublinhou o papel pioneiro da sua organização na adoção de textos legais que protegem os portadores do HIV/Sida da discriminação.

"A OIF já ajudou a criar na África uma lei chamada N'Djamena que se tornou hoje em legislação de referência por parte dos países africanos que são vítimas de preconceitos com referência aos portadores da doença", acrescentou o ex- Presidente do Senegal.

Apesar de uma estabilização da pandemia em vários países dos quais a Uganda, Ruanda e a África do Sul, o continente africano continua a ser a região do mundo mais afetada pela sida. É paradoxalmente o lugar onde se encontra menos pessoas doentes sob triterapia.
portalangop