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Igreja Presbiteriana ordena primeiro pastor homossexual

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos ordenou oficialmente pela primeira vez um pastor assumidamente homossexual.

Scott Anderson, de 56 anos, natural de Madison, no Wisconsin, foi hoje ordenado pastor numa cerimónia que contou com presença de centenas de apoiantes.

Ao afirmar que pensou que este dia nunca chegaria, Scott Anderson referiu, em declarações à WISC-TV, estar grato pela oportunidade.

Scott Anderson serviu como pastor em Sacramento, na Califórnia, de 1983 até 1990, altura em que um casal descobriu e ameaçou revelar a sua orientação sexual obrigando-o a renunciar ao posto que detinha na congregação.

A situação mudou, em Maio do ano passado, quando a assembleia nacional da Igreja Presbiteriana concordou em levantar a proibição, abrindo caminho à sua ordenação.

"Quem conhece Scott vê seu extraordinário dom de ministério, a sua capacidade de pregar a palavra, sua compaixão, sua humildade", disse Jennifer Sauer, 41 anos, que frequentava a igreja de Anderson.

Em entrevista recente, Anderson, 56, lembrou que escondeu sua sexualidade de 1983 a 1990, quando renunciou depois de um casal descobrir que ele era gay e tentar usar as informações contra ele.

"Esse foi realmente o melhor e o pior momento da minha vida", disse Anderson. "Foi o melhor porque eu era capaz dizer, pela primeira vez, quem eu era. Mas havia também a tristeza de deixar o que eu amava."

Bispo brasileiro em Fátima: migrante é riqueza, não um problema

Zenit- O bispo brasileiro convidado a presidir à Peregrinação Internacional de Agosto ao Santuário de Fátima afirmou que o migrante “nunca pode ser considerado um problema”, pois ele é “uma riqueza”.

Dom Alessandro Ruffinoni, bispo auxiliar de Porto Alegre (Brasil), e responsável pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior, presidiu nesta quarta e quinta-feira à peregrinação que enfocou o tema do migrante no santuário português.

Em sua homilia, hoje, o bispo destacou que para o migrante há apenas dois idiomas. “O idioma de Caim e o de Abel. O de Caim é o do ódio, da inveja, da humilhação, do engano, do aproveitamento, da esperteza, da prisão, da deportação, das patrulhas, das rondas. Já o idioma de Abel é o do amor, da acolhida, da solidariedade, do perdão, da fraternidade, da anistia”.

“Não importa se sou italiano, português, brasileiro, americano, chinês ou japonês. Aquilo que é realmente importante é que somos todos feitos à imagem e semelhança de Deus”, disse o prelado.

Com esta peregrinação ao santuário mariano, segundo o bispo, a Igreja, “como demonstração de amor e carinho, quer dizer aos seus filhos e filhas que reconhece a trajetória de cada um; que não os esqueceu, apesar de estarem longe, dispersos pelo mundo inteiro; que os acompanha com sua prece, para que não cansem e não desanimem na busca de uma vida melhor”.

“A Igreja, hoje e sempre, quer dizer, também, a todos vocês e a todos os migrantes do mundo um muito obrigado pelo trabalho realizado, pela contribuição com o progresso das nações que os acolhem.”

“Vocês são sementes de Deus que espalham com a sua vida e o seu testemunho a fé, os costumes e as tradições de sua pátria, enriquecendo, assim, os povos com os quais estão convivendo”, afirmou Dom Ruffinoni.

“Quantas lindas histórias poderia aqui contar de migrantes que plantaram no meio da floresta, no meio das grandes metrópoles, nas planícies e nos montes, com a ajuda de um simples quadro, ou imagem, um grande santuário ou uma grande Catedral ao redor dos quais se desenvolveram uma fé e uma tradição cristã.”

O bispo afirmou que ele mesmo, em viagens ao Japão e aos Estados Unidos, constatou “como a presença dos migrantes é uma forte contribuição para o crescimento de valores cristãos e humanos entre as pessoas”.

“Por isso, o migrante nunca pode ser considerado como um problema, nem pela Igreja, nem pelo Estado que o acolhe, e sim uma riqueza de grande valor de que devemos agradecer a Deus”, disse.