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Imigrante português abusa de menina de 12 anos e foge do Reino Unido

De acordo com o jornal Birmingham Mail, Antonio Pedro Alves ,de 41 anos, foi condenado à revelia. Fugiu antes do inicio do julgamento, depois de ter sido libertado sob fiança e de ter ficado com o passaporte.

O cidadão português António Pedro Alves, condenado à revelia pela justiça britânica pelo abuso de uma menina de 12 anos, está em fuga depois de ter sido libertado sob fiança e autorizado a manter o passaporte.

A notícia é avançada nesta terça-feira pelo diário britânico The Telegraph, que relata a história: António Pedro Alves, de 41 anos, atraiu uma menina de 12 anos a um parque de estacionamento onde a agrediu sexualmente, depois de ter mantido contato com ela online durante seis meses, fazendo-se passar por um rapaz de 15 anos.


O cidadão português deveria ter ido a tribunal em Stafford na semana passada, mas não compareceu no julgamento de dois dias, depois de ter sido libertado mediante o pagamento de fiança.

O júri condenou-o à revelia por violação e os promotores de justiça da Coroa revelaram que está a ser preparado um mandado internacional de captura, que será emitido num prazo de 14 dias, por se recear que Alves tenha fugido para o estrangeiro.


O tribunal de Stafford ouviu que Antonio Pedro Alves fingiu durante seis meses ser um adolescente amante de desporto para atrair a sua vítima, na rede social Bebo, acabando por combinar encontrar-se com ela no parque de estacionamento de um supermercado em Cannock, Stafford, onde se apresentou como um parente do rapaz a quem este tinha pedido que fosse ao seu encontro, porque estava atrasado.

A menina suspeitou dele e tentou fugir, mas Alves arrastou-a para dentro do seu veículo e violou-a.


Ela contactou a polícia pouco depois do ataque, em dezembro de 2011, e o cidadão português foi detido em janeiro de 2012 e os seus computadores foram apreendidos.

Um júri considerou Antonio Pedro Alves culpado da acusação de violação, depois de ouvir o testemunho da vítima em tribunal, e absolveu-o de uma segunda acusação.

Um amigo próximo da família da vítima indicou que esta ficou indignada com o fato de Alves ter sido autorizado a manter o passaporte quando foi libertado sob fiança, afirmando: "Parece impossível que um estrangeiro acusado de violar uma criança tenha sido libertado sob fiança enquanto enfrentava acusações tão graves."

"Aparentemente, ele tinha sido avaliado e não parecia representar risco de fuga. Mas agora receamos que tenha fugido para o estrangeiro, provavelmente para Portugal," comentou.

Bispo brasileiro em Fátima: migrante é riqueza, não um problema

Zenit- O bispo brasileiro convidado a presidir à Peregrinação Internacional de Agosto ao Santuário de Fátima afirmou que o migrante “nunca pode ser considerado um problema”, pois ele é “uma riqueza”.

Dom Alessandro Ruffinoni, bispo auxiliar de Porto Alegre (Brasil), e responsável pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior, presidiu nesta quarta e quinta-feira à peregrinação que enfocou o tema do migrante no santuário português.

Em sua homilia, hoje, o bispo destacou que para o migrante há apenas dois idiomas. “O idioma de Caim e o de Abel. O de Caim é o do ódio, da inveja, da humilhação, do engano, do aproveitamento, da esperteza, da prisão, da deportação, das patrulhas, das rondas. Já o idioma de Abel é o do amor, da acolhida, da solidariedade, do perdão, da fraternidade, da anistia”.

“Não importa se sou italiano, português, brasileiro, americano, chinês ou japonês. Aquilo que é realmente importante é que somos todos feitos à imagem e semelhança de Deus”, disse o prelado.

Com esta peregrinação ao santuário mariano, segundo o bispo, a Igreja, “como demonstração de amor e carinho, quer dizer aos seus filhos e filhas que reconhece a trajetória de cada um; que não os esqueceu, apesar de estarem longe, dispersos pelo mundo inteiro; que os acompanha com sua prece, para que não cansem e não desanimem na busca de uma vida melhor”.

“A Igreja, hoje e sempre, quer dizer, também, a todos vocês e a todos os migrantes do mundo um muito obrigado pelo trabalho realizado, pela contribuição com o progresso das nações que os acolhem.”

“Vocês são sementes de Deus que espalham com a sua vida e o seu testemunho a fé, os costumes e as tradições de sua pátria, enriquecendo, assim, os povos com os quais estão convivendo”, afirmou Dom Ruffinoni.

“Quantas lindas histórias poderia aqui contar de migrantes que plantaram no meio da floresta, no meio das grandes metrópoles, nas planícies e nos montes, com a ajuda de um simples quadro, ou imagem, um grande santuário ou uma grande Catedral ao redor dos quais se desenvolveram uma fé e uma tradição cristã.”

O bispo afirmou que ele mesmo, em viagens ao Japão e aos Estados Unidos, constatou “como a presença dos migrantes é uma forte contribuição para o crescimento de valores cristãos e humanos entre as pessoas”.

“Por isso, o migrante nunca pode ser considerado como um problema, nem pela Igreja, nem pelo Estado que o acolhe, e sim uma riqueza de grande valor de que devemos agradecer a Deus”, disse.

A Festa do Divino Espírito Santo foi criada pelos alemães

A festividade do Divino Espírito Santo é oriunda dos Estados Alemães onde, inicialmente, foram praticadas durante a dinastia dos Othons e destinava-se a lançar fundamentos de uma instituição, que, na forma de um banco, formado de esmolas, acudisse os pobres nos anos de penúria. E como os invocantes eram reis os festejos conservaram os aspectos de realeza.

Da divindade que invocavam, do invocante que tomara a iniciativa, nasceram os festejos religiosos que a confraria imperial votava ao culto do Espírito Santo, costume este, que se propagou por toda a Europa.

Na França, a festa foi facilmente difundida. A folia do Divino, assimilada rapidamente, foi chamada “Folias do Bispo Inocente”, solenizada anualmente em São Martinho , de Tours. Daí à Península Ibérica, Portugal e suas colônias foi questão de tempo.

Em Portugal, nos começos do século XIII, a devoção ao Divino Espírito Santo é instituída sob a forma de festa pela Rainha Dona Isabel de Aragão, esposa do Rei Dom Diniz. Ela foi, em vida, grande protetora dos humildes e da religião católica apostólica romana. Para se ter uma idéia, em 1320, não se encontrava, em terras de Portugal, mais que uma capela e quatro hospitais debaixo da invocação do Divino Espírito Santo.

Em Portugal continental a devoção se alastrou e alcançou seu ponto culminante na era das Grandes Descobertas, ou seja, no século XV. De Portugal continental para as suas Colônias e Possessões dependeu, unicamente, do movimento colonizador.

A introdução da festa do Divino Espírito Santo, no nosso Brasil é tão velha quanto a colonização lusa. A Festa do Divino chegou ao Brasil no século XVI e há indícios de que, no Maranhão, ela tenha chegado com os açorianos entre 1615 e 1625. É uma das manifestações folclóricas mais ricas do estado. As mais famosas são as que acontecem no eixo São Luís - Alcântara. Apesar da origem comum e pequena distância entre as duas cidades, há algumas diferenças entre suas comemorações.

Em São Luís, o culto é marcado pelo sincretismo religioso. As tradição trazida pelos portugueses recebeu contribuições das culturas indígenas e, principalmente, africanas.

O evento não acontece na data tradicional e não há uma só festa na cidade. Cada comunidade faz a sua celebração em terreiros de mina diferentes. A Festa do Divino em São Luís está associada não só ao Espírito Santo mas também a outros santos católicos e de casas de culto afro-maranhenses.

Uma das mais famosas festas da cidade acontece na Casa de Fanti-Ashanti, fundada em 1958 por Pai Euclides, um dos pais-de-santo mais conhecidos e respeitados de São Luís. É o único terreiro de candomblé da região, o que influencia fortemente os demais ritos e celebrações que acontecem na Casa. Ali, A Festa do Divino acontece no primeiro domingo de julho, quando as tocadoras de bombos ou caixeiras, que participam de várias festas na região, encontram-se disponíveis para o evento.

O webdoc sobre a Festa do Divino registrou o evento em julho de 2001 na Casa Fanti-Ashanti. Além da entrevista com Pai Euclides e com o pároco da comunidade do Cruzeiro do Anil, o vídeo mostra o caminho percorrido pelos fiéis, da igreja para o terreiro. Apesar das claras influências africanas, várias características se mantém, como a representação do imperador que preside os rituais durante todo o tempo, a missa, a procissão e a partilha de alimentos.

A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial

Logo após o descobrimento do Brasil (1500), a coroa portuguesa temendo invasões estrangeiras no território brasileiro, por corsários e piratas ingleses, franceses e holandeses que viviam saqueando as riquezas da terra recém descoberta, resolve colonizar o Brasil e administrar de forma eficiente.

Entre os anos de 1534 e 1536, o rei de Portugal D. João III resolveu dividir a terra brasileira em faixas, que partiam do litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Estas enormes faixas de terras, conhecidas como Capitanias Hereditárias, foram doadas para nobres e pessoas de confiança do rei. Estes que recebiam as terras, chamados de donatários, tinham a função de administrar, colonizar, proteger e desenvolver a região.

Cabia também aos donatários combater os índios de tribos que tentavam resistir à ocupação do território. Em troca destes serviços, além das terras, os donatários recebiam algumas regalias, como a permissão de explorar as riquezas minerais e vegetais da região.Estes territórios seriam transmitidos de forma hereditária, ou seja, passariam de pai para filho. Fato que explica o nome deste sistema administrativo.

As dificuldades de administração das capitanias eram inúmeras. A distância de Portugal, os ataques indígenas, a falta de recursos e a extensão territorial dificultaram muito a implantação do sistema. Com exceção das capitanias de Pernambuco e São Vicente, todas acabaram fracassando. Desta forma, em 1549, o rei de Portugal criou um novo sistema administrativo para o Brasil: o Governo-Geral. Este seria mais centralizador, cabendo ao governador geral as funções antes atribuídas aos donatários.

Embora tenha vigorado por pouco tempo, o sistema das Capitanias Hereditárias deixou marcas profundas na divisão de terra do Brasil. A distribuição desigual das terras gerou posteriormente os latifúndios, causando uma desigualdade no campo. Atualmente, muitos não possuem terras, enquanto poucos possuem grandes propriedades rurais.

Principais Capitanias Hereditárias e seus donatários: São Vicente (Martim Afonso de Sousa), Santana, Santo Amaro e Itamaracá (Pêro Lopes de Sousa); Paraíba do Sul (Pêro Gois da Silveira),Espírito Santo (Vasco Fernandes Coutinho), Porto Seguro (Pêro de Campos Tourinho), Ilhéus (Jorge Figueiredo Correia), Bahia (Francisco Pereira Coutinho). Pernambuco (Duarte Coelho), Ceará (António Cardoso de Barros), Baía da Traição até o Amazonas (João de Barros, Aires da,Cunha e Fernando Álvares de Andrade).

Estas foram as primeiras imigrações que se tem conhecimento em território brasileiro com o intuito de proteger as extensas terras brasileiras dos saqueadores. Os imigrantes neste caso que eram amigos da corte portuguesa na verdade recebiam imensos latifúndios sob o pretexto de protegê-los. Desde o início das divisões das terras no Brasil já percebemos como tudo começou de forma errada e desproporcional. Até os dias de hoje percebemos que ainda permanece na cultura do nosso povo a forma incorreta de proteger os amigos do rei.