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Veja a Carta-Testamento de Getúlio Vargas

Nasceu em 19 de abril de 1882, no interior do Rio Grande do Sul, no município de São Borja (fronteira com a Argentina), filho de Manuel do Nascimento Vargas e de Cândida Francisca Dorneles Vargas. Na juventude, alterou alguns documentos, para fazer constar o ano de nascimento como 1883. Este fato somente foi descoberto nas comemorações do centenário de nascimento, quando, verificando-se os livros de registros de batismos da Paróquia de São Francisco de Borja, descobriu-se que Getúlio nasceu em 1882, constando, no seu assento de batismo, na grafia atual, o seguinte teor:


Estas são reproduções do primeiro manuscrito (incompleto) da Carta-Testamento de Getúlio Vargas.

Seu autor foi Maciel Filho, José Soares Maciel Filho, um personagem interessantíssimo de raízes italianas por parte de sua mãe, aluno e amigo de Benedetto Croce, e amicíssimo dedicado de Vargas, do qual foi uma espécie de conselheiro informal, desde os anos 30 do século XX.

No governo Vargas, constitucional, de 1951-1954, foi presidente do BNDE e da antiga SUMOC, hoje o Banco Central.

A carta-testamento, encomendada por Vargas, foi escrita entre os dias 8 e 9 de agosto de 1954, na casa de Maciel - na verdade, de sua sogra - na Praia do Russell, no Rio (hoje lá está o prédio da Manchete).

Nesta reprodução incompleta do manuscrito, aparece (pág.2) um parágrafo que Vargas excluiu da versão final, e a introdução (pág.1) que foi acrescentada depois.

A Carta-Testamento de Getúlio Vargas, na íntegra:

Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

Genealogias.org

Lei polêmica pode tratar os imigrantes como criminoso no Arizona

É lamentável a discriminação que há contra os imigrantes em alguns países. Os imigrantes brasileiros também sofrem com esta perseguição. Logo o  Brasil  que recebeu os povos indiscriminadamente em nosso território tornando uma nação totalmente homogênea. 

A governadora do Arizona, nos Estados Unidos   a republicana Jan Brewer, está com um projeto em suas mãoes  que pode representar uma situação inusitada contra os imigrantes naquele estado.  A lei que já foi aprovada  pelo senado estadual no início da semana,  torna-se criminoso o imigrante que esteja sem documentos e pode torná-lo um presidiário ao provar que se encontra em situação irregular abrindo caminho para deportação.

Ao que tudo indica, a governadora vai sancionar a lei, pois já teria manifestado apoio público à iniciativa republicana. Mesmo assim, ativistas estão acampados em frente à sede do governo e à casa da governadora para pedir o veto. “Seguirei minha consciência e tentarei fazer o melhor, para que todos sejam tratados com justiça”, afirmou Brewer, durante palestra na Câmara de Comércio Hispânica do Arizona.

Naquele estado, que faz fronteira com o México, existem mais de 400 mil indocumentados. Mas estes não são os únicos ameaçados pela futura lei: até mesmo as pessoas que tiverem vínculos com os imigrantes correm o risco de serem presos e isso inclui, por exemplo, quem emprega ou aluga imóvel para os indocumentados.

“Esse acontecimento demonstra que o governo federal precisa agir com rapidez em relação à reforma migratória”, disse o senador democrata Jorge Luis García, do Arizona. Para ele, a iniciativa pode gerar um clima antiimigrante, até racista, num país já dividido. Outra senadora democrata, Rebecca Rios, acredita que a medida não resolverá os problemas de imigração e, para piorar, ainda vai gerar mais despesas para o estado, devido ao aumento dos custos com as prisões.

Para a União de Liberdades Civis do Arizona, até mesmo os cidadãos serão vítimas da intransigência da polícia, caso a lei seja aprovada. “A região é cheia de descendentes de imigrantes hispânicos e muitos poderão ser presos inadvertidamente”, previu um dos diretores da entidade. Nunca é demais lembrar que é do Arizona o sheriff Joe Arpaio, conhecido por seus métodos brutos de detenção de indocumentados e por seu constante desrespeito aos direitos humanos. 


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Cidadania italiana atrai descendentes no interior de São Paulo


No dia em que o País celebra o Dia Nacional do Imigrante Italiano, comemorado neste domingo (21), descendentes de imigrantes italianos de Araçatuba estão fazendo o caminho inverso de seus antepassados. Somente em Araçatuba, a procura mensal pela cidadania italiana chega, aproximadamente, a 30 interessados.

Quem escolhe viver nas cidades italianas está em busca de oportunidades de trabalho, estudo e aperfeiçoamento pessoal, conforme a presidente da Assiban (Associação Ítalo-Brasileira da Alta Noroeste), Luciane Fernandes Scavassa Vendrame. A entidade foi fundada no ano passado, com sede em Araçatuba, e já conta com 150 associados.

Ela explica que para conseguir a cidadania italiana, a forma mais vantajosa é por meio do direito sanguíneo, quando a pessoa comprova que é descendente de italianos. É necessário comprovar o parentesco por meio de documentação, sendo que em muitos casos a pessoa precisa fazer uma verdadeira árvore genealógica da família.
Folha de Região

7 de Setembro Independência do Brasil

Conforme destaca o site Wikipédia denomina se a Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX.

Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.

A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.

A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

Leia Também:
-Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822

-A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial

-A história do descobrimento do Brasil

Monitor AOC

Artista Jorge Vercillo em Angola para a semana do Brasil

O artista brasileiro Jorge Vercillo e sua banda têm em agenda a realização de dois espectáculos nos dias 4 e 5 de Setembro, em Luanda, no âmbito das jornadas comemorativas ao 187 anos da independência do Brasil, também denominada semana do Brasil.

Segundo o presidente da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran), Alberto Esper, a VI Semana do Brasil vai possibilitar ao angolano e estrangeiros residentes conhecerem a música de um dos maiores artistas da actualidade.

"É uma iniciativa Aebran, com o apoio da embaixada do Brasil, durante a qual os angolanos e brasileiros vão poder também debater questões económicas, saborear pratos típicos, ouvir música de boa qualidade, assistir filmes premiados e apreciar peças de artes plásticas", disse à Angop.

Alberto Esper ressaltou a importância da diversidade da programação, tendo em conta a intensificação da integração entre brasileiros e angolanos, iniciada um dia depois da independência de Angola.

De acordo com o programa, de segunda a quarta haverá uma mostra de cinema brasileiro, com entrada grátis. Serão exibidos no Cineplace, do Bellas Shopping, com a distribuição de mais de 3 mil ingressos, três filmes recentes: “Mistérios do samba”, “Estômago,“Não por acaso”.

De terça a sábado, no Hotel Trópico, acontece a semana da gastronomia brasileira, constituído de almoço com pratos típicos brasileiros, além do cardápio internacional do restaurante. Paralelamente, haverá uma mostra de exemplares da cultura de diversas regiões brasileiras.

Do programa consta ainda um Fórum de debates Aebran/Lusofonia, com três temas: “A economia de Angola diante da crise mundial”, a ter como expositor o representante do banco mundial neste País, Ricardo Gazel; “As relações comerciais Brasil-Angola” e “Perspectivas da Economia angolana”.

Para encerrar as comemorações, na segunda-feira, dia 7 de Setembro, dia da independência do Brasil, haverá o lançamento de caderno especial do Jornal de Angola comemorativo a data.

O Brasil Francês

Museu Imperial promove curso de capacitação


Visitantes constantes do acervo histórico do Museu Imperial, os guias de turismo da região terão dois eventos especiais durante a Semana de Museus. No dia 21 e 22 de maio, os guias cadastrados na Embratur, poderão participar gratuitamente da oficina “O Museu Imperial e suas coleções: Curso para guias de turismo” e visitar os bastidores do antigo Palácio, por meio do Projeto “O Museu que não se vê”.

No curso “O Museu Imperial e suas coleções”, 30 guias serão capacitados por técnicos do Museu. O objetivo é oferecer uma formação de qualidade sobre o Palácio e o acervo em exposição. Os encontros serão realizados nos dias 21 e 22, das 10h às 17h, na Sala Multimídia (acesso pelo Bosque do Imperador).

Como parte do último dia da oficina, os guias vão participar de uma edição especial do Projeto “O Museu que não se vê”, às 14h30. Durante a atividade, os guias vão conhecer as atividades técnicas desenvolvidas na Biblioteca, Arquivo Histórico, Laboratório de Conservação, Setor de Educação, Setor de Museologia e no Projeto Som e Luz.

A visita tem como meta um contato mais direto com as ações técnicas desenvolvidas com o objetivo de se preservar e disponibilizar aos pesquisadores o acervo histórico, artístico e paisagístico mantido no Palácio Imperial de Petrópolis.

As inscrições para o curso de capacitação começam no próximo dia 22 de abril e serão encerradas no dia 8 de maio. As inscrições são gratuitas e só poderão participar da oficina os guias cadastrados na EMBRATUR. Os interessados podem se inscrever diretamente pelo site www.museuimperial.gov.br, pelo e-mail promoção@museuimperial.gov.br ou pelo telefone (24) 2237-8000 ramal 244.
PARA FAZER INSCRIÇÕES :CLIQUE AQUI!



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Investimento em educação já é o maior da história no Brasil

O investimento público direto em educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) já é de 4,6% no Brasil. O valor é o maior registrado na história do país e se aproxima do padrão de investimento dos países desenvolvidos – de 5%, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O crescimento se concentra na educação básica, que reúne 3,9% do investimento. Na educação superior, o percentual se manteve em 0,7%.

Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e se referem ao ano de 2007 – medição mais recente. “Batemos nosso próprio recorde”, destacou o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça-feira, 14. Em 2006, o mesmo tipo de investimento alcançou 4,4% – salto significativo em relação ao ano anterior, que apontava 3,9%.

O ministro acredita que o crescimento é fruto de uma decisão política de todos os entes federativos a favor da educação. “Isso mostra que o Estado brasileiro tem condições de priorizar a área”, enfatizou. De acordo com Haddad, a intenção é chegar à marca dos 5% em 2010. “O Brasil tem que chegar, gradualmente, a um investimento mínimo de 6%.”

No cálculo do investimento público em educação relativo ao PIB não estão incluídas as despesas com aposentadorias e pensões, bolsas de estudo e financiamento estudantil. Os dados referem-se à destinação de recursos consolidada do governo federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O Inep vai divulgar em breve as informações por estado.
Fonte: MEC


Presente Dias das Mães:
Rubi Quadrado

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Candido Portinari

Candido Portinari filho de imigrantes italianos nasceu em 30 de Dezembro de 1903, em uma fazenda de café perto da cidade de Brodósqui, Estado de São Paulo.

Filho de Baptista Portinari e Dominga Torquatro, italianos da região de Vêneto. Frequentou a escola primária, provavelmente entre 1911 e 1916. Em 1918, Candido foi chamado como ajudante de um grupo de pintores e escultores italianos, que viviam de decorar igrejas das pequenas cidades de interior. No ano seguinte, decidido a ser pintor, ele parte para o Rio de Janeiro, onde se matricula como aluno livre na Escola Nacional de Belas Artes.

Obra: Índia e Mulata - 1934
Em maio de 1925, Portinari, então com 21 anos, participa, com dois retratos, do III Salão da Primavera. Em Agosto, na XXXII Exposição geral de Belas Artes, ganha a Pequena Medalha de Prata, que o habilita a concorrer ao Prêmio de Viagem.
A influência de Picasso sobre Portinari é evidente. Seu trabalho, inclusive, recebe muitas críticas de ter sido apenas uma cópia do cubismo de Picasso, sem criar um estilo novo.

No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra "Café". Deste momento em diante, sua obra ganhou notoriedade e passou a ter reconhecimento internacional.

A fase muralista se iniciou em 1936 e até 1944 estará ocupado em pintar os afrescos para o Ministério da Educação e Cultura, o atual Palácio Gustavo Capanema, edifício projetado por arquitetos brasileiros liderados por Lúcio Costa seguindo princípios arquitetônicos do já famoso arquiteto suíço Le Corbusier; ovvero, Charles Edouard Jeanneret, enfatizando a temática social que permeará toda a sua obra.

Em Julho realiza-se a Expositon dárt Brésilien, coletiva, no Foyer Brésilien e Portinari participa com duas obras. Em Julho, escreve a uma colega da ENBA, Rosalita Mendes de Almeida. É a Carta de Palaninho, verdadeira declaração de intenções, na qual surge, com toda a sua força, o Brasil que emociona Portinari e que ele pretende retratar no seu regresso.É nesse ano, também, que Portinari conhece Maria Victoria Martinelli, jovem uruguaia de 19 anos, radicada com a família em Paris, que será sua companheira de toda a vida.

Obra: Flautista - 1934
Em 1957 expões em Munique é o único artista brasileiro a participar da exposição 50 ANOS DE ARTE MODERNA, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958. Como convidado de honra, expõe 39 obras em sala especial na I Bienal de Artes Plásticas da Cidade do México, em 1958.

No mesmo ano ainda, expõe em Buenos Aires. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York e, juntamente com outros grandes artistas americanos como Tamayo, Cuevas, Matta, Orozco, Rivera, participa da exposição COLEÇÃO DE ARTE INTERAMERICANA, do Museo de Bellas Artes de Caracas. Candido Portinari morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, quando preparava uma grande exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.

Portinari meteu-se na política sem muito sucesso. Foi perseguido por ser comunista, numa época em que isso era considerado terrível. O Arcebispo de Belo Horizonte negou-se a consagrar a Igreja da Pampulha por conta dos murais de Portinari. O artista foi para o Uruguai mas voltou a tempo de ver o seu partido comunista ser declarado ilegal. Mais tarde, o mesmo governo brasileiro o convidaria para pintar dois murais na sede da ONU. A guerra e a Paz. Idas e vindas na vida de Portinari.

Conheça abaixo as principais obras de Portinari:
Meio Ambiente, Colhedoras de Café, Mestiço, Favelas, O Lavrador de Café, O Sapateiro de Brodósqui, Meninos e Piões, Grupo de Meninas Brincando, Menino com Carneiro, Cena Rural, A Primeira Missa no Brasil, São Francisco de Assis, Tiradentes, Os Retirantes, Retrato de Euclides da Cunha, Retrato de Carlos Gomes, Cena Rural, Flautista, Índia e Mulata, Grupo de Meninas, Mulher Chorando, Criança Morta, Colheita de Café, Colheita de Milho, Gaiola, Menino e Canavial,Mulher Chorando, Colheita de Algodão,

Qual a origem e o significado de Brasão?

Brasão do Município de Campo Mourão Estado Paraná.

A palavra Brasão vem do alemão blasem, tocar buzina, já que era ao seu toque que os cavaleiros medievais se lançavam ao combate. De início apenas os nobres os possuíam, mas com o passar do tempo, os Reis passaram a concedê-los aos vassalos como sinal de distinção ou bravura.

Segundo definição da Wikipédia um brasão de armas ou, simplesmente, brasão, na tradição europeia medieval, é um desenho especificamente criado - obedecendo às regras da heráldica - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações.

O desenho de um brasão é normalmente colocado num suporte em forma de escudo que representa a arma de defesa homônima usada pelos guerreiros medievais. No entanto, o desenho pode ser representado sobre outros suportes, como bandeiras, vestuário, elementos arquitetônicos, mobiliário, objetos pessoais, etc.. Era, também, comum, sobretudo nos séculos XIV e XV, os brasões serem pintados ou cosidos sobre as cotas de malha, o vestuário de proteção usado pelo homens de armas. Por isso, os brasões também são, ocasionalmente, designados por cotas de armas.

A origem dos Brasões remonta a Idade Média , quando os senhores feudais reuniam pequenos exércitos e se dirigiam a Terra Santa nas cruzadas, para se distinguir de outros senhores feudais , mandava pintar nos broquéis (pequenos escudos redondos) de seus soldados suas cores. Na volta para casa, os cavaleiros vitoriosos colocavam sobre os escudos os troféus conquistados para mostrar ao Rei e as damas da corte.

Para que se possa ter uma melhor compreessão do significado de um Brasão: O que é Heráldica, Composição do Brasão, Cores, Esmaltes e Peles, Peças Internas, Peças Externas pode se consultar no site www.amazonline.com.br e tirar todas as dúvidas.

Se por acaso desejar encomendar um Brasão da família existe vários sites que fornece este tipo de serviço pela internet. Um deles www.brasoes.com.br que realiza o serviço por um preço bastante acessível.

Outro site interessante é o www.ingers.org.br que também oferece muita experiência em pesquisa para oferecer um serviço de primeira. Oferecem Brasão Heráldico Particular Moldurado, Modelo Especial – Histórico Genealógico + Estampa Moldurada, Brasão Simples, Moldura de Luxo - Brasão Simples, Kamon Japonês, Brasão Simples Grande, Brasão Clássico, Conjunto Heráldico Aplicado em Madeira de muiracatiara ( madeira clara).

Brasil e França - A Guerra da Lagosta

A Guerra da Lagosta, como denominado jocosamente à época pela imprensa, foi um contencioso entre os governos do Brasil e da França, que se desenvolveu entre 1961 e 1963.

Episódio pouco conhecido na História das Relações Internacionais do Brasil, girou em torno da captura ilegal de lagostas, por parte de embarcações de pesca francesas, em águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil.

Alertada por pescadores nordestinos, uma embarcação da Marinha do Brasil flagrou barcos de pesca franceses pescando lagosta clandestinamente na costa de Pernambuco, em águas territoriais brasileiras, sendo convidados a se retirar.

O episódio passou a ser referido nos meios de comunicação brasileiros como a Guerra da Lagosta, um conflito que, como a famosa Batalha de Itararé, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, não disparou um tiro sequer.

Na imprensa francesa, diante dos protestos dos pescadores de lagostas sobre os seus supostos direitos de pesca, travou-se um aceso debate sobre o enquadramento da lagosta enquanto item de pesca e outras considerações sobre sua classificação como bem patrimonial do Brasil.

À época, a crise extrapolou as relações diplomáticas entre os dois países, de tal modo que ambos chegaram a mobilizar os seus recursos bélicos.

O primeiro a fazê-lo foi a França, que deslocou um contingente naval, mantido em prontidão, para uma área vizinha à região em conflito.

No Brasil, a opinião pública percebeu a situação como uma agressão da França aos direitos de soberania brasileiros. O presidente João Goulart (1961-1964), após reunião do Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento, para a região, de considerável contingente da Esquadra, apoiado pela Força Aérea. Em terra, o 4° Exército, com sede em Recife, então sob o comando do então general Humberto de Alencar Castello Branco, também se mobilizou.

* Embora a frase Brésil c’est pas un pays serieux (O Brasil não é um país sério), seja tradicionalmente atribuída ao então presidente da França, general Charles de Gaulle, neste contexto, na realidade foi pronunciada pelo embaixador brasileiro na França, Alves de Sousa, referindo a inabilidade com que o governo brasileiro conduzia este contencioso.
* À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava. Caso nadasse, poder-se-ia considerar que a lagosta estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro.

Fonte: www.pt.wikipedia.org - A guerra da lagosta, de Cláudio da Costa Braga, Serviço de Documentação da Marinha (SDM), Rio de Janeiro, 2004; contato com o autor: (21) 9252-9887 e (cbraga@dtm.mar.mil.br)

A história do descobrimento do Brasil

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.

Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. 

Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.


A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores.

Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc.

Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses.

Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

A República da Espada- 1889-1894

O período que vai de 1889 a 1894 ficou conhecido como "República da Espada" em virtude da condição militar dos dois primeiros presidentes do Brasil: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.

Em 25 de fevereiro de 1891, Deodoro da Fonseca foi eleito pelo congresso para o cargo de presidente da República e Floriano Peixoto para o de vice-presidente. O governo republicano enfrentou pronto reconhecimento interno e externo. A República iniciou-se com um golpe militar que não encontrou reação violenta, mas, pouco depois da instauração do novo regime, ocorreram revoltas que puseram em perigo sua sobrevivência.

O primeiro presidente enfrentou a oposição do Congresso Nacional, que propôs a Lei das Responsabilidades, com o objetivo de restringir os poderes do Executivo Federal. Em conseqüência , Deodoro da Fonseca dissolveu o Congresso e decretou estado de sítio, em 3 de novembro de 1891. O Exército e a Marinha protestaram. Para evitar derramamento de sangue, Deodoro, assumiu o governo da nação o vice-presidente Floriano Peixoto. Este não acatou a disposição constitucional, que determinava nova eleição, no caso de vaga na Presidência ou Vice-Presidência, antes de terem decorridos dois anos do período presidencial.


A Revolução Federalista foi uma revolta chefiada pelo caudilho Gumercindo Saraiva contra o presidente do estado, Júlio de Castilhos. As lutas entre os chefes locais no Rio Grande do Sul vinham do tempo do império. O movimento estendeu-se ao Paraná e a Santa Catarina, chegando a ameaçar São Paulo, cuja defesa foi organizada pelo presidente do Estado, Bernardino de Campos. Os revoltosos do sul uniram-se aos participantes da Revolta da Armada, que estava ocorrendo na mesma época, mergulhando o país na mais sangrenta revolução da Primeira República ou República Velha. A luta, que durou 31 meses, teve 10.000 mortos e causou prejuízos incalculáveis.

Prudente de Moraes e a guerra dos Canudos

Nascido na cidade paulista de Itu, Prudente José de Morais e Barros foi o terceiro presidente da história do Brasil e primeiro civil a ocupar o cargo. Representando a força dos cafeicultores paulistas, Prudente de Moraes venceu as eleições presidenciais de 1894.
 A guerra de Canudos no governo de Prudente de Morais, eclodiu nos sertões da Bahia uma revolta de caráter diferente daquelas que ocorreram nos governos republicanos anteriores. Movidos pelo misticismo e fugindo à miséria provocada pelas secas, os sertanejos reuniram em torno de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, que se dizia enviado de Deus.

A derrota fragorosa das tropas do governo estadual contra os revoltosos provocou o envio de tropas federais. No entanto, as forças federais eram insuficientes para enfrentar à resistência dos homens de Antônio Conselheiro, que tinham como vantagem um profundo conhecimento da região. O governo federal, resolvido a encerrar de vez o movimento revoltoso, organizou um verdadeiro exército para atacar Canudos. Contra as forças federais, numerosas e bem preparadas, pouco adiantou a tenaz resistência dos sertanejos.

O arraial de Canudos foi destruído casa por casa após o término da resistência. Pouco depois do fim da Guerra de Canudos, um militar de baixa patente, Marcelino Bispo, realizou um atentado contra a vida de Prudente de Morais. O presidente, que fora homenagear as tropas vitoriosas que chegavam da Bahia, conseguiu escapar do atentado, mas o marechal Carlos Machado Bittencourt, ministro da Guerra, foi ferido de morte ao defender o chefe do governo. O episódio aumentou o prestígio popular do presidente, fortalecendo-o no poder.

Esta revolta, ocorrida nos primeiros tempos da República, mostra o descaso dos governantes com relação aos grandes problemas sociais do Brasil. Assim como as greves, as revoltas que reivindicavam melhores condições de vida mais empregos, justiça social, liberdade, educação, foram tratadas como "casos de polícia" pelo governo republicano. A violência oficial foi usada, muitas vezes em exagero, na tentativa de calar aqueles que lutavam por direitos sociais e melhores condições de vida.

Em 5 de novembro de 1897, Prudente de Moraes sofreu um atentado, no entanto o marechal Carlos Machado Bittencourt, Ministro da Guerra, foi ferido em seu lugar e faleceu.

As dificuldades econômicas provocadas, principalmente, pela política do encilhamento obrigaram o Governo a fazer novos empréstimos, aumentando grandemente a dívida externa. Prudente de Moraes faleceu em 13 de dezembro de 1902, vítima de tuberculose. 


A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial

Logo após o descobrimento do Brasil (1500), a coroa portuguesa temendo invasões estrangeiras no território brasileiro, por corsários e piratas ingleses, franceses e holandeses que viviam saqueando as riquezas da terra recém descoberta, resolve colonizar o Brasil e administrar de forma eficiente.

Entre os anos de 1534 e 1536, o rei de Portugal D. João III resolveu dividir a terra brasileira em faixas, que partiam do litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Estas enormes faixas de terras, conhecidas como Capitanias Hereditárias, foram doadas para nobres e pessoas de confiança do rei. Estes que recebiam as terras, chamados de donatários, tinham a função de administrar, colonizar, proteger e desenvolver a região.

Cabia também aos donatários combater os índios de tribos que tentavam resistir à ocupação do território. Em troca destes serviços, além das terras, os donatários recebiam algumas regalias, como a permissão de explorar as riquezas minerais e vegetais da região.Estes territórios seriam transmitidos de forma hereditária, ou seja, passariam de pai para filho. Fato que explica o nome deste sistema administrativo.

As dificuldades de administração das capitanias eram inúmeras. A distância de Portugal, os ataques indígenas, a falta de recursos e a extensão territorial dificultaram muito a implantação do sistema. Com exceção das capitanias de Pernambuco e São Vicente, todas acabaram fracassando. Desta forma, em 1549, o rei de Portugal criou um novo sistema administrativo para o Brasil: o Governo-Geral. Este seria mais centralizador, cabendo ao governador geral as funções antes atribuídas aos donatários.

Embora tenha vigorado por pouco tempo, o sistema das Capitanias Hereditárias deixou marcas profundas na divisão de terra do Brasil. A distribuição desigual das terras gerou posteriormente os latifúndios, causando uma desigualdade no campo. Atualmente, muitos não possuem terras, enquanto poucos possuem grandes propriedades rurais.

Principais Capitanias Hereditárias e seus donatários: São Vicente (Martim Afonso de Sousa), Santana, Santo Amaro e Itamaracá (Pêro Lopes de Sousa); Paraíba do Sul (Pêro Gois da Silveira),Espírito Santo (Vasco Fernandes Coutinho), Porto Seguro (Pêro de Campos Tourinho), Ilhéus (Jorge Figueiredo Correia), Bahia (Francisco Pereira Coutinho). Pernambuco (Duarte Coelho), Ceará (António Cardoso de Barros), Baía da Traição até o Amazonas (João de Barros, Aires da,Cunha e Fernando Álvares de Andrade).

Estas foram as primeiras imigrações que se tem conhecimento em território brasileiro com o intuito de proteger as extensas terras brasileiras dos saqueadores. Os imigrantes neste caso que eram amigos da corte portuguesa na verdade recebiam imensos latifúndios sob o pretexto de protegê-los. Desde o início das divisões das terras no Brasil já percebemos como tudo começou de forma errada e desproporcional. Até os dias de hoje percebemos que ainda permanece na cultura do nosso povo a forma incorreta de proteger os amigos do rei.

Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.

O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole..

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

A Imigração do Negro Africano até a Abolição da Escravatura

O negro Africano constitui-se uma presença marcante na história do Brasil.Sua contribuição para nossa cultura é inegavelmente importante em todos os segmentos da sociedade.
É impossível precisar o número de escravos trazidos durante o período do tráfico negreiro, do século XVI ao XIX para o Brasil. Mas fontes indicam que estes números variam entre cinco a seis milhões de pessoas. O NEGRO AFRICANO contribuiu para o desenvolvimento populacional e econômico do Brasil e tornou-se, pela mestiçagem, parte inseparável de seu povo.
Os africanos espalharam-se por todo o território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de criação, arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão, fazendas de café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda a formação humana e cultural do Brasil com técnicas de trabalho, música e danças, práticas religiosas, alimentação e vestimentas.
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os AFRICANOS como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos.
Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.


A Atriz Vera Fischer é descendente de Alemães

Vera Lúcia Fischer nasceu em Blumenau, Santa Catarina em 27 de Novembro de 1951.Uma das mais famosas atrizes do País, Vera Lúcia Fischer foi, inclusive, Miss Brasil no ano de 1969, título que lhe deu projeção nacional.

Nasceu em uma família de origem alemã, em recente auto-biografia, Fischer declarou que seu pai era nazista. Apanhou muito do pai que era um alemão muito rigoroso e seguidor dos ensinamentos de Hitler. Muitas de suas brigas era porque seu pai obrigava a ler os livros de Hitler.

Estas situações com o pai serviu para se fizesse uma mulher mais forte e pudesse resistir os trancos da vida. Com esta infância conturbada e de tantas surras do pai prometeu em seu diário que iria matá-lo. Hoje ela diz "não precisei ele morreu de câncer."


Vera Fischer ganhou projeção nacional quando foi Miss Brasil, em 1969. Participou de diversas novelas na Rede Globo, e contracenou com os maiores atores da televevisão brasileira. No cinema, interpretou personagens de Rubem Fonseca, Plínio Marcos e Nelson Rodrigues e tornou-se uma das atrizes mais aplaudidas pelo público.


Até hoje quando as novelas globais não vai muito bem no ibope e não vem apresentando a audiência desejada, ela é requisitada para participar pelo menos de alguns capítulos.

Vera Fischer é uma Descendente NOTA 10