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Mulher torturada pela nora de Kadhaf será cuidada por médicos brasileiros

Médicos brasileiros poderão operar a babá Shweyga Mullah, torturada pela nora de Muammar Kadhafi. Ela cuidava dos netos de Kadhafi o ditador Líbio e por se recusar a bater em umas das crianças teve o rosto desfigurado por água fervendo.

Encontrada por rebeldes líbios depois que os patrões fugiram durante a tomada de Trípoli pelos opositores, ela está internada com queimaduras profundas em diversas partes do corpo.

“Essa moça precisa de cirurgias estéticas complexas. Ela perdeu todo o cabelo e tem queimaduras graves no peito, no pescoço e nas costas. O Brasil tem muitos cirurgiões bons. Que bom seria se algum deles nos ajudasse”, disse o médico Saleh Errassmeh, em entrevista à Folha de São Paulo.

A babá, de origem etíope, trabalhava na casa de Hannibal Kadhafi e sua mulher, a modelo Aline Skaf, há um ano.“Eu me recusei a bater na criança e ela ficou descontrolada. Amarrou minhas mãos atrás das minhas costas e me levou até um banheiro. Lá, despejou água fervente na minha cabeça e costas. Depois, me deixou trancada por um dia inteiro e me proibiu de sair de casa”, relatou.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica colocou seus especialistas à disposição dos médicos líbios. O presidente da Sociedade, Sebastião Guerra, disse que o ideal seria que as pessoas que acompanham o tratamento da babá entrassem em contato com a organização para decidirem como seria prestada a ajuda e como se arcaria com os gastos. “A Sociedade pode ajudar no tratamento, mas teríamos que trazê-la ao Brasil para que o profissional tenha a estrutura e a equipe necessária para tratá-la”.

O tratamento inicial demoraria cerca de três meses, mas todo o processo de reconstituição do tecido queimado poderia demorar até dois anos.

Primeiro-ministro italiano Berlusconi diz que esquerda quer “invasão de imigrantes” no país

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, acusou seus opositores de defenderem uma “invasão de imigrantes” com o objetivo de aumentar as chances de sucesso da esquerda política na eleição regional de março. 
Uma campanha de repressão à imigração ilegal foi bem acolhida pelos italianos e Berlusconi espera enfatizar essa questão antes da eleição, em parte para desviar a atenção do escândalo de corrupção que pode prejudicar a sua coalizão de centro-direita. “A esquerda quer escancarar as portas aos estrangeiros para mudar a base eleitoral”, disse Berlusconi num comício.

A imigração é um assunto delicado na Itália, que luta para integrar sua crescente população oriunda da África e do Leste Europeu, mas sem perder sua identidade nacional. Parlamentares de esquerda acusaram o primeiro-ministro de tentar desviar a atenção das denúncias que afetam sua coalizão, e que são comparadas por muitos aos escândalos no começo da década de 1990. “Por enquanto a verdade está clara para todos, que o primeiro-ministro eleva a temperatura e fala absurdos para esconder suas dificuldades”, disse Marina Sereni, do Partido Democrático (centro-esquerda).   
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Para maioria dos italianos presença de imigrantes aumenta criminalidade

Uma pesquisa realizada na Itália revelou que seis em cada dez italianos acreditam que a presença dos imigrantes, embora contribua para o crescimento econômico, também aumenta a criminalidade no país, como apontou o premier Silvio Berlusconi.
De acordo com o relatório "Itália 2010", do instituto Eurispes (organização privada e sem fins lucrativos, que faz estudos econômicos, sociais e políticos), 64,7% dos entrevistados creem que os estrangeiros contribuem ao aumento dos crimes no país.
Dado que demonstra que a maioria dos cidadãos concorda com a opinião expressa ontem pelo chefe de Governo do país, ao afirmar que a "redução dos extracomunitários na Itália significa menos forças para engrossar as filas da criminalidade".
Por outro lado, para 60,4%, as pessoas de outras nacionalidades são importantes para o crescimento econômico. A maioria dos entrevistados (86,4%) concorda ainda que os imigrantes atuam em atividades em que os italianos não gostam. Mas cerca de 24,8% dizem acreditar que os imigrantes tiram os trabalhos dos italianos.
Em relação ao aumento da xenofobia no país, 31,7% atribuem a onda de violência às mídias; 24,7% ao comportamento dos imigrantes, e 17,2% às políticas do governo.
Sobre o direito de voto aos imigrantes, quase metade dos entrevistados (49,1%) pensa que as pessoas que estejam regulares, mas não tenham cidadania italiana, não devem se pronunciar.
A discussões sobre a presença de imigrantes na Itália têm causado grandes debates internos nos últimos dias. Hoje, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) declarou que o nível da criminalidade entre os imigrantes é semelhante ao dos italianos, em resposta indireta à declaração de Berlusconi.
Ontem, por sua vez, a senadora do Partido Democrata (PD, maior força de oposição), Livia Turco, opinou que a equação feita pelo primeiro-ministro "é vulgar". "Todos os dados demonstram que, sem imigrantes, estariam paralisadas partes importantes de nossa economia", apontou.
O mesmo relatório traz ainda dados sobre o comportamento dos italianos, suas atividades sociais e profissionais, o impacto da crise econômica mundial em suas vidas em 2009 e as perspectivas para 2010.
De acordo com o Eurispes, estima-se para este ano um aumento 10,4% no número de pessoas que vivem sozinhas. Para esta projeção, a consultoria baseou-se em dados de pesquisas de 2007 (6.910.716).
A consulta demonstra ainda que a maioria dos italianos com mais de 18 anos bebe -- um em cada três cidadãos (70,9%) disse consumir bebidas alcoólicas ocasionalmente (55,7%), frequentemente (11%) e diariamente (4,1%).
Em relação aos hábitos de consumo, um de cada dois chega ao fim do mês com dificuldades, e 70% afirmam que deixam de comprar presentes e ir a restaurantes.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE ou OECD em inglês], os salário e gasto médio dos italianos estão entre os baixos dos países industrializados. Estima-se que o salário anual atinja US$ 21.374 na Itália. Nos EUA, este teto é de US$ 30.796, e no Reino Unido US$ 38.147.
Os italianos ainda acreditam que a formação superior não é mais garantia de emprego e nem de estabilidade econômica. Segundo dados do Eurispes, apenas 16% dos empregados italianos entre 25 e 34 anos possuem curso superior [a média da OCDE é de 32%].
Já a população entre 15 e 24 anos corre o risco de permanecer desempregada, pois as previsões apontam uma queda no número de contratações.
Também as pessoas com idades entre 24 e 30 anos têm dificuldades para encontrar um emprego sem um prazo definido de contrato. Em 2007, dos 381.127 contratados para projetos com prazos determinados, 201.901 eram jovens com idades entre 15 e 34 anos.
O estudo apontou também que os italianos estão ainda mais pessimistas. A crise econômica continua a influenciá-los negativamente. Para 47,1% dos entrevistados a situação do país "piorou". Em 2008, este índice estava em 37,6%.
Por outro lado, há uma maior confiança em relação ao futuro: 18,3% acreditam que o futuro econômico do país será melhor, quase oito pontos percentuais acima dos dados de 2008 (10,9%).

(ANSALATINA)

Avião com brasileiros vindos do Suriname já está em Belém

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com os primeiros cinco brasileiros a deixar o Suriname após conflitos na cidade de Albina, no nordeste do país, pousou neste domingo (27) às 21h20 (horário de Brasília) no aeroporto internacional de Belém.

Na véspera da noite de Natal, um conflito entre surinameses e brasileiros resultou na destruição de uma vila onde viviam estrangeiros. Há controvérsias sobre o número de mortos no conflito.

Em entrevista na tarde deste domingo à Globo News na cidade de Albina, onde ocorreu o conflito, o embaixador brasileiro disse que o Itamaraty ainda não havia confirmado o número de mortes. "As notícias que nos têm sido passadas é que não há vítimas do lado do Brasil, de brasileiros", disse. "Os relatos ainda estão muito desencontrados", afirmou.

No entanto, o padre brasileiro José Vergílio, que vive há oito anos no Suriname e ajudou no socorro às vítimas, disse que pelo menos sete pessoas morreram no confronto. De acordo com ele, a confusão teria começado após um brasileiro ter matado com faca um "marrom", como são conhecidos os surinameses quilombolas, descendentes de escravos.
Portal RPC

Governo da Dinamarca adota proposta racista contra imigrantes principalmente Muçulmanos

Definitivamente o governo Dinamarquês está radicalizando com os imigrantes. A Dinamarca está propondo aos estrangeiros imigrantes que queiram deixar seu país uma quantia de vinte mil dólares.

O que pegou mais pesado na proposta do governo foi a intenção de varrer de seu território principalmente os imigrantes muçulmanos, numa clara intenção de preconceito.

A Dinamarca possui cerca de cinco milhões de pessoas sendo 10% desta população composta por imigrantes.

A proposta está sendo considerado um tanto racista e preconceituosa por outros países europeus que também adotam políticas restritivas aos imigrantes fora da legalidade. Se o objetivo é provocar uma pressão sobre os imigrantes já conseguiram.

O valor necessário para colocar em prática o projeto ainda é desconhecido pois as autoridades ainda não sabem o número de imigrantes que vão aceitar a oferta.

Não conseguimos entender como o ser humano está cada vez mais incompreensível e intolerante. Países de primeiro mundo que se vangloriam pelo alto grau de conhecimento e instrução a seus cidadãos não fazem jus a retórica e adotam práticas inaceitáveis do ponto de vista humanitário.

Gostaria que os amigos deixassem vossa opinião sobre o assunto, pois o Brasil sempre manteve as portas abertas aos imigrantes e ao longo do tempo ganhou muito em mão de obra especializada e novas técnicas industriais.

Governo interino de Honduras suspende direitos constitucionais e ameaça Brasil

O governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, decretou neste domingo (27) a suspensão de direitos constitucionais públicos, como a liberdade de circulação e expressão, de protestos, e autorizou a suspensão de grupos de mídia que, na visão do governo de fato, "provoquem distúrbios pelo país". O anúncio foi feito através de uma cadeia nacional de rádio e TV.

Também neste domingo, o governo interino de Honduras anunciou que o Brasil poderá perder a Embaixada no país se em 10 dias não decidir o destino do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está no prédio brasileiro sitiado desde segunda-feira (21).

De acordo com a agência de notícias Efe, que informa ter tido acesso ao documento oficial, o governo interino suspendeu por 45 dias as garantias constitucionais. A France Presse, porém, diz que as medidas teriam validade de 45 dias depois de aprovação legislativa.

O decreto autoriza o governo a fechar meios de comunicação e a dissolver reuniões não-autorizadas, e permite proibir protestos públicos.

O ministro do Interior de Honduras, Oscar Matute, afirmou que os veículos de imprensa que incitarem a violência podem sofrer as regulações do decreto. A estatal Hondutel irá vigiar os meios de comunicação.

Segundo o decreto, a polícia e as Forças Armadas estão autorizadas a fechar estações de rádio ou televisão "que não ajustarem sua programação às disposições atuais."

O decreto estabelece que autoridades policiais ou militares podem deter pessoas que desobedeçam o toque de recolher ou que sejam apontadas como suspeitas de provocar distúrbios.

O governo interino de Honduras anunciou que o Brasil poderá perder a Embaixada em Tegucigalpa, se em 10 dias não decidir o destino de Zelaya. O governo brasileiro deverá decidir se o presidente deposto ganhará asilo político no Brasil ou se irá entregá-lo às autoridades hondurenhas.

O presidente deposto voltou na última segunda-feira a Tegucigalpa, refugiando-se na Embaixada brasileira. Desde então, a sede da diplomacia brasileira está cercada por militares. O Conselho de Segurança da ONU condenou o cerco.

Eleito em 2006, Zelaya foi deposto no dia 28 de junho por um golpe militar. Os militares argumentam que Zelaya queria incluir nas cláusulas das eleições, que ocorrem em novembro deste ano, a possibilidade de mudar a Constituição do país para poder se reeleger.

O Itamaraty informou que ainda não foi notificado da ameaça do governo de Honduras de tirar o status diplomático do Brasil.

Ainda de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o ministro Celso Amorim já havia falado sobre o assunto na sexta-feira (25), durante discurso no Conselho de Segurança da ONU.

Veja abaixo trechos do discurso de Amorim retirados do site do Itamaraty:

"O regime também mudou o tratamento formal concedido à Embaixada, o qual parece implicar que esta teria deixado de gozar do status diplomático. Além de declarações públicas de igual teor, o Governo de facto enviou uma comunicação diretamente ao Ministério das Relações Exteriores na qual se refere à Embaixada como 'uma das instalações que o Governo brasileiro ainda mantém em Tegucigalpa'. Tudo isso parece um prelúdio para outras ações. Num comunicado público, tentam até negar a responsabilidade pela segurança do Presidente Zelaya e por danos a propriedades no bairro em que se encontra a Embaixada. Tais atos violam totalmente a Convenção de Viena e, mais imediatamente, a recente decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos pela qual o governo de facto de Honduras não poderá ameaçar a segurança do Presidente Zelaya e de todos aqueles abrigados na Embaixada do Brasil”.

As autoridades de Honduras impediram neste domingo a entrada no país de cinco representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), de acordo com informações de um oficial da imigração hondurenha à agência Reuters e de um diplomata à agência France Presse.

Quatro deles foram expulsos de Honduras, segundo o único funcionário que permaneceu no país, o chileno John Biehl. "Chegamos aqui em uma missão pedida pelo secretário-geral da OEA (José Miguel Insulza) e no aeroporto fomos detidos", disse. "Éramos dois americanos, um canadense, um colombiano e eu", explicou. "Um foi deportado diretamente para os Estados Unidos e três iriam a caminho da Costa Rica."

O governo de Roberto Micheletti bloqueou a entrada dos funcionários sob o argumento de que eles não apresentaram as credenciais diplomáticas à chancelaria hondurenha.

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos do país, Armando Veloz, os diplomatas da OEA vinham de El Salvador, e, pouco depois de desembarcar no aeroporto da capital hondurenha, Tegucigalpa, foram impedidos de entrar no país.

A entrada no país de dois funcionários da Embaixada da Espanha em Tegucigalpa também teria sido impedida.

A OEA, as Nações Unidas e o Brasil não reconhecem a legitimidade do governo de Roberto Micheletti, e, portanto, os funcionários não estão autorizados a encaminhar um pedido formal para entrar no país.

Desde sexta-feira, a estratégia do governo de Michelleti é forçar a comunidade internacional a reconhecer a autoridade do governo golpista, exigindo pedido de autorizações, até mesmo para a entrada de brasileiros na Embaixada do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em resposta ao prazo de dez dias dado pelo presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse em Porlamar (Venezuela) que o Brasil não aceita "ultimato de um governo golpista".

Em entrevista coletiva durante a 2ª Cúpula América do Sul-África (ASA), Lula disse que o deposto líder hondurenho é "o presidente legítimo de Honduras" e que seu status é "hóspede da Embaixada do Brasil" em Tegucigalpa.

"Zelaya foi expulso do poder da maneira mais vergonhosa possível", disse Lula. "Para mim, a solução é simples: os golpistas devem sair do palácio presidencial", afirmou Lula, acrescentando que "Zelaya deve retornar ao poder e se deve convocar eleições".

O Brasil está preocupado com a segurança dos funcionários e de todos os que estão abrigados na Embaixada brasileira em Honduras, de acordo com o chanceler Celso Amorim.

Segundo Amorim, o governo interino de Honduras já deu sinais de que não considera a Embaixada uma zona inviolável.
Fonte:G1

7 de Setembro Independência do Brasil

Conforme destaca o site Wikipédia denomina se a Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX.

Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.

A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.

A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

Leia Também:
-Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822

-A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial

-A história do descobrimento do Brasil

Monitor AOC

Unasul discutirá acordo entre Colômbia e EUA

A reunião extraordinária de chefes de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que contará com a presença do presidente colombiano, Álvaro uribe, será realizada no próximo dia 28, anunciaram fontes do governo argentino.

Uribe, cujo governo pretende firmar ainda neste fim de semana o acordo militar com os Estados Unidos, que prevê o envio de militares e policiais civis norte-americanos a até sete bases colombianas, "concordou em participar" com "muita disposição", disseram as fontes citadas pela agência estatal Télam.

A reunião, anunciada na última cúpula da Unasul, realizada na segunda-feira em Quito, Equador, deverá ocorrer no hotel Llao-Llao, da cidade de San Carlos de Bariloche, na Patagônia.

A presidente do país, Cristina Kirchner, conversou com seus pares sul-americanos para decidir o dia do encontro, que tem o objetivo de retomar o diálogo sobre o acordo entre Bogotá e Washington.

A possibilidade de que militares dos EUA atuem nas bases locais é repudiada por Bolívia, Equador e Venezuela, que consideram "uma agressão" e um foco de desestabilização na região. Brasil, Argentina e Uruguai também demonstraram preocupação pelo acordo.

Na última semana, Uribe visitou Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil para explicar o tratado que, segundo o governo colombiano, é uma extensão do Plano Colômbia contra o narcotráfico e o terrorismo.

Fontes citadas pela agência DyN, por sua vez, informaram que a reunião na Argentina tem o objetivo de "reconstruir o cenário de diálogo" entre as nações sul-americanas.

"Não se pode ir ver o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com uma foto de Quito, onde um presidente (Álvaro Uribe) não está e o outro (o venezuelano Hugo Chávez) pronunciou palavras em alto tom sobre a situação", disseram as mesmas fontes.

Na reunião da última segunda-feira, Chávez falou sobre "os ventos de guerra" ao se referir à eventual presença dos EUA na região. O encontro entre os 12 líderes sul-americanos, proposto por Cristina, é considerado também uma preparação à cúpula da ONU, que acontecerá em setembro e quando os mandatários pretendem se reunir com Obama.

Uribe "não impôs nenhuma condição" para assistir ao encontro de Bariloche, informou a agência DyN, que acrescentou que, pelo contrário, este diálogo deverá ser amplo.

Ontem, o comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla de León, anunciou que o acordo deveria ser assinado neste fim de semana. "Se Deus nos ajudar, [o convênio] estará pronto para os trâmites burocráticos, dentro da soberania de cada nação", declarou na ocasião.
(ANSA)

IINJ auxilia imigrantes carentes em Nova Jersey

O Instituto Inter­nacional de Nova Jersey (IINJ), uma organização sem fins lucrativos, tem dado as boas vindas a milhares de imigrantes recém chegados desde 1918. IINJ é a única agência de serviços sociais em New Jersey que provê um serviço de restabe­lecimento compreensivo para facilitar a transição de cada pessoa em seu novo país e cultura.

Ademais do serviço de restabelecimento, o qual é oferecido para refugiados e pessoas que buscam asilo político ou religioso, IINJ provê assistência jurídica em casos de imigração e cidadania, classes de inglês (ESL), computação e educação financeira, serviços de interpretação e tradução (incluso para a corte e serviços sociais) e assistência psicológica individual ou em família para sobreviventes de tortura (SOT).

IINJ é um dos 35 afiliados do Comitê Estadunidense para Refugiados e Imigrantes (USCRI), o qual é a maior rede, não-sectária, de serviços para refugiados e imigrantes nos Estados Unidos. Com uma equipe bem qualificada, da qual muitos dos membros são imigrantes e que coletivamente falam mais de uma dezena de idiomas, que provê serviço de qualidade para mais de 15 mil clientes por ano.

O IINJ fica localizado próximo à estação de trem PATH - Journal Square, em Jersey City (NJ), na Journal Square Plaza, 4º andar, Jersey City, NJ 07306, tel.: (201) 653-3888 e Fax: (201) 963-0252.
Fonte:Brazilianvoice.com
Leonardo Ferreira O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

Com Esperança no Coração:Imigrantes Brasileiros nos Estados Unidos

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Papa diz que vítimas do holocausto não podem ser esquecidas

O papa Bento XVI disse esta tarde em visita ao Museu do Holocausto, em Israel, que os nomes dos judeus vítimas da perseguição nazista não podem mais "morrer" e nem seus "sofrimentos serem negados, diminuídos ou esquecidos".

"Estou aqui para permanecer em silêncio diante deste monumento erguido para honrar a memória de milhões de judeus mortos na horrível tragédia do Holocausto", comentou o Pontífice, que chegou hoje ao Estado judeu, após passar três dias na Jordânia, como parte de sua viagem pela Terra Santa.

"Eles perderam a própria vida, mas não perderão mais seus nomes, sendo que estão estavelmente incisos nos corações dos entes queridos, dos companheiros de prisão e de tantos que estão decididos a não permitirem mais um horror similar a este que possa ofender a humanidade", afirmou Bento XVI.

O Papa contou desejar que "todas as pessoas de boa vontade possam vigiar para erradicar do coração do homem qualquer coisa capaz de levar a tragédias parecidas com esta".

No Memorial Yad Vashem, Bento XVI se encontrou com alguns sobreviventes do Holocausto, acendeu uma chama simbólica e depositou uma coroa de flores no local.

"O grito das vítimas do Holocausto ecoa ainda nos nossos corações. É um grito contra todos os atos de injustiça e violência, é uma perene condenação contra o derramamento de sangue inocente, é o grito de Abel que sai da terra contra o onipotente", defendeu o Pontífice, referindo-se ao personagem bíblico filho de Adão e Eva, e morto por seu irmão, Caim.

"Caros amigos, sou profundamente grato a Deus e a vocês pela oportunidade que me foi dada de permanecer aqui em silêncio: um silêncio para relembrar, rezar e esperar", conclui Bento XVI.

A visita ao Museu era o momento mais esperado da viagem do Pontífice, principalmente pelo fato de Bento XVI ter retirado no início do ano a ex-comunhão do bispo Richard Williamson, conhecido por negar a existência do Holocausto, fato que gerou tensão era as relações do Vaticano com líderes judeus.
Ansalatina

Investimento em educação já é o maior da história no Brasil

O investimento público direto em educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) já é de 4,6% no Brasil. O valor é o maior registrado na história do país e se aproxima do padrão de investimento dos países desenvolvidos – de 5%, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O crescimento se concentra na educação básica, que reúne 3,9% do investimento. Na educação superior, o percentual se manteve em 0,7%.

Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e se referem ao ano de 2007 – medição mais recente. “Batemos nosso próprio recorde”, destacou o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça-feira, 14. Em 2006, o mesmo tipo de investimento alcançou 4,4% – salto significativo em relação ao ano anterior, que apontava 3,9%.

O ministro acredita que o crescimento é fruto de uma decisão política de todos os entes federativos a favor da educação. “Isso mostra que o Estado brasileiro tem condições de priorizar a área”, enfatizou. De acordo com Haddad, a intenção é chegar à marca dos 5% em 2010. “O Brasil tem que chegar, gradualmente, a um investimento mínimo de 6%.”

No cálculo do investimento público em educação relativo ao PIB não estão incluídas as despesas com aposentadorias e pensões, bolsas de estudo e financiamento estudantil. Os dados referem-se à destinação de recursos consolidada do governo federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O Inep vai divulgar em breve as informações por estado.
Fonte: MEC


Presente Dias das Mães:
Rubi Quadrado

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Terremoto no centro da Itália deixa mais de 90 mortos

O terremoto que atingiu nesta segunda-feira a cidade de L'Aquila, a 110 km de Roma, capital da Itália, deixou ao menos 90 mortos e 1.500 feridos, de acordo com os últimos números da Defesa Civil italiana. A agência de notícias italiana Ansa, citando depoimento de equipes de resgate, informou que o número de mortos chegou a 92. O prefeito de L'Aquila, Massimo Cialente, afirmou que cerca de 100 mil estão desabrigados.

O premiê italiano, Silvio Berlusconi, citado pela agência de notícias France Presse, afirmou que o terremoto deixou pelo menos 92 mortos e 1.500 feridos até o momento na região de Abruzzo, local de alta atividade sísmica e que já foi atingida por nove tremores menores desde o começo de abril.

O premiê declarou estado de emergência, cancelou uma viagem que faria a Rússia, e já começou a pedir recursos federais para ajudar as vítimas do desastre. "Desejo dizer uma coisa importante: pessoa alguma será abandonada a sua sorte", afirmou Berlusconi, referindo-se aos cem mil estão desabrigados pelo tremor, segundo autoridades locais.

Entre 10 mil e 15 mil edifícios foram danificados ou totalmente destruídos. "Algumas cidades da região foram virtualmente destruídas em sua totalidade", disse Gianfranco Fini, presidente da Câmara dos Deputados italiana, antes de o Parlamento fazer um minuto de silêncio pelas vítimas.

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Brasil e França - A Guerra da Lagosta

A Guerra da Lagosta, como denominado jocosamente à época pela imprensa, foi um contencioso entre os governos do Brasil e da França, que se desenvolveu entre 1961 e 1963.

Episódio pouco conhecido na História das Relações Internacionais do Brasil, girou em torno da captura ilegal de lagostas, por parte de embarcações de pesca francesas, em águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil.

Alertada por pescadores nordestinos, uma embarcação da Marinha do Brasil flagrou barcos de pesca franceses pescando lagosta clandestinamente na costa de Pernambuco, em águas territoriais brasileiras, sendo convidados a se retirar.

O episódio passou a ser referido nos meios de comunicação brasileiros como a Guerra da Lagosta, um conflito que, como a famosa Batalha de Itararé, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, não disparou um tiro sequer.

Na imprensa francesa, diante dos protestos dos pescadores de lagostas sobre os seus supostos direitos de pesca, travou-se um aceso debate sobre o enquadramento da lagosta enquanto item de pesca e outras considerações sobre sua classificação como bem patrimonial do Brasil.

À época, a crise extrapolou as relações diplomáticas entre os dois países, de tal modo que ambos chegaram a mobilizar os seus recursos bélicos.

O primeiro a fazê-lo foi a França, que deslocou um contingente naval, mantido em prontidão, para uma área vizinha à região em conflito.

No Brasil, a opinião pública percebeu a situação como uma agressão da França aos direitos de soberania brasileiros. O presidente João Goulart (1961-1964), após reunião do Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento, para a região, de considerável contingente da Esquadra, apoiado pela Força Aérea. Em terra, o 4° Exército, com sede em Recife, então sob o comando do então general Humberto de Alencar Castello Branco, também se mobilizou.

* Embora a frase Brésil c’est pas un pays serieux (O Brasil não é um país sério), seja tradicionalmente atribuída ao então presidente da França, general Charles de Gaulle, neste contexto, na realidade foi pronunciada pelo embaixador brasileiro na França, Alves de Sousa, referindo a inabilidade com que o governo brasileiro conduzia este contencioso.
* À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava. Caso nadasse, poder-se-ia considerar que a lagosta estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro.

Fonte: www.pt.wikipedia.org - A guerra da lagosta, de Cláudio da Costa Braga, Serviço de Documentação da Marinha (SDM), Rio de Janeiro, 2004; contato com o autor: (21) 9252-9887 e (cbraga@dtm.mar.mil.br)

A Festa do Divino Espírito Santo foi criada pelos alemães

A festividade do Divino Espírito Santo é oriunda dos Estados Alemães onde, inicialmente, foram praticadas durante a dinastia dos Othons e destinava-se a lançar fundamentos de uma instituição, que, na forma de um banco, formado de esmolas, acudisse os pobres nos anos de penúria. E como os invocantes eram reis os festejos conservaram os aspectos de realeza.

Da divindade que invocavam, do invocante que tomara a iniciativa, nasceram os festejos religiosos que a confraria imperial votava ao culto do Espírito Santo, costume este, que se propagou por toda a Europa.

Na França, a festa foi facilmente difundida. A folia do Divino, assimilada rapidamente, foi chamada “Folias do Bispo Inocente”, solenizada anualmente em São Martinho , de Tours. Daí à Península Ibérica, Portugal e suas colônias foi questão de tempo.

Em Portugal, nos começos do século XIII, a devoção ao Divino Espírito Santo é instituída sob a forma de festa pela Rainha Dona Isabel de Aragão, esposa do Rei Dom Diniz. Ela foi, em vida, grande protetora dos humildes e da religião católica apostólica romana. Para se ter uma idéia, em 1320, não se encontrava, em terras de Portugal, mais que uma capela e quatro hospitais debaixo da invocação do Divino Espírito Santo.

Em Portugal continental a devoção se alastrou e alcançou seu ponto culminante na era das Grandes Descobertas, ou seja, no século XV. De Portugal continental para as suas Colônias e Possessões dependeu, unicamente, do movimento colonizador.

A introdução da festa do Divino Espírito Santo, no nosso Brasil é tão velha quanto a colonização lusa. A Festa do Divino chegou ao Brasil no século XVI e há indícios de que, no Maranhão, ela tenha chegado com os açorianos entre 1615 e 1625. É uma das manifestações folclóricas mais ricas do estado. As mais famosas são as que acontecem no eixo São Luís - Alcântara. Apesar da origem comum e pequena distância entre as duas cidades, há algumas diferenças entre suas comemorações.

Em São Luís, o culto é marcado pelo sincretismo religioso. As tradição trazida pelos portugueses recebeu contribuições das culturas indígenas e, principalmente, africanas.

O evento não acontece na data tradicional e não há uma só festa na cidade. Cada comunidade faz a sua celebração em terreiros de mina diferentes. A Festa do Divino em São Luís está associada não só ao Espírito Santo mas também a outros santos católicos e de casas de culto afro-maranhenses.

Uma das mais famosas festas da cidade acontece na Casa de Fanti-Ashanti, fundada em 1958 por Pai Euclides, um dos pais-de-santo mais conhecidos e respeitados de São Luís. É o único terreiro de candomblé da região, o que influencia fortemente os demais ritos e celebrações que acontecem na Casa. Ali, A Festa do Divino acontece no primeiro domingo de julho, quando as tocadoras de bombos ou caixeiras, que participam de várias festas na região, encontram-se disponíveis para o evento.

O webdoc sobre a Festa do Divino registrou o evento em julho de 2001 na Casa Fanti-Ashanti. Além da entrevista com Pai Euclides e com o pároco da comunidade do Cruzeiro do Anil, o vídeo mostra o caminho percorrido pelos fiéis, da igreja para o terreiro. Apesar das claras influências africanas, várias características se mantém, como a representação do imperador que preside os rituais durante todo o tempo, a missa, a procissão e a partilha de alimentos.

A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial

Logo após o descobrimento do Brasil (1500), a coroa portuguesa temendo invasões estrangeiras no território brasileiro, por corsários e piratas ingleses, franceses e holandeses que viviam saqueando as riquezas da terra recém descoberta, resolve colonizar o Brasil e administrar de forma eficiente.

Entre os anos de 1534 e 1536, o rei de Portugal D. João III resolveu dividir a terra brasileira em faixas, que partiam do litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Estas enormes faixas de terras, conhecidas como Capitanias Hereditárias, foram doadas para nobres e pessoas de confiança do rei. Estes que recebiam as terras, chamados de donatários, tinham a função de administrar, colonizar, proteger e desenvolver a região.

Cabia também aos donatários combater os índios de tribos que tentavam resistir à ocupação do território. Em troca destes serviços, além das terras, os donatários recebiam algumas regalias, como a permissão de explorar as riquezas minerais e vegetais da região.Estes territórios seriam transmitidos de forma hereditária, ou seja, passariam de pai para filho. Fato que explica o nome deste sistema administrativo.

As dificuldades de administração das capitanias eram inúmeras. A distância de Portugal, os ataques indígenas, a falta de recursos e a extensão territorial dificultaram muito a implantação do sistema. Com exceção das capitanias de Pernambuco e São Vicente, todas acabaram fracassando. Desta forma, em 1549, o rei de Portugal criou um novo sistema administrativo para o Brasil: o Governo-Geral. Este seria mais centralizador, cabendo ao governador geral as funções antes atribuídas aos donatários.

Embora tenha vigorado por pouco tempo, o sistema das Capitanias Hereditárias deixou marcas profundas na divisão de terra do Brasil. A distribuição desigual das terras gerou posteriormente os latifúndios, causando uma desigualdade no campo. Atualmente, muitos não possuem terras, enquanto poucos possuem grandes propriedades rurais.

Principais Capitanias Hereditárias e seus donatários: São Vicente (Martim Afonso de Sousa), Santana, Santo Amaro e Itamaracá (Pêro Lopes de Sousa); Paraíba do Sul (Pêro Gois da Silveira),Espírito Santo (Vasco Fernandes Coutinho), Porto Seguro (Pêro de Campos Tourinho), Ilhéus (Jorge Figueiredo Correia), Bahia (Francisco Pereira Coutinho). Pernambuco (Duarte Coelho), Ceará (António Cardoso de Barros), Baía da Traição até o Amazonas (João de Barros, Aires da,Cunha e Fernando Álvares de Andrade).

Estas foram as primeiras imigrações que se tem conhecimento em território brasileiro com o intuito de proteger as extensas terras brasileiras dos saqueadores. Os imigrantes neste caso que eram amigos da corte portuguesa na verdade recebiam imensos latifúndios sob o pretexto de protegê-los. Desde o início das divisões das terras no Brasil já percebemos como tudo começou de forma errada e desproporcional. Até os dias de hoje percebemos que ainda permanece na cultura do nosso povo a forma incorreta de proteger os amigos do rei.