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Google pede desculpas a primeira dama Michelle Obama por resultado de pesquisa ofensivo
Assim que o internauta escreve o nome da primeira-dama Michelle Obama dos Estados Unidos no site de pesquise google a primeira fotografia que aparece é a da cara de um macaco maquiado e enquadrada no cabelo e corpo da mulher do presidente norte-americano.
"Asseguramos que as opiniões expressas por tais sites não foram aprovadas pelo Google", garante o grupo, acrescentando que "os motores de busca refletem os conteúdos e a informação disponíveis na Internet".
O Google adianta ainda que eliminará as páginas que violem as suas "linhas de conduta" mas "considera que a integridade dos resultados de pesquisas como uma prioridade extremamente importante".
"Por isso, avança, "não supriremos uma página de resultados de pesquisa porque o conteúdo é impopular ou porque recebemos cartas a denunciar.
"Pedimos desculpa se a utilização do Google vos contrariar", conclui.
O motor de busca do google ainda fornece uma explicação semelhante para os resultados da pesquisa com a palavra "jew" (judeu em inglês), que mostram caricaturas de personagens de propaganda anti-semita dos anos 1930.
"Uma das explicações é que a palavra 'judeu' é frequentemente utilizada num contexto anti-semita", justifica o Google.
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Papa diz que vítimas do holocausto não podem ser esquecidas
Imigrante africano é morto ao tentar entrar em Israel
A polícia egípcia matou à bala hoje (terça-feira) um imigrante africano e feriu outro na península do Sinai quando tentavam entrar ilegalmente em Israel, declarou um responsável dos serviços de segurança.Os 250 quilômetros de fronteira que separam o Egito de Israel, do extremo sul da Faixa de Gaza para Eilat, ao longo do deserto Sinai, é um importante ponto de passagem para imigrantes, bem como de traficantes de droga.
A polícia egípcia matou em 2008 pelo menos 28 clandestinos da África subsariana que tentavam entrar ilegalmente em Israel.
Papa diz que vítimas do holocausto não podem ser esquecidas
O papa Bento XVI disse esta tarde em visita ao Museu do Holocausto, em Israel, que os nomes dos judeus vítimas da perseguição nazista não podem mais "morrer" e nem seus "sofrimentos serem negados, diminuídos ou esquecidos".
"Estou aqui para permanecer em silêncio diante deste monumento erguido para honrar a memória de milhões de judeus mortos na horrível tragédia do Holocausto", comentou o Pontífice, que chegou hoje ao Estado judeu, após passar três dias na Jordânia, como parte de sua viagem pela Terra Santa.

"Eles perderam a própria vida, mas não perderão mais seus nomes, sendo que estão estavelmente incisos nos corações dos entes queridos, dos companheiros de prisão e de tantos que estão decididos a não permitirem mais um horror similar a este que possa ofender a humanidade", afirmou Bento XVI.
O Papa contou desejar que "todas as pessoas de boa vontade possam vigiar para erradicar do coração do homem qualquer coisa capaz de levar a tragédias parecidas com esta".
No Memorial Yad Vashem, Bento XVI se encontrou com alguns sobreviventes do Holocausto, acendeu uma chama simbólica e depositou uma coroa de flores no local.
"O grito das vítimas do Holocausto ecoa ainda nos nossos corações. É um grito contra todos os atos de injustiça e violência, é uma perene condenação contra o derramamento de sangue inocente, é o grito de Abel que sai da terra contra o onipotente", defendeu o Pontífice, referindo-se ao personagem bíblico filho de Adão e Eva, e morto por seu irmão, Caim.
"Caros amigos, sou profundamente grato a Deus e a vocês pela oportunidade que me foi dada de permanecer aqui em silêncio: um silêncio para relembrar, rezar e esperar", conclui Bento XVI.
A visita ao Museu era o momento mais esperado da viagem do Pontífice, principalmente pelo fato de Bento XVI ter retirado no início do ano a ex-comunhão do bispo Richard Williamson, conhecido por negar a existência do Holocausto, fato que gerou tensão era as relações do Vaticano com líderes judeus.
Ansalatina
Os Imigrantes Judeus no interior do Paraná
Livro: A travessia da terra vermelha
Lucius de Mello
Novo Século
392 págs.
Em meados dos anos 30, a cidade de Rolândia no Paraná recebeu várias famílias de origem judia, livres dos primeiros anos do nazismo na Alemanha, graças aos esforços de um médico católico. Este médico, Otto Prussel, conseguiu criar uma operação de triangulação envolvendo empresas na Alemanha e na Inglaterra para conseguir que os povos de origem judaica usassem seu dinheiro, então bloqueado pelos nazistas, para comprar terras no Norte do Paraná e levar a estrada de ferro até Rolândia.Um fato interessante é que no interior do Paraná repetia-se, guardadas as devidas proporções e sem o horror que acometeu a Europa da Segunda Guerra, a história de perseguição e discriminação que os judeus enfrentaram na Alemanha.
Um fato estranho e assustador foi que uma foto da época da inauguração da escola alemã de Rolândia em 1935 coberta por bandeiras com a suástica nazista. Ou a foto da poeta Maria Kahle de 1934, discursando para uma platéia que não se vê a partir de um púlpito com uma bandeira nazista. Ou um cartaz com a suástica e escrito em bom português "morte aos judeus".
Para os judeus que foram para Rolândia, reencontrar simpatizantes e seguidores do nazismo tão longe de casa foi muito difícil. E, para piorar as coisas, eles também eram alemães, o que, após o início da participação brasileira na Segunda Guerra, tornou tudo ainda mais difícil. Eles tinham medo dos nazistas alemães e dos fascistas brasileiros, representados por policiais sem instrução alguma, dispostos a fazer as leis antiestrangeiros de Getúlio Vargas serem cumpridas à risca.
Assim, eles tiveram de deixar de falar sua língua, enterrar todos os livros escritos em alemão e parar de praticar os ritos de sua religião, enterrando e escondendo os objetos considerados sagrados. Tudo para poder sobreviver de alguma maneira ao período.
Lucius de Mello é escritor, jornalista e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP. Atuou como repórter de Rede Globo durante 14 anos, trabalhou no Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho e fez parte da equipe de jornalismo do Jornal do SBT. Sua estréia da literatura deu-se em 1987 com a publicação do livro de contos Um violino para os gatos. É autor também de Eny e o grande bordel brasileiro.
O que é Xenofobia?
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