Papa diz que vítimas do holocausto não podem ser esquecidas
O papa Bento XVI disse esta tarde em visita ao Museu do Holocausto, em Israel, que os nomes dos judeus vítimas da perseguição nazista não podem mais "morrer" e nem seus "sofrimentos serem negados, diminuídos ou esquecidos".
"Estou aqui para permanecer em silêncio diante deste monumento erguido para honrar a memória de milhões de judeus mortos na horrível tragédia do Holocausto", comentou o Pontífice, que chegou hoje ao Estado judeu, após passar três dias na Jordânia, como parte de sua viagem pela Terra Santa.

"Eles perderam a própria vida, mas não perderão mais seus nomes, sendo que estão estavelmente incisos nos corações dos entes queridos, dos companheiros de prisão e de tantos que estão decididos a não permitirem mais um horror similar a este que possa ofender a humanidade", afirmou Bento XVI.
O Papa contou desejar que "todas as pessoas de boa vontade possam vigiar para erradicar do coração do homem qualquer coisa capaz de levar a tragédias parecidas com esta".
No Memorial Yad Vashem, Bento XVI se encontrou com alguns sobreviventes do Holocausto, acendeu uma chama simbólica e depositou uma coroa de flores no local.
"O grito das vítimas do Holocausto ecoa ainda nos nossos corações. É um grito contra todos os atos de injustiça e violência, é uma perene condenação contra o derramamento de sangue inocente, é o grito de Abel que sai da terra contra o onipotente", defendeu o Pontífice, referindo-se ao personagem bíblico filho de Adão e Eva, e morto por seu irmão, Caim.
"Caros amigos, sou profundamente grato a Deus e a vocês pela oportunidade que me foi dada de permanecer aqui em silêncio: um silêncio para relembrar, rezar e esperar", conclui Bento XVI.
A visita ao Museu era o momento mais esperado da viagem do Pontífice, principalmente pelo fato de Bento XVI ter retirado no início do ano a ex-comunhão do bispo Richard Williamson, conhecido por negar a existência do Holocausto, fato que gerou tensão era as relações do Vaticano com líderes judeus.
Ansalatina
A Imigração Árabe no Brasil
Desde 1880, guerras e perseguições religiosas levaram centenas de milhares de libaneses a desembarcarem em massa no Brasil, onde se tornaram a maior colônia de origem árabe, com cerca de 6 milhões de pessoas, somando imigrantes e descendentes. Ao lado deles, a COMUNIDADE árabe-brasileira é reforçada por sírios, palestinos e, em menor número, egípcios, marroquinos, jordanianos, iraquianos e outros grupos. Ao todo, eles são cerca de 8 milhões.
Estudos revelam que os primeiros imigrantes árabes a chegarem no Brasil foram os palestinos do Beit-Lahm(Belém). O primeiro libanês que aportou no Rio de Janeiro foi Yussuf Mussa, da cidade de Miziara. A 10 de Novembro de 1887. Muitos Libaneses voltaram a sua terra natal, principalmente para Zahle, vivendo no bairro dos brasileiros, em sua principal avenida, Al-Sufi,conhecida como Avenida Brasil.
Nos anos vinte o movimento foi revitalizado com um contingente ao redor de cinco mil entradas anuais. A partir de então, a depressão e o sistema de quotas adotado pelo governo brasileiro colocaram o movimento imigratório em níveis baixos.
Até 1908, os IMIGRANTES sírios e libaneses não eram discriminados pelos registros imigratórios, mas apenas englobados na categoria "outras nacionalidades". Em termos relativos, as estatísticas disponíveis para o estado de São Paulo apenas nos permitem focalizar períodos compreendidos após esta data.
Os Árabes trouxeram um conhecimento muito significativo para a cultura do Brasil. Entre elas dados sobre literatura, comida, tapeçaria, religião e seus ensinamentos, Islamismo, Palestina, música, danças, e os aspectos geográficos de países árabes.

