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Roberto Carlos emociona Jerusalém com pedido de união entre os povos

O rei Roberto Carlos emocionou as cinco mil pessoas presentes ao mega-show realizado na cidade de Jerusalém, nesta quarta-feira (7), ao pedir a união entre muçulmanos, judeus e cristãos. "Cada cor tem seu valor, mas quando as cores estão juntas, o quadro fica muito mais colorido e muito mais alegre", disse o cantor antes de iniciar a canção "Eu quero apenas". O público, de mãos dadas, cantou o refrão junto com o Rei: "eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar".

Monumentos sagrados da Cidade Antiga, como a Igreja do Santo Sepúlcro, o Muro das Lamentações e a Mesquita de Al-Aksa foram repruduzidos no cenário. O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, anunciou nos dois telões que se sentia honrado por receber tantos brasileiros "na cidade sagrada do mundo".

Com as arquibancadas lotadas o show começou às 20h15 (14h15 no Brasil). Cerca de 1.500 brasileiros foram à Jerusalém para assitir ao espetáculo de Roberto Carlos.

O Rei abriu o show com Emoções, em italiano. Em seguida vieram sucessos como Lady Laura, Ave Maria, Aquarela do Brasil, Eu sei que vou te amar, entre outras. Foi aplaudido de pé quando cantou em hebraico Jerusalém de Ouro. A canção se tornou famosa depois de 1967, quando Israel unificou a cidade, antes ocupada pela Jordânia. A música "Jesus Cristo", cantada em uníssono pelo público, também foi muito aplaudida.

Papa diz que vítimas do holocausto não podem ser esquecidas

O papa Bento XVI disse esta tarde em visita ao Museu do Holocausto, em Israel, que os nomes dos judeus vítimas da perseguição nazista não podem mais "morrer" e nem seus "sofrimentos serem negados, diminuídos ou esquecidos".

"Estou aqui para permanecer em silêncio diante deste monumento erguido para honrar a memória de milhões de judeus mortos na horrível tragédia do Holocausto", comentou o Pontífice, que chegou hoje ao Estado judeu, após passar três dias na Jordânia, como parte de sua viagem pela Terra Santa.

"Eles perderam a própria vida, mas não perderão mais seus nomes, sendo que estão estavelmente incisos nos corações dos entes queridos, dos companheiros de prisão e de tantos que estão decididos a não permitirem mais um horror similar a este que possa ofender a humanidade", afirmou Bento XVI.

O Papa contou desejar que "todas as pessoas de boa vontade possam vigiar para erradicar do coração do homem qualquer coisa capaz de levar a tragédias parecidas com esta".

No Memorial Yad Vashem, Bento XVI se encontrou com alguns sobreviventes do Holocausto, acendeu uma chama simbólica e depositou uma coroa de flores no local.

"O grito das vítimas do Holocausto ecoa ainda nos nossos corações. É um grito contra todos os atos de injustiça e violência, é uma perene condenação contra o derramamento de sangue inocente, é o grito de Abel que sai da terra contra o onipotente", defendeu o Pontífice, referindo-se ao personagem bíblico filho de Adão e Eva, e morto por seu irmão, Caim.

"Caros amigos, sou profundamente grato a Deus e a vocês pela oportunidade que me foi dada de permanecer aqui em silêncio: um silêncio para relembrar, rezar e esperar", conclui Bento XVI.

A visita ao Museu era o momento mais esperado da viagem do Pontífice, principalmente pelo fato de Bento XVI ter retirado no início do ano a ex-comunhão do bispo Richard Williamson, conhecido por negar a existência do Holocausto, fato que gerou tensão era as relações do Vaticano com líderes judeus.
Ansalatina

A Imigração Árabe no Brasil

Desde 1880, guerras e perseguições religiosas levaram centenas de milhares de libaneses a desembarcarem em massa no Brasil, onde se tornaram a maior colônia de origem árabe, com cerca de 6 milhões de pessoas, somando imigrantes e descendentes. Ao lado deles, a COMUNIDADE árabe-brasileira é reforçada por sírios, palestinos e, em menor número, egípcios, marroquinos, jordanianos, iraquianos e outros grupos. Ao todo, eles são cerca de 8 milhões.

Estudos revelam que os primeiros imigrantes árabes a chegarem no Brasil foram os palestinos do Beit-Lahm(Belém). O primeiro libanês que aportou no Rio de Janeiro foi Yussuf Mussa, da cidade de Miziara. A 10 de Novembro de 1887. Muitos Libaneses voltaram a sua terra natal, principalmente para Zahle, vivendo no bairro dos brasileiros, em sua principal avenida, Al-Sufi,conhecida como Avenida Brasil.

Nos anos vinte o movimento foi revitalizado com um contingente ao redor de cinco mil entradas anuais. A partir de então, a depressão e o sistema de quotas adotado pelo governo brasileiro colocaram o movimento imigratório em níveis baixos.
Até 1908, os IMIGRANTES sírios e libaneses não eram discriminados pelos registros imigratórios, mas apenas englobados na categoria "outras nacionalidades". Em termos relativos, as estatísticas disponíveis para o estado de São Paulo apenas nos permitem focalizar períodos compreendidos após esta data.

Os Árabes trouxeram um conhecimento muito significativo para a cultura do Brasil. Entre elas dados sobre literatura, comida, tapeçaria, religião e seus ensinamentos, Islamismo, Palestina, música, danças, e os aspectos geográficos de países árabes.