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Polícia do Egito detém blogueiro favorável a "Gaza"
A polícia do Egito bateu e prendeu um blogueiro de 22 anos de idade que expressou apoio à Gaza no seu site.
Um comunicado da Rede Árabe de Proteção aos Direitos Humanos afirmou que policiais espancaram Diaa Eddin Gad na sexta-feira (06/02), o colocaram dentro de um carro e foram embora. Até agora, a polícia não justificou a prisão nem revelou o paradeiro de Gad.
O Ministro de Assuntos Domésticos do país não respondeu nenhum dos inúmeros telefonemas feitos para que fosse confirmada a detenção.
Gamal Eid, diretor da rede de proteção aos direitos humanos, descreveu Gad como membro do partido liberal Wafd e do movimento de protesto Kefaya.
O blog de Gad, cujo título é Sawt Ghadib (Uma voz furiosa), contém imagens a favor de Gaza e comentários a respeito da ofensiva de Israel, além de fortes denúncias que envolvem o presidente e serviços de segurança do Egito.
A intolerância está chegando também na internet e o direito de expressão são cada dia menos respeitados. A situação fica mais complicada quando a polícia de um país que deveria proteger o cidadão comete esta atrocidade. Lamentamos e denunciamos mais um ato covarde contra a dignidade humana.
As leis do Egito tem sido duramente criticadas por Grupos dos Direitos Humanos que lutam incansavelmente para mudar este panorama.
Muitos árabes criticam o Egito, o único país que tem fronteira com a Faixa de Gaza para contornar Israel, por não abrir completamente a fronteira para o auxílio e feridos durante a guerra na Faixa de Gaza, na qual cerca de 1.300 palestinos morreram.
Fonte:Reuters
Chávez afirma que apenas Obama pode deter o "genocídio" na Faixa de Gaza
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse hoje que espera que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, encerre o "genocídio" que, por "ordem do império", Israel executa na Faixa de Gaza.
— Mister Obama o senhor tem uma prova, esperemos, pois se alguém pode interromper este massacre é o presidente dos EUA, pois é o presidente dos EUA (George W. Bush) que o ordenou. Tomara que Obama honre a esperança que sua eleição criou em algumas partes — declarou Chávez.
Durante um ato oficial, Chávez anunciou que amanhã seguirá em direção ao Egito com um avião venezuelano com ajuda humanitária para a população de Gaza. O líder venezuelano, que ordenou na última terça a expulsão do embaixador israelense, Shlomo Cohen, reiterou que tomou esta decisão por "dignidade" e como demonstração de que "pode ser feito algo" contra o "genocídio" em Gaza. Continue lendo>>>zerohora.clicrbs.com.br
A nebulosa islâmica
Dois milhões de muçulmanos, cerca de 3% da população, vivem na Grã-Bretanha. Alguns instalaram-se como marinheiros no país desde o século 18, mas a grande onda de imigração começou no final dos anos 1950. Dois terços dos muçulmanos são de origem asiática, entre eles indianos, paquistaneses (o maior contigente, chegando a 660 mil, a maioria vinda de zonas rurais) e bengaleses.
Há também os iraquianos, nigerianos, iranianos, seguidos dos argelinos, somaliamos, bósnios e kosovares, etc. A maior concentração de muçulmanos, cerca de 750 mil pessoas, está em Londres e na região metropolitana, em bairros mistos, chegando a falar mais de 50 línguas. A essa diversidade étnica, acrescenta-se uma multiplicidade de ramificações religiosas, mesmo sendo sunita a maioria esmagadora.
Dois grupos sunitas dominam a paisagem. Os mais numerosos são os Barelwis, que incluem a grande maioria dos paquistaneses. São menos organizados e mais divididos. Formam uma aliança de grupos de tendência sufista, tendo adotado o nome de um muçulmano erudito de Bareilly, cidade indiana. São representados em grande parte pelo Fórum Muçulmano Britânico.
Na seqüência, estão em maior número os Deobandis, nomeados por um seminário situado em Deoband, uma cidade indiana ao nordeste de Délhi. São menos numerosos, mas muito mais influentes que os Barelwis. Muçulmanos ortodoxos e conservadores, suas mesquitas e seus seminários formam a maior parte dos imãs da Grã-Bretanha. Algumas de suas ramificações no subcontinente indiano se juntaram à jihad internacional. Eles apóiam, em modo geral, o Conselho de Muçulmanos da Grã-Bretanha.
Há também uma grande organização evangélica, a Jamaat Al-Tabligh, cuja sede central européia fica em Dewsbury, Yorkshire. Ela é apolítica, mas suas fracas estruturas acabaram tornando alguns de seus setores vulneráveis à penetração da Al-Qaeda. O movimento organiza muçulmanos, principalmente os Deobandis, para pregar por períodos de duração variada.
Entre os salfitas, partidários da jihad
É talvez difícil se reconhecer em meio a tantas organizações políticas. As correntes salafitas sunitas pregam o retorno à sociedade original, aquela do profeta Maomé. Sua influência se dá principalmente por meio dos imãs formados pela Universidade Islâmica de Medina, na Arábia Saudita. Sua força e ideologia se difundiram e eles contribuem para o movimento de "re-islamização". Muito fluido, o salafismo compreende três tendências: os reformistas, os tradicionalistas e os jihadistas. O enraizamento dos jihadistas na Grã-Bretanha fez do país um refúgio para militantes da Al-Qaeda, expulsos do Afeganistão.
Faz-se com freqüência uma confusão entre o wahhabismo e o salafismo, sendo os dois termos usados, erroneamente, de modo intercambiável. Os salafitas, mesmo que conservadores, interpretam e refletem sobre os textos, acreditam na ciência e na teconologia, são ativos socialmente e querem difundir o islamismo pela sociedade.
Entre as organizações políticas, está o Jamaat Islami, fudado por Sayyid Maududi, em Lahore, em 1941. O grupo é representado pela Fundação Islâmica e a Missão Islâmica na Grã-Bretanha, que lhe dão um peso político e intelectual. Sobre a população islâmica não asiática, há a influência dos Irmãos Muçulmanos, grupo fundado por Hassan Al-Banna, no Egito, em 1928, com pequena parcela de seguidores, a maioria de origem árabe.
São vistos como o "irmão menor" do Jamaat Islami, dos quais se separaram em 1997, criando a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha (MAB).Engajados na luta contra a guerra do Iraque no grupo Stop the War, aumentaram seu grau de influência sobre os jovens de origem asiática.
Grupos pelo retorno ao Califado
O Hizb ut Tahrir (HT) afirma, em seu luxuoso panfleto de apresentação, que o grupo "foi criado em 1953 e que ele é um partido político islâmico não-violento". Ameaçado desde o fim de 2005, o HT tem moderado significativamente seu discurso, usando uma liguagem ocidental bastante sutil para apresentar seus objetivos, principalmente o re-estabelecimento do Califado (não na Grã-Bretanha, mas no resto do mundo muçulmano) e a não-participação nas eleições britânicas.
Não há nenhuma referência ao partido de mesmo nome, criado em Jerusalém em 1953, proibido de atuar em todo o Oriente Médio. O HT afirma também ter expulso Omar Bakri Muhammad do partido em 1996, mas outro radical, Fuad Hussayn continua entre os membros da organização.
A mesquita de Finsbury Park, reduto do radicalismo, merece destaque à parte. Personalidades importantes já foram associadas à mesquita no norte de Londres, entre elas o egípcio Abu Hamza (Al-Masri), preso em 2004 por incitação ao ódio racial e assassinatos, e Abu Qatada (Omar Mahmud), preso em 2002 após um ano e meio na clandestinidade, e que Londres queria extraditar para a Jordânia. Richard Reid e outros três envolvidos nos atentados de 7 de julho freqüentavam a mesquita.
Por fim, o grupo Al Muhajirun, que mudou de nome várias vezes (Al Ghurabaa, The Saved, etc.), continua com suas atividades clandestinas, acredita que a democracia não é compatível com o Califado e que os muçulmanos na Grã-Bretanha não deveriam votar. Seu líder, Omar Bakri Muhammad, e seus partidários teriam firmado um pacto de não-violência com o governo britânico, que tem usado os encontros e as redes da associação para vigiá-la. O pacto foi rompido em 7 de julho. O Al Ghurabaa reivindicou a autoria das manifestações diante da embaixada dinamarquesa em Londres no episódio das "caricaturas do profeta" e não esconde sua admiração por Osama Bin Laden.
Tradução: Silas Martí
silas.marti@revistaflan.com
Diplo.Uol
Brigitte Bardot é Multada por Incitar Ódio Racial Contra os Muçulmanos
Um tribunal francês multou a atriz Brigitte Bardot em US$ 24 mil (R$ 38,9 mil) por incitação ao ódio contra a comunidade muçulmana da França. A pena se refere a uma carta que Bardot escreveu em 2006 ao então ministro do Interior francês Nicolas Sarkozy, e posteriormente publicou em seu website. Na carta, a atriz, que se tornou ativista pelos direitos dos animais, criticava os muçulmanos por "atordoarem" os bichos antes de sacrificá-los para as festividades do Eid ul-Adha. "Estamos cansados de ser manipulados por toda esta população que nos destrói e destrói nosso país ao impor seus costumes", disse a atriz na carta.
Esta é quinta vez que a Brigitte Bardot, símbolo sexual nos anos 60, é punida por suas declarações contra a comunidade muçulmana na França. Em 2004, Bardot foi multada em 5 mil euros por incitações racistas em seu livro Un Cri Dans le Silence ("Um Grito no Silêncio", em tradução literal).
A França abriga a maior população muçulmana da Europa, com 5 milhões de habitantes.(1)
O Islam não é uma religião nova. Ela é a mesma verdade que Deus revelou por meio de seus profetas para toda a humanidade. Para um quinto da população mundial, o Islam é uma religião e um sistema de vida completo. Os muçulmanos seguem uma religião de paz, misericórdia, perdão, e a maioria nada tem a ver com os eventos extremamente graves que ficaram associados com sua fé.
Mais de um bilhão de pessoas de uma vasta classe de raças, nacionalidades e culturas através do globo, desde as Filipinas até a Nigéria estão unidas pela fé islâmica. Aproximadamente 18% vivem no mundo árabe; a maior comunidade islâmica do mundo é a Indonésia; partes substanciais da Ásia e da maior parte da África são muçulmanas, enquanto a minoria significativas são encontradas na União Soviética, China, América e na Europa.
Fonte:(01)BBC.Brasil
A Influência da Imigração Árabe no Brasil
Os primeiros imigrantes deixaram seu país de origem pressionados pelo governo turco. Até o início do século XX, toda aquela região estava sob domínio do Império Otomano, e na promulgação da constituição turca em 1908, estendeu a obrigação do serviço militar, que antes só estendia aos muçulmanos, aos cristãos. O massacre de 1860, dos drusos contra cristãos, também foi um fator importante para explicar o fenômeno do processo imigratório e o contingente maior de cristãos. Em 1895, o bairro dos árabes imigrantes era a 25 de Março. Eles saiam quase todos para mascatear, carregando uma caixa pesada de madeira cheia de armarinhos nas costas.
Fonte:http://icarabe.org/
A Imigração Árabe no Brasil
Desde 1880, guerras e perseguições religiosas levaram centenas de milhares de libaneses a desembarcarem em massa no Brasil, onde se tornaram a maior colônia de origem árabe, com cerca de 6 milhões de pessoas, somando imigrantes e descendentes. Ao lado deles, a COMUNIDADE árabe-brasileira é reforçada por sírios, palestinos e, em menor número, egípcios, marroquinos, jordanianos, iraquianos e outros grupos. Ao todo, eles são cerca de 8 milhões.
Estudos revelam que os primeiros imigrantes árabes a chegarem no Brasil foram os palestinos do Beit-Lahm(Belém). O primeiro libanês que aportou no Rio de Janeiro foi Yussuf Mussa, da cidade de Miziara. A 10 de Novembro de 1887. Muitos Libaneses voltaram a sua terra natal, principalmente para Zahle, vivendo no bairro dos brasileiros, em sua principal avenida, Al-Sufi,conhecida como Avenida Brasil.
Nos anos vinte o movimento foi revitalizado com um contingente ao redor de cinco mil entradas anuais. A partir de então, a depressão e o sistema de quotas adotado pelo governo brasileiro colocaram o movimento imigratório em níveis baixos.
Até 1908, os IMIGRANTES sírios e libaneses não eram discriminados pelos registros imigratórios, mas apenas englobados na categoria "outras nacionalidades". Em termos relativos, as estatísticas disponíveis para o estado de São Paulo apenas nos permitem focalizar períodos compreendidos após esta data.
Os Árabes trouxeram um conhecimento muito significativo para a cultura do Brasil. Entre elas dados sobre literatura, comida, tapeçaria, religião e seus ensinamentos, Islamismo, Palestina, música, danças, e os aspectos geográficos de países árabes.



