WP-ThGWU6Yg-LZQP372atnaqZcM influência imigrantes | Imigrantes Brasil
Mostrando postagens com marcador influência imigrantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador influência imigrantes. Mostrar todas as postagens

Influência da Imigração Polonesa no Paraná

Os imigrantes poloneses chegaram ao Paraná por volta de 1871. 

Estabeleceram-se em várias regiões do Estado como: Ivaí, Araucária, São Mateus do Sul, Mallet, Cruz Machado, Contenda, Tomaz Coelho, Rio Claro, Reserva e Irati.

Parque dos Poloneses em Curitiba- Casa do Papa João Palo II

Em Curitiba, eram a maior colônia polonesa no Brasil. Fixaram-se em núcleos coloniais em áreas dos atuais bairros de: Pilarzinho, em 1871; Abranches, em 1873; Santa Cândida, em 1875; Lamenha, Santo Inácio, Órleãns, D.Pedro II, Dona Augusta, em 1876; Ferraria, antiga Rivière, em 1877; Murici, Zacarias, Inspetor Carvalho e Coronel Accioly, em 1878.

Os imigrantes poloneses dedicaram-se principalmente à agricultura. Difundiram o uso do arado e de outras técnicas agrícolas. Contribuíram para o desenvolvimento de Curitiba e do Paraná.

Os poloneses transformaram no Paraná as terras de matas dos dois primeiros planaltos em celeiros agrícolas. Introduziram e difundiram novas técnicas agrícolas, novos instrumentos, novos produtos e uma mentalidade agrícola nova para a época. Mas o que mais caracterizou a imigração polonesa no Paraná e no Sul do Brasil foi a aceitação e difusão, na região, da carroça. O uso em grande escala desse meio de transporte gerou na região o que se poderia chamar de ciclo da carroça.

O Brasil, excluindo-se os Estados meridionais, notadamente o Paraná, foi de uma maneira abrupta lançado da era do muar, das tropas, para a era dos transportes rodoferroviários. No Paraná, desenvolveu-se um ciclo intermediário de transporte: o da carroça.

A imigração polonesa no Paraná contribuiu intensamente para a cultura regional. Seus descendentes deixaram um grande exemplo de dedicação a nossa terra e, nas artes, demonstraram grande sensibilidade para a música, dança e artes plásticas.

O Museu Paranaense oferece ao público uma demonstração da herança artística polonesa no Estado, com pinturas e esculturas de alguns artistas que compõem essa identidade étnica. Objetos de escritório, peças do vestuário de época e assessórios, como bengalas, cartolas, abotoaduras, gravatas e sapatos traçam a imagem masculina neste período histórico.

23/02/2009

Romênia e Brasil: mais de um século de relação comercial e amizade entre os povos

Entre a Romênia e o Brasil existe sempre existiu uma ótima relação de amizade e de colaboração. Torna-se significativa, neste sentido, a declaração proferida em 1935 pelo grande diplomata e estadista romeno, Nicolae Titulescu, perante um grupo de jornalistas latino-americanos: "Consultem os protocolos da Liga das Nações. São numerosos... até em excesso. Escolhem qualquer questão... e não encontrarão um único domínio que demonstre que a Romênia e os Estados latino-americanos não tenham votado identicamente. E isso sem consultas prévias".

Certamente mais antigas, sobretudo como conhecimento mútuo e algumas trocas comerciais, as relações oficiais entre a Romênia e o Brasil ultrapassam um século de existência. Em 1880, o coronel Sergiu Voinescu cumpriu a primeira missão diplomática romena junto ao Imperador Dom Pedro II.

A missão do enviado extraordinário era estreitamente ligada a uma série de atividades diplomáticas destinadas ao reconhecimento da Independência do Estado Romeno, proclamada em 9 de maio de 1877.

Recebendo em audiência o enviado romeno, Dom Pedro II manifestou sua simpatia à Romênia, afirmando que "o desenvolvimento do Estado Romeno é necessário ao equilíbrio europeu e oferece uma garantia de progresso e prosperidade para o Oriente". O mensageiro romeno, por sua vez, expressou ao Imperador e ao Governo do Brasil, os sentimentos de mútuo respeito que animam o Soberano, e o Governo e a Nação romenos diante da Coroa Brasileira. Na ocasião, o diplomata ofereceu a Dom Pedro II a maior condecoração do seu País – A Estrela da Romênia.

O primeiro consulado brasileiro na Romênia foi aberto em 1914, em Bucareste, e um foi criado em 1919 em Galati. Em 1920, no Rio de Janeiro, vários entendimentos foram levados a efeito, incluindo a instalação de um grande depósito permanente de mercadorias brasileiras na Romênia, destinadas ao País e a outros da área, o Brasil beneficiando de um empréstimo da parte da Romênia de 1 milhão lei-ouro. A Romênia instituiu sua primeira representação consular no Rio de Janeiro em 1921.

No mesmo ano, acertou-se também a criação de uma Câmara de Comércio romeno-brasileira e organizou-se uma linha marítima direta, ligando Rio de Janeiro com o porto de Constantza, no Mar Negro. Em Setembro do 1921, inaugurou-se na capital brasileira a primeira exposição de produtos romenos na América do Sul.

Em 1927, a Romênia estabeleceu no Rio de Janeiro a sua primeira Embaixada da América do Sul. O primeiro Embaixador foi Caius Brediceanu, importante homem político e diplomata. Em 1929, foi a vez do Brasil instituir a sua Embaixada em Bucareste, chefiada pelo embaixador Dr. José Thomaz Nabuco de Gouvêa.

A Influência da Imigração Árabe no Brasil

O fluxo mais importante da imigração árabe para o Brasil começou por volta de 1880. A maioria são sírios e libaneses, e antes de 1943, sírio-libaneses, pois até está data Síria e Líbano eram um só país.
Os primeiros imigrantes deixaram seu país de origem pressionados pelo governo turco. Até o início do século XX, toda aquela região estava sob domínio do Império Otomano, e na promulgação da constituição turca em 1908, estendeu a obrigação do serviço militar, que antes só estendia aos muçulmanos, aos cristãos. O massacre de 1860, dos drusos contra cristãos, também foi um fator importante para explicar o fenômeno do processo imigratório e o contingente maior de cristãos.
Os primeiros optaram por trabalhar no comércio. Em São Paulo, se concentravam nos Distritos da Sé e Santa Ifigênia, ou seja, entre as ruas 25 de Março, da Cantareira e Avenida do Estado. A maioria da firmas estabelecidas nesta região eram lojas de tecidos a varejo e armarinhos.
Em 1895, o bairro dos árabes imigrantes era a 25 de Março. Eles saiam quase todos para mascatear, carregando uma caixa pesada de madeira cheia de armarinhos nas costas.
Na arquitetura e na arte árabes, observa-se que existem elementos que identificamos como “mouriscos” ou árabes, pois compartilham elementos comuns de formas conhecidas associadas ao termo “arte islâmica”. Esta tradição artística não surge espontaneamente, mas trás dentro de si tradições anteriores, dos povos conquistados ou que tiveram contato com os árabes.
O azulejo é uma constante na arquitetura árabe, chegando ao Brasil através dos portugueses. A prática da esmaltação da argila cozida já existia na antiga Mesopotâmia, e, sobretudo, na Pérsia. A palavra deriva do árabe azzalujo ou al-zallaja, que significa unido, liso.
Várias foram as empresas e indústrias que os árabes construíram em São Paulo, como por exemplo, a Eucatex, da família Maluf. A firma Assad Abdalla & Nagib Salem, que era a principal distribuidora de algodãozinho cru com a marca 141 por todo o Brasil. Muitas outras poderiam ser citadas. A população árabe ou de origem árabe no Brasil é hoje de quase 10 milhões, e de árabes-muçulmanos, aproximadamente 1 milhão.
Fonte:http://icarabe.org/