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Google Street View começa a registrar imagens de Jerusalém

O Google começou  nesta segunda-feira (12/9)  a fotografar Jerusalém para seu serviço Street View, após receber sinal verde de Israel.

O projeto foi inaugurado em frente à antiga cidadela amuralhada, no território palestino ocupado por Jerusalém Oriental, durante uma entrevista coletiva da qual participou o prefeito da cidade, Nir Barkat. Nas próximas semanas, os veículos do Google tirarão fotos da cidade, tanto da parte judia como da árabe, da Cidade Antiga e do mercado Mahane Yehuda, informou o site do jornal israelense Globes.

"Jerusalém é um centro fundamental de peregrinação para as três principais religiões do mundo (cristianismo, islã e judaísmo) e o legado histórico e cultural de Israel afeta a vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo", informou Meir Brand, gerente da divisão do Google para Israel, África do Sul e Grécia.

Após Jerusalém, será a vez de Tel Aviv, Haifa, Nazaré, Mar Morto, margens do Mar da Galileia e da cratera Ramón, no deserto do Neguev. Israel deu sinal verde em agosto para o Google Street View, que permite visitar cidades virtualmente, com uma vista de 360 graus das ruas. O assunto foi examinado anteriormente por uma comissão ministerial que estava preocupada principalmente pela possibilidade de que o serviço facilitasse a realização de atentados e, em menor medida, com seu eventual impacto na privacidade individual.

As negociações com a empresa duraram três meses, após o Ministério da Justiça de Israel ter recebido garantias de que rostos humanos e placas dos veículos serão desfocados. O "sim" de Israel pode, no entanto, levar a outras preocupações, já que um ativista israelense pró-palestino começou a organizar ações surpresa como a de exibir cartazes contra a ocupação dos territórios palestinos justamente quando os veículos do Google Street View começaram a fotografar Jerusalém.

Prudente de Moraes e a guerra dos Canudos

Nascido na cidade paulista de Itu, Prudente José de Morais e Barros foi o terceiro presidente da história do Brasil e primeiro civil a ocupar o cargo. Representando a força dos cafeicultores paulistas, Prudente de Moraes venceu as eleições presidenciais de 1894.
 A guerra de Canudos no governo de Prudente de Morais, eclodiu nos sertões da Bahia uma revolta de caráter diferente daquelas que ocorreram nos governos republicanos anteriores. Movidos pelo misticismo e fugindo à miséria provocada pelas secas, os sertanejos reuniram em torno de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, que se dizia enviado de Deus.

A derrota fragorosa das tropas do governo estadual contra os revoltosos provocou o envio de tropas federais. No entanto, as forças federais eram insuficientes para enfrentar à resistência dos homens de Antônio Conselheiro, que tinham como vantagem um profundo conhecimento da região. O governo federal, resolvido a encerrar de vez o movimento revoltoso, organizou um verdadeiro exército para atacar Canudos. Contra as forças federais, numerosas e bem preparadas, pouco adiantou a tenaz resistência dos sertanejos.

O arraial de Canudos foi destruído casa por casa após o término da resistência. Pouco depois do fim da Guerra de Canudos, um militar de baixa patente, Marcelino Bispo, realizou um atentado contra a vida de Prudente de Morais. O presidente, que fora homenagear as tropas vitoriosas que chegavam da Bahia, conseguiu escapar do atentado, mas o marechal Carlos Machado Bittencourt, ministro da Guerra, foi ferido de morte ao defender o chefe do governo. O episódio aumentou o prestígio popular do presidente, fortalecendo-o no poder.

Esta revolta, ocorrida nos primeiros tempos da República, mostra o descaso dos governantes com relação aos grandes problemas sociais do Brasil. Assim como as greves, as revoltas que reivindicavam melhores condições de vida mais empregos, justiça social, liberdade, educação, foram tratadas como "casos de polícia" pelo governo republicano. A violência oficial foi usada, muitas vezes em exagero, na tentativa de calar aqueles que lutavam por direitos sociais e melhores condições de vida.

Em 5 de novembro de 1897, Prudente de Moraes sofreu um atentado, no entanto o marechal Carlos Machado Bittencourt, Ministro da Guerra, foi ferido em seu lugar e faleceu.

As dificuldades econômicas provocadas, principalmente, pela política do encilhamento obrigaram o Governo a fazer novos empréstimos, aumentando grandemente a dívida externa. Prudente de Moraes faleceu em 13 de dezembro de 1902, vítima de tuberculose.