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Veja a Carta-Testamento de Getúlio Vargas

Nasceu em 19 de abril de 1882, no interior do Rio Grande do Sul, no município de São Borja (fronteira com a Argentina), filho de Manuel do Nascimento Vargas e de Cândida Francisca Dorneles Vargas. Na juventude, alterou alguns documentos, para fazer constar o ano de nascimento como 1883. Este fato somente foi descoberto nas comemorações do centenário de nascimento, quando, verificando-se os livros de registros de batismos da Paróquia de São Francisco de Borja, descobriu-se que Getúlio nasceu em 1882, constando, no seu assento de batismo, na grafia atual, o seguinte teor:


Estas são reproduções do primeiro manuscrito (incompleto) da Carta-Testamento de Getúlio Vargas.

Seu autor foi Maciel Filho, José Soares Maciel Filho, um personagem interessantíssimo de raízes italianas por parte de sua mãe, aluno e amigo de Benedetto Croce, e amicíssimo dedicado de Vargas, do qual foi uma espécie de conselheiro informal, desde os anos 30 do século XX.

No governo Vargas, constitucional, de 1951-1954, foi presidente do BNDE e da antiga SUMOC, hoje o Banco Central.

A carta-testamento, encomendada por Vargas, foi escrita entre os dias 8 e 9 de agosto de 1954, na casa de Maciel - na verdade, de sua sogra - na Praia do Russell, no Rio (hoje lá está o prédio da Manchete).

Nesta reprodução incompleta do manuscrito, aparece (pág.2) um parágrafo que Vargas excluiu da versão final, e a introdução (pág.1) que foi acrescentada depois.

A Carta-Testamento de Getúlio Vargas, na íntegra:

Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

Genealogias.org

George Bush enfrenta acusação por violação dos direitos humanos

Uma vez todo-poderoso presidente dos Estados Unidos George W Bush agora está enfrentando graves acusações de violar leis internacionais e os direitos humanos durante seu mandato como presidente. Ele é acusado de uma série de acusações de cometer crime contra a humanidade, em sua ofensiva contra o Afeganistão e o Iraque em 2000 e 2003, respectivamente.

Bush em seu mandato envolveu os Estados Unidos num turbilhão de guerra  que até hoje prevalece.

Após 11/09, Bush passou a perseguir os chamados militantes baseados no Afeganistão, Iraque e outros países muçulmanos. Bush acreditava que os ataques foram planejados no Afeganistão pela Al-Qaeda  que também  planejaram mais ataques em outros países ocidentais. Agora a maioria dos analistas exigentes e observadores acreditam que ele não tinha  uma prova convincente para  tomar estas  decisões.

Diz-se agora que a guerra de Bush acabou provado ser uma guerra contra os países muçulmanos porque foi travada nos países muçulmanos. Uma das coisas mais importantes é que os países muçulmanos são fracos, incompetentes, e a maioria dos países árabes são especialmente autoritários por natureza. Assim, a administração Bush não enfrentou qualquer dificuldade em encontrar seus aliados nestes países.

O então presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf prometeu ser um aliado de os EUA nesta guerra  apenas em um telefonema de Bush. Esta guerra já  custou  ao Paquistão  a morte de cerca de 35.000 civis e 5.000 agentes de segurança. 

Os EUA também é rotulado de atacar os países apenas para ter os benefícios econômicos como o Afeganistão é rico em minerais, enquanto o Iraque tem reservas de petróleo suficiente. Neste cenário, a Anistia Internacional pediu a Etiópia, Tanzânia e Zâmbia para prender George Bush por violar as leis internacionais. 

EUA decreta o fim da discriminação nas Forças Armadas

O governo norte-americano vai retirar hoje a proibição dos homossexuais ingressarem nas Forças Armadas, colocando um ponto final numa medida controversa de 1993 que obrigou à expulsão de 13.000 soldados.

A partir de agora o Pentágono permitirá que os homens e mulheres homossexuais possam efetuar abertamente o serviço militar sem medo de represálias ou expulsão.


O Pentágono anunciou segunda-feira que já começou a receber candidaturas de homossexuais e apenas espera o levantamento da proibição.
A partir desta terça-feira, quando termina a lei que proibe a entrada de homossexuais na instituição, as solicitações de ingresso na corporação de pessoas que se declararam gays. Até o momento, só podiam fazer parte das Forças Armadas homossexuais que não se assumiam, política que levou milhares de militares a serem dispensados de seus serviços.

O porta-voz do Pentágono, George Little, afirmou que os integrantes das Forças Armadas estão preparados adequadamente para o final dessa política discriminatória, conhecida como "don't talk, don't ask" ("não pergunte, não conte"), que existe desde 1993. Aaron Belkin, autor de um livro sobre a luta dos homossexuais contra essa lei, disse que o final da proibição põe fim a uma paranóia política que perdurou por duas décadas.

"O dia 20 de setembro marcará uma mudança cultural para os militares e política para os gays. É um momento no qual a verdade e a justiça vencem a paranóia", afirmou Belkin. De acordo com um estudo do Instituto Williams, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, existe, entre militares da ativa e reformados, aproximadamente 70,5 mil homossexuais e bissexuais nas Forças Armadas, o que representa 2,2% das tropas.

Um relatório do Pentágono divulgado semana passada indicou que 97% dos soldados e oficiais, cerca de dois milhões de integrantes, receberam instruções sobre o fim da proibição e as novas leis que vigorarão a partir de agora. Alex Nicholson, diretor-executivo de uma instituição que luta pelos direitos dos homossexuais, a Servicemembers United, afirmou que a nova orientação terá uma influência significativa sobre a maneira como a tropa e a população em geral vêem os homossexuais.

Imigrante ilegal tio de Obama é preso por dirigir embriagado

A Imprensa de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelou que um imigrante ilegal, foi detido por dirigir embriagado e constatado que o mesmo é o tio "desaparecido" de Barack Obama.

Segundo a biografia do presidente norte-americano, Onyango Obama, de 67 anos, vivia com a família no Quénia e, em 1970, emigrou para os Estados Unidos. O tio "Omar", como era tratado por Barack, nunca regressou a casa nem mesmo contactou com a família.

Quarta-feira passada, Onyango foi preso por dirigir embriagado, depois de quase colidir com uma viatura policial, em Framingham, no estado de Massachusetts. Segundo o relatório do Tribunal Distrital, o queniano tinha 0,14 mg de álcool por 100 ml de sangue, ultrapassando o limite permitido no estado, de 0,08 mg por 100 ml.

Após a detenção, foi descoberto que o condutor era um imigrante ilegal e que tinha pendente um antigo mandado de captura, por não ter regressado ao Quénia. Apesar de garantir a sua inocência no incidente, o suspeito foi preso pelas autoridades de imigração norte-americanas.

Depois de ser detido, Onyango terá agarrado o celular e ameaçado ligar para a Casa Branca, segundo revelou a polícia.

Ainda não houve qualquer comentário por parte da Casa Branca e do próprio presidente democrata.

Prudente de Moraes e a guerra dos Canudos

Nascido na cidade paulista de Itu, Prudente José de Morais e Barros foi o terceiro presidente da história do Brasil e primeiro civil a ocupar o cargo. Representando a força dos cafeicultores paulistas, Prudente de Moraes venceu as eleições presidenciais de 1894.
 A guerra de Canudos no governo de Prudente de Morais, eclodiu nos sertões da Bahia uma revolta de caráter diferente daquelas que ocorreram nos governos republicanos anteriores. Movidos pelo misticismo e fugindo à miséria provocada pelas secas, os sertanejos reuniram em torno de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, que se dizia enviado de Deus.

A derrota fragorosa das tropas do governo estadual contra os revoltosos provocou o envio de tropas federais. No entanto, as forças federais eram insuficientes para enfrentar à resistência dos homens de Antônio Conselheiro, que tinham como vantagem um profundo conhecimento da região. O governo federal, resolvido a encerrar de vez o movimento revoltoso, organizou um verdadeiro exército para atacar Canudos. Contra as forças federais, numerosas e bem preparadas, pouco adiantou a tenaz resistência dos sertanejos.

O arraial de Canudos foi destruído casa por casa após o término da resistência. Pouco depois do fim da Guerra de Canudos, um militar de baixa patente, Marcelino Bispo, realizou um atentado contra a vida de Prudente de Morais. O presidente, que fora homenagear as tropas vitoriosas que chegavam da Bahia, conseguiu escapar do atentado, mas o marechal Carlos Machado Bittencourt, ministro da Guerra, foi ferido de morte ao defender o chefe do governo. O episódio aumentou o prestígio popular do presidente, fortalecendo-o no poder.

Esta revolta, ocorrida nos primeiros tempos da República, mostra o descaso dos governantes com relação aos grandes problemas sociais do Brasil. Assim como as greves, as revoltas que reivindicavam melhores condições de vida mais empregos, justiça social, liberdade, educação, foram tratadas como "casos de polícia" pelo governo republicano. A violência oficial foi usada, muitas vezes em exagero, na tentativa de calar aqueles que lutavam por direitos sociais e melhores condições de vida.

Em 5 de novembro de 1897, Prudente de Moraes sofreu um atentado, no entanto o marechal Carlos Machado Bittencourt, Ministro da Guerra, foi ferido em seu lugar e faleceu.

As dificuldades econômicas provocadas, principalmente, pela política do encilhamento obrigaram o Governo a fazer novos empréstimos, aumentando grandemente a dívida externa. Prudente de Moraes faleceu em 13 de dezembro de 1902, vítima de tuberculose.