Para maioria dos italianos presença de imigrantes aumenta criminalidade
Uma pesquisa realizada na Itália revelou que seis em cada dez italianos acreditam que a presença dos imigrantes, embora contribua para o crescimento econômico, também aumenta a criminalidade no país, como apontou o premier Silvio Berlusconi.De acordo com o relatório "Itália 2010", do instituto Eurispes (organização privada e sem fins lucrativos, que faz estudos econômicos, sociais e políticos), 64,7% dos entrevistados creem que os estrangeiros contribuem ao aumento dos crimes no país.
Dado que demonstra que a maioria dos cidadãos concorda com a opinião expressa ontem pelo chefe de Governo do país, ao afirmar que a "redução dos extracomunitários na Itália significa menos forças para engrossar as filas da criminalidade".
Por outro lado, para 60,4%, as pessoas de outras nacionalidades são importantes para o crescimento econômico. A maioria dos entrevistados (86,4%) concorda ainda que os imigrantes atuam em atividades em que os italianos não gostam. Mas cerca de 24,8% dizem acreditar que os imigrantes tiram os trabalhos dos italianos.
Em relação ao aumento da xenofobia no país, 31,7% atribuem a onda de violência às mídias; 24,7% ao comportamento dos imigrantes, e 17,2% às políticas do governo.
Sobre o direito de voto aos imigrantes, quase metade dos entrevistados (49,1%) pensa que as pessoas que estejam regulares, mas não tenham cidadania italiana, não devem se pronunciar.
A discussões sobre a presença de imigrantes na Itália têm causado grandes debates internos nos últimos dias. Hoje, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) declarou que o nível da criminalidade entre os imigrantes é semelhante ao dos italianos, em resposta indireta à declaração de Berlusconi.
Ontem, por sua vez, a senadora do Partido Democrata (PD, maior força de oposição), Livia Turco, opinou que a equação feita pelo primeiro-ministro "é vulgar". "Todos os dados demonstram que, sem imigrantes, estariam paralisadas partes importantes de nossa economia", apontou.
O mesmo relatório traz ainda dados sobre o comportamento dos italianos, suas atividades sociais e profissionais, o impacto da crise econômica mundial em suas vidas em 2009 e as perspectivas para 2010.
De acordo com o Eurispes, estima-se para este ano um aumento 10,4% no número de pessoas que vivem sozinhas. Para esta projeção, a consultoria baseou-se em dados de pesquisas de 2007 (6.910.716).
A consulta demonstra ainda que a maioria dos italianos com mais de 18 anos bebe -- um em cada três cidadãos (70,9%) disse consumir bebidas alcoólicas ocasionalmente (55,7%), frequentemente (11%) e diariamente (4,1%).
Em relação aos hábitos de consumo, um de cada dois chega ao fim do mês com dificuldades, e 70% afirmam que deixam de comprar presentes e ir a restaurantes.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE ou OECD em inglês], os salário e gasto médio dos italianos estão entre os baixos dos países industrializados. Estima-se que o salário anual atinja US$ 21.374 na Itália. Nos EUA, este teto é de US$ 30.796, e no Reino Unido US$ 38.147.
Os italianos ainda acreditam que a formação superior não é mais garantia de emprego e nem de estabilidade econômica. Segundo dados do Eurispes, apenas 16% dos empregados italianos entre 25 e 34 anos possuem curso superior [a média da OCDE é de 32%].
Já a população entre 15 e 24 anos corre o risco de permanecer desempregada, pois as previsões apontam uma queda no número de contratações.
Também as pessoas com idades entre 24 e 30 anos têm dificuldades para encontrar um emprego sem um prazo definido de contrato. Em 2007, dos 381.127 contratados para projetos com prazos determinados, 201.901 eram jovens com idades entre 15 e 34 anos.
O estudo apontou também que os italianos estão ainda mais pessimistas. A crise econômica continua a influenciá-los negativamente. Para 47,1% dos entrevistados a situação do país "piorou". Em 2008, este índice estava em 37,6%.
Por outro lado, há uma maior confiança em relação ao futuro: 18,3% acreditam que o futuro econômico do país será melhor, quase oito pontos percentuais acima dos dados de 2008 (10,9%).
(ANSALATINA)
Confronto entre garimpeiros brasileiros e povo do Suriname preocupam autoridades
A violência na cidade de Albina iniciou na quinta-feira passada depois que um homem foi esfaqueado até à morte, supostamente por um brasileiro, que agora está sob custódia.
Os brasileiros que vivem no Albina foram atacados e a violência se espalhou para as empresas de propriedade de imigrantes chineses.
A cidade, que abrigam cerca de 5.000 pessoas, é o principal ponto de passagem para o território francês da Guiana Francesa.
O governo brasileiro enviou um avião da Força Aérea para o Suriname no fim de semana para trazer vários de seus cidadãos para o Brasil.
O embaixador do Brasil para o Suriname, José Luiz Machado e Costa, visitou Albina e disse que não poderia confirmar relatos anteriores de que os brasileiros haviam sido mortos.
Autoridades brasileiras dizem que o governo do Suriname prometeu todas as medidas possíveis serão tomadas para garantir a segurança dos migrantes brasileiros no país.
Estima-se ser de até 18.000 brasileiros que vivem em Suriname, uma ex-colônia holandesa de meio milhão de pessoas.
Muitos dos brasileiros que atravessaram a fronteira para o Suriname são garimpeiros que vivem da prospecção de ouro.
Google pede desculpas a primeira dama Michelle Obama por resultado de pesquisa ofensivo
Assim que o internauta escreve o nome da primeira-dama Michelle Obama dos Estados Unidos no site de pesquise google a primeira fotografia que aparece é a da cara de um macaco maquiado e enquadrada no cabelo e corpo da mulher do presidente norte-americano.
"Asseguramos que as opiniões expressas por tais sites não foram aprovadas pelo Google", garante o grupo, acrescentando que "os motores de busca refletem os conteúdos e a informação disponíveis na Internet".
O Google adianta ainda que eliminará as páginas que violem as suas "linhas de conduta" mas "considera que a integridade dos resultados de pesquisas como uma prioridade extremamente importante".
"Por isso, avança, "não supriremos uma página de resultados de pesquisa porque o conteúdo é impopular ou porque recebemos cartas a denunciar.
"Pedimos desculpa se a utilização do Google vos contrariar", conclui.
O motor de busca do google ainda fornece uma explicação semelhante para os resultados da pesquisa com a palavra "jew" (judeu em inglês), que mostram caricaturas de personagens de propaganda anti-semita dos anos 1930.
"Uma das explicações é que a palavra 'judeu' é frequentemente utilizada num contexto anti-semita", justifica o Google.
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Governo da Dinamarca adota proposta racista contra imigrantes principalmente Muçulmanos
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Governo da Dinamarca adota proposta racista contra imigrantes principalmente Muçulmanos
Definitivamente o governo Dinamarquês está radicalizando com os imigrantes. A Dinamarca está propondo aos estrangeiros imigrantes que queiram deixar seu país uma quantia de vinte mil dólares.
O que pegou mais pesado na proposta do governo foi a intenção de varrer de seu território principalmente os imigrantes muçulmanos, numa clara intenção de preconceito.
A Dinamarca possui cerca de cinco milhões de pessoas sendo 10% desta população composta por imigrantes.
A proposta está sendo considerado um tanto racista e preconceituosa por outros países europeus que também adotam políticas restritivas aos imigrantes fora da legalidade. Se o objetivo é provocar uma pressão sobre os imigrantes já conseguiram.
O valor necessário para colocar em prática o projeto ainda é desconhecido pois as autoridades ainda não sabem o número de imigrantes que vão aceitar a oferta.
Não conseguimos entender como o ser humano está cada vez mais incompreensível e intolerante. Países de primeiro mundo que se vangloriam pelo alto grau de conhecimento e instrução a seus cidadãos não fazem jus a retórica e adotam práticas inaceitáveis do ponto de vista humanitário.
Gostaria que os amigos deixassem vossa opinião sobre o assunto, pois o Brasil sempre manteve as portas abertas aos imigrantes e ao longo do tempo ganhou muito em mão de obra especializada e novas técnicas industriais.
Governo interino de Honduras suspende direitos constitucionais e ameaça Brasil
O governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, decretou neste domingo (27) a suspensão de direitos constitucionais públicos, como a liberdade de circulação e expressão, de protestos, e autorizou a suspensão de grupos de mídia que, na visão do governo de fato, "provoquem distúrbios pelo país". O anúncio foi feito através de uma cadeia nacional de rádio e TV.
Também neste domingo, o governo interino de Honduras anunciou que o Brasil poderá perder a Embaixada no país se em 10 dias não decidir o destino do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está no prédio brasileiro sitiado desde segunda-feira (21).
De acordo com a agência de notícias Efe, que informa ter tido acesso ao documento oficial, o governo interino suspendeu por 45 dias as garantias constitucionais. A France Presse, porém, diz que as medidas teriam validade de 45 dias depois de aprovação legislativa.
O decreto autoriza o governo a fechar meios de comunicação e a dissolver reuniões não-autorizadas, e permite proibir protestos públicos.
O ministro do Interior de Honduras, Oscar Matute, afirmou que os veículos de imprensa que incitarem a violência podem sofrer as regulações do decreto. A estatal Hondutel irá vigiar os meios de comunicação.
Segundo o decreto, a polícia e as Forças Armadas estão autorizadas a fechar estações de rádio ou televisão "que não ajustarem sua programação às disposições atuais."
O decreto estabelece que autoridades policiais ou militares podem deter pessoas que desobedeçam o toque de recolher ou que sejam apontadas como suspeitas de provocar distúrbios.
O governo interino de Honduras anunciou que o Brasil poderá perder a Embaixada em Tegucigalpa, se em 10 dias não decidir o destino de Zelaya. O governo brasileiro deverá decidir se o presidente deposto ganhará asilo político no Brasil ou se irá entregá-lo às autoridades hondurenhas.
O presidente deposto voltou na última segunda-feira a Tegucigalpa, refugiando-se na Embaixada brasileira. Desde então, a sede da diplomacia brasileira está cercada por militares. O Conselho de Segurança da ONU condenou o cerco.
Eleito em 2006, Zelaya foi deposto no dia 28 de junho por um golpe militar. Os militares argumentam que Zelaya queria incluir nas cláusulas das eleições, que ocorrem em novembro deste ano, a possibilidade de mudar a Constituição do país para poder se reeleger.
O Itamaraty informou que ainda não foi notificado da ameaça do governo de Honduras de tirar o status diplomático do Brasil.
Ainda de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o ministro Celso Amorim já havia falado sobre o assunto na sexta-feira (25), durante discurso no Conselho de Segurança da ONU.
Veja abaixo trechos do discurso de Amorim retirados do site do Itamaraty:
"O regime também mudou o tratamento formal concedido à Embaixada, o qual parece implicar que esta teria deixado de gozar do status diplomático. Além de declarações públicas de igual teor, o Governo de facto enviou uma comunicação diretamente ao Ministério das Relações Exteriores na qual se refere à Embaixada como 'uma das instalações que o Governo brasileiro ainda mantém em Tegucigalpa'. Tudo isso parece um prelúdio para outras ações. Num comunicado público, tentam até negar a responsabilidade pela segurança do Presidente Zelaya e por danos a propriedades no bairro em que se encontra a Embaixada. Tais atos violam totalmente a Convenção de Viena e, mais imediatamente, a recente decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos pela qual o governo de facto de Honduras não poderá ameaçar a segurança do Presidente Zelaya e de todos aqueles abrigados na Embaixada do Brasil”.
As autoridades de Honduras impediram neste domingo a entrada no país de cinco representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), de acordo com informações de um oficial da imigração hondurenha à agência Reuters e de um diplomata à agência France Presse.
Quatro deles foram expulsos de Honduras, segundo o único funcionário que permaneceu no país, o chileno John Biehl. "Chegamos aqui em uma missão pedida pelo secretário-geral da OEA (José Miguel Insulza) e no aeroporto fomos detidos", disse. "Éramos dois americanos, um canadense, um colombiano e eu", explicou. "Um foi deportado diretamente para os Estados Unidos e três iriam a caminho da Costa Rica."
O governo de Roberto Micheletti bloqueou a entrada dos funcionários sob o argumento de que eles não apresentaram as credenciais diplomáticas à chancelaria hondurenha.
De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos do país, Armando Veloz, os diplomatas da OEA vinham de El Salvador, e, pouco depois de desembarcar no aeroporto da capital hondurenha, Tegucigalpa, foram impedidos de entrar no país.
A entrada no país de dois funcionários da Embaixada da Espanha em Tegucigalpa também teria sido impedida.
A OEA, as Nações Unidas e o Brasil não reconhecem a legitimidade do governo de Roberto Micheletti, e, portanto, os funcionários não estão autorizados a encaminhar um pedido formal para entrar no país.
Desde sexta-feira, a estratégia do governo de Michelleti é forçar a comunidade internacional a reconhecer a autoridade do governo golpista, exigindo pedido de autorizações, até mesmo para a entrada de brasileiros na Embaixada do Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em resposta ao prazo de dez dias dado pelo presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse em Porlamar (Venezuela) que o Brasil não aceita "ultimato de um governo golpista".
Em entrevista coletiva durante a 2ª Cúpula América do Sul-África (ASA), Lula disse que o deposto líder hondurenho é "o presidente legítimo de Honduras" e que seu status é "hóspede da Embaixada do Brasil" em Tegucigalpa.
"Zelaya foi expulso do poder da maneira mais vergonhosa possível", disse Lula. "Para mim, a solução é simples: os golpistas devem sair do palácio presidencial", afirmou Lula, acrescentando que "Zelaya deve retornar ao poder e se deve convocar eleições".
O Brasil está preocupado com a segurança dos funcionários e de todos os que estão abrigados na Embaixada brasileira em Honduras, de acordo com o chanceler Celso Amorim.
Segundo Amorim, o governo interino de Honduras já deu sinais de que não considera a Embaixada uma zona inviolável.
Fonte:G1
7 de Setembro Independência do Brasil
Conforme destaca o site Wikipédia denomina se a Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX.
Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.
A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.
A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.
A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.
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-Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
-A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial
-A história do descobrimento do Brasil
Unasul discutirá acordo entre Colômbia e EUA
A reunião extraordinária de chefes de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que contará com a presença do presidente colombiano, Álvaro uribe, será realizada no próximo dia 28, anunciaram fontes do governo argentino.
Uribe, cujo governo pretende firmar ainda neste fim de semana o acordo militar com os Estados Unidos, que prevê o envio de militares e policiais civis norte-americanos a até sete bases colombianas, "concordou em participar" com "muita disposição", disseram as fontes citadas pela agência estatal Télam.
A reunião, anunciada na última cúpula da Unasul, realizada na segunda-feira em Quito, Equador, deverá ocorrer no hotel Llao-Llao, da cidade de San Carlos de Bariloche, na Patagônia.
A presidente do país, Cristina Kirchner, conversou com seus pares sul-americanos para decidir o dia do encontro, que tem o objetivo de retomar o diálogo sobre o acordo entre Bogotá e Washington.
A possibilidade de que militares dos EUA atuem nas bases locais é repudiada por Bolívia, Equador e Venezuela, que consideram "uma agressão" e um foco de desestabilização na região. Brasil, Argentina e Uruguai também demonstraram preocupação pelo acordo.
Na última semana, Uribe visitou Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil para explicar o tratado que, segundo o governo colombiano, é uma extensão do Plano Colômbia contra o narcotráfico e o terrorismo.
Fontes citadas pela agência DyN, por sua vez, informaram que a reunião na Argentina tem o objetivo de "reconstruir o cenário de diálogo" entre as nações sul-americanas.
"Não se pode ir ver o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com uma foto de Quito, onde um presidente (Álvaro Uribe) não está e o outro (o venezuelano Hugo Chávez) pronunciou palavras em alto tom sobre a situação", disseram as mesmas fontes.
Na reunião da última segunda-feira, Chávez falou sobre "os ventos de guerra" ao se referir à eventual presença dos EUA na região. O encontro entre os 12 líderes sul-americanos, proposto por Cristina, é considerado também uma preparação à cúpula da ONU, que acontecerá em setembro e quando os mandatários pretendem se reunir com Obama.
Uribe "não impôs nenhuma condição" para assistir ao encontro de Bariloche, informou a agência DyN, que acrescentou que, pelo contrário, este diálogo deverá ser amplo.
Ontem, o comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla de León, anunciou que o acordo deveria ser assinado neste fim de semana. "Se Deus nos ajudar, [o convênio] estará pronto para os trâmites burocráticos, dentro da soberania de cada nação", declarou na ocasião.
(ANSA)
Investimento em educação já é o maior da história no Brasil
O investimento público direto em educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) já é de 4,6% no Brasil. O valor é o maior registrado na história do país e se aproxima do padrão de investimento dos países desenvolvidos – de 5%, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O crescimento se concentra na educação básica, que reúne 3,9% do investimento. Na educação superior, o percentual se manteve em 0,7%.
Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e se referem ao ano de 2007 – medição mais recente. “Batemos nosso próprio recorde”, destacou o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça-feira, 14. Em 2006, o mesmo tipo de investimento alcançou 4,4% – salto significativo em relação ao ano anterior, que apontava 3,9%.
O ministro acredita que o crescimento é fruto de uma decisão política de todos os entes federativos a favor da educação. “Isso mostra que o Estado brasileiro tem condições de priorizar a área”, enfatizou. De acordo com Haddad, a intenção é chegar à marca dos 5% em 2010. “O Brasil tem que chegar, gradualmente, a um investimento mínimo de 6%.”
No cálculo do investimento público em educação relativo ao PIB não estão incluídas as despesas com aposentadorias e pensões, bolsas de estudo e financiamento estudantil. Os dados referem-se à destinação de recursos consolidada do governo federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O Inep vai divulgar em breve as informações por estado.
Fonte: MEC
Presente Dias das Mães:
Rubi Quadrado
30% das construções de L'Aquila estão inutilizáveis
A Defesa Civil de L'Aquila capital da região italiana de Abruzzo e epicentro do terremoto que atingiu o país no domingo passado informou que metade das construções locais está parcialmente ou totalmente inutilizável.
Segundo o dirigente do organismo, Titti Postiglione, das mil edificações analisadas até o momento, 30% estão inutilizáveis e 20% se encontram parcialmente em condições de uso.
Postiglione afirmou, no entanto, que os edifícios parcialmente afetados poderão ser usados após "intervenções mínimas", mas que todo o processo de inspeção e reconstrução levará "um longo tempo"."Serão numerosas semanas", comentou o dirigente.
Postiglione explicou ainda que, nos últimos dias, técnicos locais analisaram prédios dos centros históricos de L'Aquila e das cidades vizinhas mais afetadas pelo tremor de terra, que chegou a 5,8 graus na escala Richter.
A inspeção foi inicializada a partir das zonas periféricas e semicentrais das províncias de Abruzzo, localizada no centro da Itália.
No último domingo, cerca de 100 bombeiros especializados em sismologia foram enviados à região para complementarem as 91 equipes responsáveis pelo controle e verificação das condições dos edifícios locais.
Nesta semana, também serão enviados pela União Europeia (UE) oito especialistas neste tipo de serviço.
Outros países como Alemanha, Grécia, Holanda, Polônia, Eslovênia, Suíça, Espanha, Portugal, Francia e Áustria também forneceram especialistas para realizarem as inspeções.
O terremoto destruiu grande parte das construções de Abruzzo e deixou ao menos 55 mil desabrigados e 294 mortos.
DCI
Confira:
ITALIANOS IMIGRANTES NO BRASIL
Terremoto no centro da Itália deixa mais de 90 mortos
O terremoto que atingiu nesta segunda-feira a cidade de L'Aquila, a 110 km de Roma, capital da Itália, deixou ao menos 90 mortos e 1.500 feridos, de acordo com os últimos números da Defesa Civil italiana. A agência de notícias italiana Ansa, citando depoimento de equipes de resgate, informou que o número de mortos chegou a 92. O prefeito de L'Aquila, Massimo Cialente, afirmou que cerca de 100 mil estão desabrigados. 
O premiê italiano, Silvio Berlusconi, citado pela agência de notícias France Presse, afirmou que o terremoto deixou pelo menos 92 mortos e 1.500 feridos até o momento na região de Abruzzo, local de alta atividade sísmica e que já foi atingida por nove tremores menores desde o começo de abril.
O premiê declarou estado de emergência, cancelou uma viagem que faria a Rússia, e já começou a pedir recursos federais para ajudar as vítimas do desastre. "Desejo dizer uma coisa importante: pessoa alguma será abandonada a sua sorte", afirmou Berlusconi, referindo-se aos cem mil estão desabrigados pelo tremor, segundo autoridades locais.
Entre 10 mil e 15 mil edifícios foram danificados ou totalmente destruídos. "Algumas cidades da região foram virtualmente destruídas em sua totalidade", disse Gianfranco Fini, presidente da Câmara dos Deputados italiana, antes de o Parlamento fazer um minuto de silêncio pelas vítimas.
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Academias alemãs oferecem bolsas de estudos
Vinte e quatro academias alemãs de verão foram selecionadas pelo DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e oferecem bolsas de estudos. As instituições são consideradas as melhores em suas áreas. As datas limite para inscrição variam em cada uma das universidades.
As academias têm como objetivo dar a oportunidade para jovens cientistas e estudantes de pós-graduação conhecer, em ambiente internacional, as mais recentes novidades e métodos das áreas das pesquisas contemporâneas. Os participantes podem vivenciar o ambiente universitário do país e fazer contatos nas universidades alemãs para futuros estudos e pesquisas.
A seleção dos bolsistas será realizada pelas próprias universidades. É preciso que os interessados acessem o site das academias para saber como será conduzido o processo. Os pedidos de esclarecimentos e de bolsas devem ser encaminhados diretamente às universidades organizadoras das academias de verão.
Aacessar a página com a relação de instituições fomentadas pelo DAAD, assim como informações para contato: http://www.daad.de.
Fonte:Univérsia
Você sabia que existiam alemães no Brasil antes de 1824?
Antes de 1824 houveram colônias alemãs, mas que não são consideradas como pertencentes ao período de imigração alemã organizado pelo governo brasileiro.
Isso ocorre porque esses estavam relacionados com pessoas isoladas e realizações individuais. Eram elas a Frankental (1822), de Georg von Schäffer (responsável pelos primeiros contados do Brasil com os colonos alemães), e Leopoldina (1818), pelo naturalista Georg Wilhelm Freyreiss, ambas na Bahia.
Se considerarmos como imigração de germânicos os suiços, temos Nova Friburgo-RJ em 1818, fundada por suíços do Cantão de Freiburg. É relevante registrar que em 1824 ocorre a chegada de mais de 300 protestantes vindos de Reno-Hesse, junto com o Pastor Friedrich Sauerbronn (primeiro pastor evangélico do país) a esta cidade carioca.
Portal 25
Brasil e França - A Guerra da Lagosta
A Guerra da Lagosta, como denominado jocosamente à época pela imprensa, foi um contencioso entre os governos do Brasil e da França, que se desenvolveu entre 1961 e 1963.
Episódio pouco conhecido na História das Relações Internacionais do Brasil, girou em torno da captura ilegal de lagostas, por parte de embarcações de pesca francesas, em águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil.
Alertada por pescadores nordestinos, uma embarcação da Marinha do Brasil flagrou barcos de pesca franceses pescando lagosta clandestinamente na costa de Pernambuco, em águas territoriais brasileiras, sendo convidados a se retirar.
O episódio passou a ser referido nos meios de comunicação brasileiros como a Guerra da Lagosta, um conflito que, como a famosa Batalha de Itararé, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, não disparou um tiro sequer.
Na imprensa francesa, diante dos protestos dos pescadores de lagostas sobre os seus supostos direitos de pesca, travou-se um aceso debate sobre o enquadramento da lagosta enquanto item de pesca e outras considerações sobre sua classificação como bem patrimonial do Brasil.
À época, a crise extrapolou as relações diplomáticas entre os dois países, de tal modo que ambos chegaram a mobilizar os seus recursos bélicos.
O primeiro a fazê-lo foi a França, que deslocou um contingente naval, mantido em prontidão, para uma área vizinha à região em conflito.
No Brasil, a opinião pública percebeu a situação como uma agressão da França aos direitos de soberania brasileiros. O presidente João Goulart (1961-1964), após reunião do Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento, para a região, de considerável contingente da Esquadra, apoiado pela Força Aérea. Em terra, o 4° Exército, com sede em Recife, então sob o comando do então general Humberto de Alencar Castello Branco, também se mobilizou.
* Embora a frase Brésil c’est pas un pays serieux (O Brasil não é um país sério), seja tradicionalmente atribuída ao então presidente da França, general Charles de Gaulle, neste contexto, na realidade foi pronunciada pelo embaixador brasileiro na França, Alves de Sousa, referindo a inabilidade com que o governo brasileiro conduzia este contencioso.
* À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava. Caso nadasse, poder-se-ia considerar que a lagosta estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro.
Fonte: www.pt.wikipedia.org - A guerra da lagosta, de Cláudio da Costa Braga, Serviço de Documentação da Marinha (SDM), Rio de Janeiro, 2004; contato com o autor: (21) 9252-9887 e (cbraga@dtm.mar.mil.br)

