Escolha do Papa Jorge Bergoglio causa surpresa entre os argentinos
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A reunião extraordinária de chefes de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que contará com a presença do presidente colombiano, Álvaro uribe, será realizada no próximo dia 28, anunciaram fontes do governo argentino.
Uribe, cujo governo pretende firmar ainda neste fim de semana o acordo militar com os Estados Unidos, que prevê o envio de militares e policiais civis norte-americanos a até sete bases colombianas, "concordou em participar" com "muita disposição", disseram as fontes citadas pela agência estatal Télam.
A reunião, anunciada na última cúpula da Unasul, realizada na segunda-feira em Quito, Equador, deverá ocorrer no hotel Llao-Llao, da cidade de San Carlos de Bariloche, na Patagônia.
A presidente do país, Cristina Kirchner, conversou com seus pares sul-americanos para decidir o dia do encontro, que tem o objetivo de retomar o diálogo sobre o acordo entre Bogotá e Washington.
A possibilidade de que militares dos EUA atuem nas bases locais é repudiada por Bolívia, Equador e Venezuela, que consideram "uma agressão" e um foco de desestabilização na região. Brasil, Argentina e Uruguai também demonstraram preocupação pelo acordo.
Na última semana, Uribe visitou Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil para explicar o tratado que, segundo o governo colombiano, é uma extensão do Plano Colômbia contra o narcotráfico e o terrorismo.
Fontes citadas pela agência DyN, por sua vez, informaram que a reunião na Argentina tem o objetivo de "reconstruir o cenário de diálogo" entre as nações sul-americanas.
"Não se pode ir ver o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com uma foto de Quito, onde um presidente (Álvaro Uribe) não está e o outro (o venezuelano Hugo Chávez) pronunciou palavras em alto tom sobre a situação", disseram as mesmas fontes.
Na reunião da última segunda-feira, Chávez falou sobre "os ventos de guerra" ao se referir à eventual presença dos EUA na região. O encontro entre os 12 líderes sul-americanos, proposto por Cristina, é considerado também uma preparação à cúpula da ONU, que acontecerá em setembro e quando os mandatários pretendem se reunir com Obama.
Uribe "não impôs nenhuma condição" para assistir ao encontro de Bariloche, informou a agência DyN, que acrescentou que, pelo contrário, este diálogo deverá ser amplo.
Ontem, o comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla de León, anunciou que o acordo deveria ser assinado neste fim de semana. "Se Deus nos ajudar, [o convênio] estará pronto para os trâmites burocráticos, dentro da soberania de cada nação", declarou na ocasião.
(ANSA)
Já não é a primeira vez no futebol brasileiro que acontece episódios de confusões entre jogadores por comportamento racistas.
Desta vez o lamentável acontecimento ocorreu no jogo no mineirão entre Grêmio e Cruzeiro pela Copa Libertadores da América. Durante a partida envolveram se em discussão o volante do Cruzeiro Elicarlos e o atacante Maxi López do Grêmio.Porém uma simples discussão no calor do jogo acabou-se transformando em caso de polícia porque o argentino Maxi Lópes foi acusado de racismo por chamar Elicarlos de macaco.
No término da partida o atleta do Cruzeiro denunciou Max López ao plantão policial no estádio que desempenhou seu papel e entrou no ônibus dos Gremistas para dar voz de prisão. Foi grande a confusão e teve segurança imobilizado e muita gritaria da comissão do Grêmio tentando evitar que a polícia entrasse no ônibus. Más nada pode ser feito e todos os jogadores do Grêmio foram para delegacia em defesa de Maxi López.
Nos próximos dias, o meia do Cruzeiro Wagner deverá ser ouvido pelo delegado responsável pelo caso. No depoimento de Elicarlos, ele citou que Wagner escutou o que Maxi disse em campo e saiu em sua defesa. O atacante argentino também poderá ser inquirido mais uma vez pela polícia. Não precisará voltar a Belo Horizonte, sendo ouvido através de carta precatória pela polícia gaúcha.
As atitudes do técnico Paulo Autuori, quanto ato de racismo de Maxi, também vem sendo muito criticada na capital mineira até mesmo pelos rivais atleticanos. Durante o depoimento do argentino na delegacia do Mineirão, Autuori disse para a delegada plantonista Roseli Baeta Neves:
– "Isso que vocês estão fazendo é uma palhaçada."
A delegada deu voz de prisão ao técnico Autuori que não ficou preso pela intervenção da direção do Grêmio, pedindo desculpas pelo treinador.
Os dirigentes do Grêmio disseram falaram em clima de guerra para o jogo de volta no olímpico na semana que vem. É esperar prá ver as atitudes dos jogadores e da torcida que não deve ser influenciada por esta vergonhosa passagem.