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Escolha do Papa Jorge Bergoglio causa surpresa entre os argentinos

NOVO PAPA FRANCISCO É ARGENTINO
Houve buzinaços em Buenos Aires assim que as emissoras de televisão locais informaram que o cardeal, de 76 anos, será o novo pontífice, com o nome de Francisco.

Bergoglio era tido como "descartado" devido à sua idade, considerada "avançada para ser papa". Porém ele que o conhece afirmam ser uma pessoa muito carismática e extremamente humilde.

Em seu primeiro discurso como papa, diante de uma praça São Pedro lotada de fiéis, Bergoglio agradeceu seu antecessor, Bento 16, por seu trabalho pela Igreja e pediu que o mundo entre em "um novo caminho de amor e fraternidade". Ele também pediu que os fiéis rezem por seu papado.

Bergoglio é considerado um homem "austero", e suas homilias tiveram grande repercussão na Argentina nos últimos governos.

Nas homilias ele várias vezes destacou a importância da inclusão social e indiretamente criticou os governos que "não prestavam atenção aos excluídos".

"Surpresa, Bergoglio é papa. Estamos arrepiados", disse o enviado especial da emissora de televisão TN, de Buenos Aires.

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Meninas cristãs e hinduístas são raptadas e abusadas no Paquistão

Fontes da sociedade civil e da Igreja Católica no Paquistão relataram à Agência de notícias Fides um crime que atinge diretamente jovens pertencentes a minorias religiosas do país. A denúncia é de que, a cada ano, no Paquistão, cerca de mil meninas cristãs e hinduístas são raptadas, estupradas e obrigadas ao casamento islâmico por radicais muçulmanos.

A discriminação contra o sexo feminino começam ainda na infância. Dificilmente as meninas  concluem a escolaridade básica e muitas vezes muito novas são separadas de sua família. Elas são exploradas e maltratadas aos olhos do mundo que pouco tem feito para  colaborar para a extinsão desta arcaica cultura.

O Afeganistão é o pior país para se viver  para crianças e mulheres mesmo depois de anos da derrubada do regime fundamentalista Taleban. Muitas escolas que aceitam meninas ainda são atacadas das maneiras mais covardes possíveis, como envenenamento das alunas com gás, com ácido, queimaduras etc.

A corroborar as informações também a “Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão”, segundo a qual “às minorias religiosas não é garantida a justiça dos tribunais, uma grande lacuna no Estado de Direito, e essa é uma das principais causas de sofrimento e de perseguição”.

Além disso, as mulheres, no Paquistão, vivem em condições de inferioridade. Somente 8% delas recebe instrução formal e mesmo os fetos do sexo feminino são, muitas vezes, abortados.

Uma lista de nomes e histórias foi entregue à Fides, contando os casos de meninas que foram tiradas à força das suas casas e submetidas a violências físicas e psicológicas, conversões forçadas ao islamismo e casamentos forçados no rito dessa religião. Todas elas entre os 12 e os 20 anos. (ED)

Igreja Presbiteriana ordena primeiro pastor homossexual

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos ordenou oficialmente pela primeira vez um pastor assumidamente homossexual.

Scott Anderson, de 56 anos, natural de Madison, no Wisconsin, foi hoje ordenado pastor numa cerimónia que contou com presença de centenas de apoiantes.

Ao afirmar que pensou que este dia nunca chegaria, Scott Anderson referiu, em declarações à WISC-TV, estar grato pela oportunidade.

Scott Anderson serviu como pastor em Sacramento, na Califórnia, de 1983 até 1990, altura em que um casal descobriu e ameaçou revelar a sua orientação sexual obrigando-o a renunciar ao posto que detinha na congregação.

A situação mudou, em Maio do ano passado, quando a assembleia nacional da Igreja Presbiteriana concordou em levantar a proibição, abrindo caminho à sua ordenação.

"Quem conhece Scott vê seu extraordinário dom de ministério, a sua capacidade de pregar a palavra, sua compaixão, sua humildade", disse Jennifer Sauer, 41 anos, que frequentava a igreja de Anderson.

Em entrevista recente, Anderson, 56, lembrou que escondeu sua sexualidade de 1983 a 1990, quando renunciou depois de um casal descobrir que ele era gay e tentar usar as informações contra ele.

"Esse foi realmente o melhor e o pior momento da minha vida", disse Anderson. "Foi o melhor porque eu era capaz dizer, pela primeira vez, quem eu era. Mas havia também a tristeza de deixar o que eu amava."