Bispo brasileiro em Fátima: migrante é riqueza, não um problema
7 de Setembro Independência do Brasil
Conforme destaca o site Wikipédia denomina se a Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX.
Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.
A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.
A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.
A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.
Leia Também:
-Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
-A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial
-A história do descobrimento do Brasil
Imigrantes africanos são presos no Centro de Identificação e Expulsão da Itália
Um grande tumulto ocorreu na noite de ontem no Centro de Identificação e Expulsão de Milão e 14 imigrantes acabaram sendo presos pela polícia italiana.
Os detidos são cinco mulheres, quatro da Nigéria e uma da Gâmbia, e nove homens, sendo quatro do Marrocos, três da Argélia, um da Costa do Marfim e um de Portugal. Todos são acusados de violência e resistência contra oficiais públicos, dano agravado e incêndio doloso.
O grupo teria incendiado colchões, quebrado vidros e lançado objetos contra as forças de segurança, além de causar ferimentos leves em 11 agentes.
A nova lei de segurança do país, em vigor desde o último sábado, autoriza a detenção de imigrantes ilegais nestes centros por um período de dois a seis meses. Entre outras coisas, a norma também permite que civis façam rondas e denunciem estrangeiros.
Na primeira semana de aplicação da lei, 21 imigrantes foram denunciados em Turim por clandestinidade, segundo o Comitê Provincial para a Segurança e Ordem Pública.
O procurador-geral de Turim, Giancarlo Caselli, advertiu sobre o risco de "entupimento do sistema judiciário". "Quando os vários casos forem tratados, será necessário uma potenciação das estruturas para lidar com a carga de trabalho", comentou Caselli.
(ANSA)
Imigrantes enviam 94 milhões de euros para Cabo Verde
Os imigrantes cabo-verdianos transferiram em 2008 para o seu país 10,42 mil milhões de escudos (cerca de 94 milhões de euros), um acréscimo de 2,6 por cento em relação ao ano anterior, soube a PANA segunda-feira na cidade da Praia de fonte oficial.
De acordo com o Banco de Cabo Verde (BCV), o montante global das remessas dos imigrantes continua, tal como nos anos anteriores, a situar-se em cerca de 9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, estimado em 2007 em 115 mil 200 milhões de escudos (1.044 milhões de euros).
O BCV adiantou que a comunidade cabo-verdiana em Portugal lidera os envios de dinheiro com três mil e 138 milhões de escudos (cerca de 28,4 milhões de euros), seguida dos seus compatriotas em França com dois mil e 276 milhões de escudos (20,6 milhões de euros).
Os Cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos da América enviaram 1,474 milhões de escudos (13,3 milhões de euros), enquanto os imigrantes na Holanda transferiram 1,206 milhões de escudos (10,9 milhões de euros).
Na lista das 11 maiores fontes de remessas de divisas para a Cabo Verde constam também as comunidades residentes na Itália, na Espanha, no Luxemburgo, no Reino Unido, na Suíça, na Alemanha e em Angola.
As remessas dos cerca de 520 mil imigrantes, contra os pouco mais de 450 mil cidadãos que vivem no arquipélago, têm contribuído decisivamente para o crescimento significativo que a economia cabo- verdiana regista desde o final da década de 1990.
panapress.com
Cabo Verde é um país africano, arquipélago de origem vulcânica, constituído por dez ilhas. Está localizado no Oceano Atlântico, a 640 km a oeste de Dacar, Senegal. Outros vizinhos são a Mauritânia, a Gâmbia e a Guiné-Bissau, ou seja, todos na faixa costeira ocidental da África que vai do Cabo Branco às ilhas Bijagós. Curiosamente, o cabo Verde que dá nome ao país não se situa nele, mas a centenas de quilômetros a leste, no Senegal.
Cabo Verde foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes ao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana. Foi colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975.
Mais informações:Wikipedia.org
Frei Galvão - filho de imigrante português
Filho de Antônio de França, imigrante português e capitão-mor de São Paulo, e Isabel Leite, bisneta de bandeirantes, Galvão nasceu em 1739 em Guaratinguetá, interior paulista. A data exata não é conhecida, pois a certidão de batismo foi queimada em um incêndio. O dia 25 de outubro foi reservado para ser o dia do santo porque, neste dia, há dez anos, ele foi beatificado pelo Santo Padre João Paulo II.
Na época, em discurso na Praça de São Pedro, em Roma, na Itália, o Papa se referiu ao frei brasileiro como "um homem que se dedicou com amor aos aflitos, doentes e escravos" e encerrou a cerimônia afirmando que "sua fé serve de estímulo para nós." O primeiro milagre do frei, que morreu em 1822, foi a cura de uma menina de 4 anos, em 1990. Ela estava internada com hepatite e, segundo a família, bastou ingerir as pílulas do santo para ficar boa.
A Igreja Católica, hoje, tem milhares de relatos de pessoas que dizem ter se curado através da mensagem nas pílulas do santo: "Permaneceste virgem depois do parto, Mãe de Deus, intercede por nós".
Distribuição de pílulas em todo o país
O Mosteiro da Luz, em São Paulo, manda, gratuitamente, cápsulas milagrosas de Frei Galvão para a casa dos fiéis em qualquer lugar do Brasil.
Para obter as pílulas do santo, basta mandar uma correspondência para o mosteiro. Dentro, deve-se colocar um outro envelope vazio para a resposta e enviar a frase: "Desejo receber as pílulas de Frei Galvão". É necessário colocar selo nos dois envelopes. Mosteiro da Luz - Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz, São Paulo (SP), CEP: 01102-000.
Médicos imigrantes reconhecidos em Portugal
Cerca de 150 médicos imigrantes vão ter a oportunidade de ver as suas habilitações reconhecidas em Portugal, no âmbito do programa “Integração Profissional de Médicos Imigrantes”, aprovado pelo Ministério da Saúde e desenvolvido em parceira com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Serviço Jesuíta dos Refugiados.
Estas duas instituições foram pioneiras num projecto deste tipo, que decorreu entre 2002 e 2005 e permitiu que 106 médicos recebessem o certificado de equivalências que lhe permite trabalhar.
O russo Sergey Borisushkin e a moldava Ludmila Sirghi são apenas dois dos médicos que já viram as suas licenciaturas reconhecidas. Os dois estão na faculdade a concluir as suas especializações.
Prêmio Empreendedor Imigrante do Ano 2008
A Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes, criada para promover e divulgar os princípios básicos comuns para a integração de imigrantes definidos pela Comissão Europeia, quer premiar imigrantes que constituam exemplos de integração inovadora na sociedade Portuguesa.
Está aberto o novo concurso destinado a imigrantes, a residir em Portugal há mais de 5 anos, e que se tenham distinguido pelo papel empreendedor e responsável no contexto da sociedade portuguesa.
São destinatários do Concurso imigrantes que à data da candidatura tenham autorização de residência em Portugal e sejam residentes no país há mais de cinco anos e que à data do início da residência em não fossem cidadãos da União Européia e detenham um perfil que se enquadre nos objetivos do concurso.
O Prémio tem o valor de €20 000 (vinte mil Euros) e será entregue a 18 de Dezembro, Dia Internacional dos Imigrantes, numa cerimónia pública a realizar na Fundação Calouste Gulbenkian.
O prazo para entrega de candidaturas termina a 5 de Setembro de 2008.
Informações
Tel: 21 782 35 47/202
E-mail: plataforma.imigracao@gulbenkian.pt
Prêmio Empreendedor Imigrantes
Resultado da pesquisa dos imigrantes
Fiz uma pesquisa para saber a descendência do público que visita o meu meu blog.
A pergunta: Você é descendente de:
Resultado da pesquisa:
Italianos - 38%
Portugueses - 25%
Alemães - 13%
Japoneses - 9%
Espanhóis - 6%
Ucranianos - 6%
O resultado é meramente ilustrativo, não representa o percentual de descendentes existente no país nem tampouco os números exatos dos frequentadores do blog. Pois pode ocorrer de algumas pessoas votarem mais de uma vez. Mas
Obrigado aos frequentadores do blog que porventura tenha participado desta pesquisa.
14 mil imigrantes em Portugal recebem subsídio de desemprego
Portugal acolhe meio milhão de imigrantes e destes 14 mil recebem o fundo desemprego.
O desequilíbrio de números mostra que ainda há muito a fazer neste campo, mas a situação tem vindo a melhorar com a diminuição da imigração ilegal como explica Francisco Madelino, presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional, citado pela «Rádio Renascença».
«Nos últimos anos, a relação que tem sido feita entre a legalização e o mercado de trabalho, tem pressionado os empregadores que precisam em muitas atividades destas pessoas, facilitando a sua legalização», justifica.
Qualquer imigrante pode ter acesso ao fundo desemprego. As regras são iguais para portugueses e estrangeiros, só é preciso estar legalizado e ter um contrato de trabalho.
A construção civil e restauração são os setores onde há mais trabalhadores estrangeiros a beneficiar deste subsídio.
Agencia Financeira
A Festa do Divino Espírito Santo foi criada pelos alemães
A festividade do Divino Espírito Santo é oriunda dos Estados Alemães onde, inicialmente, foram praticadas durante a dinastia dos Othons e destinava-se a lançar fundamentos de uma instituição, que, na forma de um banco, formado de esmolas, acudisse os pobres nos anos de penúria. E como os invocantes eram reis os festejos conservaram os aspectos de realeza.
Da divindade que invocavam, do invocante que tomara a iniciativa, nasceram os festejos religiosos que a confraria imperial votava ao culto do Espírito Santo, costume este, que se propagou por toda a Europa.
Na França, a festa foi facilmente difundida. A folia do Divino, assimilada rapidamente, foi chamada “Folias do Bispo Inocente”, solenizada anualmente em São Martinho , de Tours. Daí à Península Ibérica, Portugal e suas colônias foi questão de tempo.
Em Portugal, nos começos do século XIII, a devoção ao Divino Espírito Santo é instituída sob a forma de festa pela Rainha Dona Isabel de Aragão, esposa do Rei Dom Diniz. Ela foi, em vida, grande protetora dos humildes e da religião católica apostólica romana. Para se ter uma idéia, em 1320, não se encontrava, em terras de Portugal, mais que uma capela e quatro hospitais debaixo da invocação do Divino Espírito Santo.
Em Portugal continental a devoção se alastrou e alcançou seu ponto culminante na era das Grandes Descobertas, ou seja, no século XV. De Portugal continental para as suas Colônias e Possessões dependeu, unicamente, do movimento colonizador.
A introdução da festa do Divino Espírito Santo, no nosso Brasil é tão velha quanto a colonização lusa. A Festa do Divino chegou ao Brasil no século XVI e há indícios de que, no Maranhão, ela tenha chegado com os açorianos entre 1615 e 1625. É uma das manifestações folclóricas mais ricas do estado. As mais famosas são as que acontecem no eixo São Luís - Alcântara. Apesar da origem comum e pequena distância entre as duas cidades, há algumas diferenças entre suas comemorações.
Em São Luís, o culto é marcado pelo sincretismo religioso. As tradição trazida pelos portugueses recebeu contribuições das culturas indígenas e, principalmente, africanas.
O evento não acontece na data tradicional e não há uma só festa na cidade. Cada comunidade faz a sua celebração em terreiros de mina diferentes. A Festa do Divino em São Luís está associada não só ao Espírito Santo mas também a outros santos católicos e de casas de culto afro-maranhenses.
Uma das mais famosas festas da cidade acontece na Casa de Fanti-Ashanti, fundada em 1958 por Pai Euclides, um dos pais-de-santo mais conhecidos e respeitados de São Luís. É o único terreiro de candomblé da região, o que influencia fortemente os demais ritos e celebrações que acontecem na Casa. Ali, A Festa do Divino acontece no primeiro domingo de julho, quando as tocadoras de bombos ou caixeiras, que participam de várias festas na região, encontram-se disponíveis para o evento.
O webdoc sobre a Festa do Divino registrou o evento em julho de 2001 na Casa Fanti-Ashanti. Além da entrevista com Pai Euclides e com o pároco da comunidade do Cruzeiro do Anil, o vídeo mostra o caminho percorrido pelos fiéis, da igreja para o terreiro. Apesar das claras influências africanas, várias características se mantém, como a representação do imperador que preside os rituais durante todo o tempo, a missa, a procissão e a partilha de alimentos.
A origem da cerveja no Brasil
No Brasil a cerveja demorou a chegar, pois os portugueses temiam perder o filão da venda de seus vinhos. A cerveja chegou ao Brasil em 1808 trazida pela família real portuguesa de mudança para o então Brasil colônia. Consta que o rei, apreciador inveterado de cerveja, não podia ficar sem consumir a bebida.
Logo ao chegar, dom João decreta a abertura dos portos às nações amigas, abolindo o monopólio comercial luso. A vida econômica muda radicalmente. O séquito real amplia a demanda de bens de consumo e aumenta as despesas públicas. O comércio se diversifica com a inundação de produtos estrangeiros suntuários e o príncipe toma medidas de incentivo à indústria.
Dom João revoga o alvará de 1785, que proibia as manufaturas brasileiras e autoriza a instalação de tecelagens, fábricas de vidro e de pólvora, moinhos de trigo e uma fundição de artilharia. Também facilita a vinda de artesãos e profissionais liberais europeus, inclusive médicos e farmacêuticos.
Até o final da década de 1830, a cachaça era a bebida alcoólica mais popular do País. Além dela, eram importados licores da França e vinhos de Portugal, especialmente para atender à nobreza. Nesse período a cerveja já era produzida, mas num processo caseiro realizado por famílias de imigrantes para o seu consumo.
Devido à grande influência comercial que a Inglaterra exercia sobre Portugal nessa época, as cervejas inglesas dominaram o mercado brasileiro até os anos 1870. No final do século, quando a importação voltou a crescer, a preferência passou a ser pela cerveja alemã, que vinha em garrafas e em caixas, ao contrário das inglesas, acondicionadas em barris. A cerveja alemã se contrapunha à inglesa: era clara, límpida, conservava-se melhor e agradava mais ao paladar da época. O período áureo da cerveja alemã não foi longo, já que em 1896 os impostos de importação foram quadruplicados.
Mas o desenvolvimento cervejeiro não foi só exercido em fábricas, o grande impulso foi sempre executado domesticamente e principalmente pelas mulheres, já que a atividade de fabricação da cerveja era uma atividade da cozinha, este produto artesanal não era destinado ao comércio e sim para o consumo das famílias. Isto facilmente se comprova através da historia da imigração no Brasil.
A desigualdade na distribuição de terras no Brasil colonial
Logo após o descobrimento do Brasil (1500), a coroa portuguesa temendo invasões estrangeiras no território brasileiro, por corsários e piratas ingleses, franceses e holandeses que viviam saqueando as riquezas da terra recém descoberta, resolve colonizar o Brasil e administrar de forma eficiente.
Entre os anos de 1534 e 1536, o rei de Portugal D. João III resolveu dividir a terra brasileira em faixas, que partiam do litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Estas enormes faixas de terras, conhecidas como Capitanias Hereditárias, foram doadas para nobres e pessoas de confiança do rei. Estes que recebiam as terras, chamados de donatários, tinham a função de administrar, colonizar, proteger e desenvolver a região.
Cabia também aos donatários combater os índios de tribos que tentavam resistir à ocupação do território. Em troca destes serviços, além das terras, os donatários recebiam algumas regalias, como a permissão de explorar as riquezas minerais e vegetais da região.Estes territórios seriam transmitidos de forma hereditária, ou seja, passariam de pai para filho. Fato que explica o nome deste sistema administrativo.
As dificuldades de administração das capitanias eram inúmeras. A distância de Portugal, os ataques indígenas, a falta de recursos e a extensão territorial dificultaram muito a implantação do sistema. Com exceção das capitanias de Pernambuco e São Vicente, todas acabaram fracassando. Desta forma, em 1549, o rei de Portugal criou um novo sistema administrativo para o Brasil: o Governo-Geral. Este seria mais centralizador, cabendo ao governador geral as funções antes atribuídas aos donatários.
Embora tenha vigorado por pouco tempo, o sistema das Capitanias Hereditárias deixou marcas profundas na divisão de terra do Brasil. A distribuição desigual das terras gerou posteriormente os latifúndios, causando uma desigualdade no campo. Atualmente, muitos não possuem terras, enquanto poucos possuem grandes propriedades rurais.
Principais Capitanias Hereditárias e seus donatários: São Vicente (Martim Afonso de Sousa), Santana, Santo Amaro e Itamaracá (Pêro Lopes de Sousa); Paraíba do Sul (Pêro Gois da Silveira),Espírito Santo (Vasco Fernandes Coutinho), Porto Seguro (Pêro de Campos Tourinho), Ilhéus (Jorge Figueiredo Correia), Bahia (Francisco Pereira Coutinho). Pernambuco (Duarte Coelho), Ceará (António Cardoso de Barros), Baía da Traição até o Amazonas (João de Barros, Aires da,Cunha e Fernando Álvares de Andrade).
Estas foram as primeiras imigrações que se tem conhecimento em território brasileiro com o intuito de proteger as extensas terras brasileiras dos saqueadores. Os imigrantes neste caso que eram amigos da corte portuguesa na verdade recebiam imensos latifúndios sob o pretexto de protegê-los. Desde o início das divisões das terras no Brasil já percebemos como tudo começou de forma errada e desproporcional. Até os dias de hoje percebemos que ainda permanece na cultura do nosso povo a forma incorreta de proteger os amigos do rei.
Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole..
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.
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* Consulado Honorário de Portugal em Niteroi - RJ
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* Consulado Honorário de Portugal em Paranaguá - PR
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(vago)
* Consulado Honorário de Portugal em Petrópolis - RJ
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CEP 25620-000 - Petrópolis - RJ
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(vago)
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Brasil e Portugal Dois Países e Uma Cultura
O Brasil foi descoberto pelos portugueses em 22 de Abril de 1500. Logo após o fato, os colonos passaram a se estabelecer na colônia, porém, de forma pouco significativa. De início, aqui foram deixados degredados (pessoas indesejáveis em Portugal, como ladrões e traidores, que tinham como pena o degredo no Brasil). Esses primeiros colonos foram abandonados à própria sorte e acabaram sendo acolhidos pelos grupos indígenas que viviam no litoral.
Os primeiros colonos portugueses começaram a chegar ao Brasil em maior número após 1530. A colônia foi dividida em capitanias hereditárias e as terras foram divididas entre nobres lusitanos.
A criação do governo-geral em 1549 atraiu muitos portugueses para a Bahia. A partir de então, a migração tornou-se mais constante. O movimento de portugueses para o Brasil foi relativamente pequeno no século XVI, mas cresceu durante os cem anos seguintes e atingiu cifras expressivas no século XVIII.
"É durante este século que se criam no Brasil uma importante conjunto de instituições desta comunidade. Calcula-se que entre 1822 e 1900 perto de 1 milhão de portugueses do Continente e das Ilhas terão emigrado para o Brasil."
Entre 1930 e 1945 Getúlio Vargas assume uma política proteccionista em relação aos imigrantes portugueses, que se mantém depois da sua queda. Entre 1900 e 1950 o Brasil recebeu 903.186 imigrantes legais portugueses. O valor real terá sido certamente muito superior.(1)
"No período entre 1950 e 1959 registam-se 237.327 imigrantes, valor que diminui na década seguinte para 73.267. Nos anos 70 a emigração para o Brasil tornou-se insignificante, só voltando a subir no período entre 1974/75, ligada ao processo de descolonização e ao derrube da ditadura. O Brasil acolheu então milhares de refugiados portugueses vindos das suas ex-colónias, mas também de Portugal."(1)
O Brasil tem o o maior respeito e maior consideração pelos nossos irmãos português. É impossível discorrer sobre a história de nosso país sem citar as várias contribuições que tivemos de Portugal. Muitos dos irmãos portugueses optaram por viver e escolher a nossa terra que naquele momento oferecia maiores perspectivas de sucesso pela variedade de negócios disponíveis.
Hoje ao contrário muito brasileiros estão escolhendo Portugal para viver. Mais a diferença é que os brasileiros que vão por lá trabalhar ficam pouco tempo e retornam para o Brasil.
Fonte: (01) Imigrantes Sapo


