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Embaixada confirma que brasileiros viram refugiados na Costa do Marfim

Entre 12 e 15 brasileiros estão em um campo de refugiados francês na Costa do Marfim, informou nesta quinta-feira (7) a embaixadora brasileira no país, Maria Auxiliadora Figueiredo. A nação africana está em guerra civil desde novembro de 2010, quando o presidente Laurent Gbagbo se recusou a transferir o poder a Alassane Ouattara após perder as eleições para o rival.

Nos últimos sete dias, o conflito se intensificou em Abidjã, centro econômico da Costa do Marfim. Forças leais a Ouattara voltaram a bombardear a residência oficial de Gbagbo, onde ele permanece protegido em um abrigo por oficiais que o apoiam.

Antes dos conflitos, havia no país cerca de 200 brasileiros, mas, como muitos já fugiram, ficaram aproximadamente 120.

A embaixadora brasileira contou que a situação da população é dramática e que há dias é impossível andar pelas ruas de Abdjã.

- Houve problemas com brasileiros em bairros onde houve pilhagens. Eles já foram colocados no campo que os franceses têm.

O local, que originalmente é um quartel do Exército francês e fica próximo ao aeroporto do de Abidjã, abriga cerca de 1.700 pessoas, entre franceses e estrangeiros de diversas nacionalidades. Cerca de 12 mil franceses moram na Costa do Marfim.

Maria Auxiliadora disse que é muito difícil ajudar os brasileiros, já que a embaixada não conta com carros blindados ou tanques. A saída tem sido buscar apoio de outras nações ou da ONU (Organização das Nações Unidas).

- Alguns [brasileiros] chegaram [ao campo] de carro. Hoje, como o de clima de guerra melhorou, não há pilhagem. Os brasileiros puderam sair e duas famílias foram dirigindo. [...] Ainda há dois ou três brasileiros que não conseguimos acudir, que não conseguimos que as forças francesas fossem até lá.

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Imigrantes africanos são presos no Centro de Identificação e Expulsão da Itália

Um grande tumulto ocorreu na noite de ontem no Centro de Identificação e Expulsão de Milão e 14 imigrantes acabaram sendo presos pela polícia italiana.

Os detidos são cinco mulheres, quatro da Nigéria e uma da Gâmbia, e nove homens, sendo quatro do Marrocos, três da Argélia, um da Costa do Marfim e um de Portugal. Todos são acusados de violência e resistência contra oficiais públicos, dano agravado e incêndio doloso.

O grupo teria incendiado colchões, quebrado vidros e lançado objetos contra as forças de segurança, além de causar ferimentos leves em 11 agentes.

A nova lei de segurança do país, em vigor desde o último sábado, autoriza a detenção de imigrantes ilegais nestes centros por um período de dois a seis meses. Entre outras coisas, a norma também permite que civis façam rondas e denunciem estrangeiros.

Na primeira semana de aplicação da lei, 21 imigrantes foram denunciados em Turim por clandestinidade, segundo o Comitê Provincial para a Segurança e Ordem Pública.

O procurador-geral de Turim, Giancarlo Caselli, advertiu sobre o risco de "entupimento do sistema judiciário". "Quando os vários casos forem tratados, será necessário uma potenciação das estruturas para lidar com a carga de trabalho", comentou Caselli.
(ANSA)