Sírio teria confessado plano para matar Obama na Turquia
Oficiais americanos levaram "muito a sério" um suposto plano para assassinar o presidente Barack Obama envolvendo um sírio detido na última sexta-feira na Turquia, segundo afirmaram dois oficiais próximos do caso à CNN. O governo turco confirmou nesta terça-feira, 7, que a polícia deteve um homem depois de receber uma denúncia de que ele planejava matar o presidente americano, mas o liberou sem registrar acusações.
As fontes ouvidas pela CNN reforçaram que presidentes americanos frequentemente são alvos de ameaças e que todas são acompanhadas cuidadosamente, e que o homem detido não chegou a se aproximar de Obama durante seu giro pela Europa. Os oficiais disseram ainda que, sendo o primeiro presidente negro dos EUA, Obama recebe mais ameaças do que o considerado normal, mas que o incidente específico na Turquia não afetou sua agenda no país.
O oficial do governo turco, que falou sob anonimato, disse que a polícia deteve um suspeito na sexta-feira depois de receber um e-mail anônimo com o endereço do homem em Istambul. "Não era nada sério. A polícia deteve o homem e disse que ele era mentalmente perturbado", afirmou. "A denúncia não passou de um trote. O registro de IP de onde o e-mail foi enviado é dos Estados Unidos".
Fonte:http://www.estadao.com.br
A Imigração dos Árabes e Turcos se confundem na Historia
A Turquia é um país situado em parte na Europa, em fronteira com a Grécia e a Bulgária, e em parte na Ásia, em fronteira com a Síria, Iraque e Irã. Apesar de ter uma forte influência islâmica, não é um país árabe. Como um ponto geográfico estratégico entre o Ocidente e o Oriente desde o domínio romano, o território sofreu influência das culturas latinas, gregas, bizantinas, persa e, inclusive, árabe.
Mas o que explica a confusão que se faz no Brasil entre turcos e árabes foi o fato de durante muito tempo a Turquia ser o centro do que ficou conhecido de Império Turco-Otomano. No seu auge, entre os séculos XVI e XVII, chegou a abranger parte do norte da África, da atual Arábia Saudita e da Europa. “Ela tinha muita força, estava dentro de outra ocidentalidade. Ela se formou à custa de Roma Oriental, e teve uma série de vantagens comerciais entre os dois blocos da própria Turquia, a Turquia européia e a Turquia da Península.
Na primeira década do século XX, o Império passava por um desmantelamento (se extinguiria em 1922, com a proclamação da República), mas ainda dominava a Síria. Durante uma época todos os imigrantes que vinham região chegavam ao Brasil com passaporte turco.
Para esses imigrantes que chegavam ao Brasil, a lembrança de que sua terra estava dominada era dolorosa. No começo, era muito humilhante para eles ser chamados de turcos. O povo brasileiro em geral até hoje tem dificuldades para diferenciar os turcos do libanês, o sírio.
Os dados sobre o grupo de imigrantes árabes que chegou ao Brasil no começo do século XX são imprecisos. E se o objetivo for dividir a imigração síria da libanesa, a tarefa fica um pouco mais difícil. Era na verdade só a Síria. Então os primeiros que vieram vinham com passaporte turco, como se fosse da Síria, só que não dava para saber se eram sírios ou libaneses, porque não existia essa distinção.
O Líbano surgiu como país no ano de 1916, com o tratado de Sykes-Picot, firmado entre França e Grã-Bretanha, as duas grandes potências imperialistas da época. O tratado definiu as fronteiras que hoje conhecemos do Oriente Médio, incluindo a separação de Síria e Líbano.

