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A origem do Origami e sua chegada ao Brasil

Origami é uma arte milenar de origem japonesa, que tem como base a criação de formas através da dobradura de papéis, sem o uso de cortes.

Não se tem registro exato de quando surgiu o Origami, mas acredita-se ter sido um costume religioso de épocas antigas, quando as divindades, representadas em papel, decoravam os templos.A prática do Origami favorece a concentração, destreza manual e paciência, além da satisfação pessoal de poder criar formas apenas com um pedaço de papel.

Origami tem origem japonesa
O papel foi inventado pelos chineses por volta do ano 105, e suas técnicas de fabricação foram mantidas em segredo por séculos, pois a exportação desse material gerava altos lucros. No século VII, monges coreanos levaram a técnica para o Japão e, um século depois, os árabes obtiveram este segredo. Somente por volta do século XII a Europa veio a conhecer o processo, que dois séculos mais tarde já se espalhava por todos os reinos cristãos.

Embora essa arte tivesse origem na China, a partir do manuseio do papel, foi no Japão que converteu-se numa prática comum. No início, estava presente nas cerimônias religiosas, envolvendo as oferendas que se faziam nos templos xintoístas, com a função de separar o puro do impuro. Esses envoltórios, cada vez mais elaborados e atraentes fizeram que o origami de um meio passasse a ser um fim. Desse modo, as dobraduras foram sendo apresentadas de diversas maneiras, seguindo determinadas regras básicas, respeitadas por todos que dobravam.

Junto com a imigração japonesa veio a técnica de se fazer o origami noBrasil. 


Quando os japoneses imigraram para o Brasil, trouxeram com eles vários costumes japoneses que aqui procuraram preservar, entre eles, o Origami. Um destes imigrantes, chamado Takao Kamikawa, chegou com a família no ano 9 da era Showa para trabalhar nas fazendas de café. Dizem que ele costumava aos domingos reunir as crianças na Fazenda Barracão na cidade de Bauru e com pedaços de jornais que ele ajuntava e cortava em quadrados, entretia a criançada com figuras como "damashibune, hakama, tsuru, etc".

"Na década de 60, a Profa. Yachiyo Koda, começou a ensinar origami oficialmente pela Aliança Cultural Brasil-Japão e com apoio do Consulado Geral do Japão em SP, em várias cidades do Brasil. Realizou algumas exposições e participou de programas de TV."(http://www.kamiarte.com.br)




O japonês Jigoro Kano é o Criador do Judô

O judô é uma arte marcial que foi  criado no Japão em 1882 pelo mestre Jigoro Kano.


O judô é na verdade um resumo do Jiu-Jitsu antigo, especializando em técnicas de projeção e chão. Jigoro Kano criou, na verdade dois “judôs”. O Judô Kodokan masculino e o feminino. De acordo com o próprio Kano, a arte feminina era a perfeita, pois era mais técnica, sofisticada e englobava muitas coisas além da defesa pessoal.

Jigoro Kano criador do Judo
O objetivo de Jigoro Kano era selecionar as melhores técnicas do JiuJitsu e desenvolver um esporte menos violento e que contribuísse na formação e defesa do indivíduo. Não demorou muito para que este esporte se espalhasse pelo Japão e com o passar dos tempos ganhasse projeção internacional. No entanto, a história traiu Kano quando colocou o Judô nas olimpíadas.

No início, como as Olímpiadas eram só para homens, o Judô feminino criado por ele simplesmente desapareceu. Os lutadores, ou judocas, são divididos em duas categorias: principiantes (kiu) e mestres (dan). A cor da faixa altera de acordo com o grau de aprendizado. As ordem das faixas é: branca, azul, amarela, laranja, verde, roxa e marrom. Os mestres usam faixas pretas ou rajadas de vermelho e branco (grau máximo de um dan).

Conforme matéria da Revista Época de 9/05/2007 edição nº470 esta arte marcial chegou ao Brasil em pleno período da imigração japonesa."O primeiro registro histórico data do final do século XIX, quando marinheiros japoneses fizeram uma exibição de cerca de uma hora no porto de Santos", afirma Hitoshi Ogawa, 48 anos, técnico na Federação Paulista de Judô e espécie de depositário informal da história da modalidade no país. "Sou da terceira geração de judocas da família", diz ele, cujo avô, Ryuzo, chegou ao Brasil em 1934, com 52 anos de idade, justamente para ensinar judô, termo japonês criado com a justaposição de ju (flexível) e do (caminho).




Sumô um dos esportes de mais tradição do Japão atravessa dificuldades

O Sumô é um esporte tradicional japonês repleto de história que ainda é praticada profissionalmente no Japão.

Profundamente enraizado na história e tradição deste país o sumô inspira-se fortemente na religião xintoísta do Japão, com rituais dentro e fora do ringue, como jogar sal no chão para a purificação.

A carne explode contra a carne como dois homens gigantescos se colidindo tentando empurrar-se mutuamente de um círculo de 16 metros quadrados. 

Lutadores treinados são condicionados por meio de técnicas simples empurrando uns contra os outros. No entanto o sumô  está passando por um momento difícil com seus fãs diminuindo especialmente entre os jovens, que são atraídos por esportes populares, como baseball e futebol.

Em cima de uma diminuição da audiência pelo esporte, houve acusações de corrupção e até mesmo a morte de um estagiário .

Reconstruir o sumô como um esporte grandioso que sempre foi no Japão não tem sido tarefa fácil, porém as autoridades tem se esforçado para trazer de volta este esporte que remonta as tradições japonesas.

O Japão como uma nação tem tradição de superar grandes traumas e reconduzir seu povo em busca de novos horizontes. Por isso acreditamos que os lutadores de sumô conseguirão reconquistar a sua reputação, bem como elevar o espírito do povo.

Lutadores pertencentes a uma região do Japão que tiveram a área totalmente devastada pelo terremoto de 11 de Março, voltaram a treinar o sumô para inspirar os seus compatriotas.

Consulado está retirando brasileiros da área afetada por terremoto e tsunami

O Consulado do Brasil no Japão promete que irá retirar os brasileiros que estão nas áreas atingidas pelo terremoto seguido de tsunami levá-los para Tóquio. O Cônsul Antônio Carlos Coelho da Rocha afirmou que o trabalho será realizado primeiro nas cidades de Sengai, destruída pelas ondas gigantes, e Fukushima, onde estão instaladas as usinas nucleares que explodiram.

Ainda de acordo com Cônsul, dois ônibus serão utilizados no resgate e os brasileiros ficarão hospedados em hotéis na capital Tóquio. “Temos que localizá-los, ver quem são, e saber se eles vão querer ser transferidos”, disse.

A missão está levando também água, medicamento e alimento para os brasileiros que vivem nas cidades afetadas. O consulado informou ainda que o resgate será feito de acordo com as necessidades. Cerca de 400 brasileiros vivem nas áreas afetadas.

Terremoto

Na última sexta-feira, um terremoto de 8,9 de magnitude atingiu o Japão. O tremor foi seguido de um tsunami que atingiu a Costa do Pacífico.

O epicentro ocorreu na costa próxima à província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital. Até esta segunda-feira, mais de 300 tremores atingiram o país. Cientistas acreditam que o país vai continuar sofrendo réplicas do grande terremoto até a próxima quarta-feira.

Pelo menos 3,3 mil pessoas morreram e outras 6,7 mil estão desaparecidas, segundo balanço da emissora de TV pública japonesa NHK.


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Terremoto de 8,9 graus no Nordeste do Japão gera tsunami de 10 metros

A costa nordeste do Japão foi sacudida nesta sexta-feira por um terremoto com magnitude de 8,9 graus na escala Richter que gerou uma tsunami de dez metros que arrastou carros e construções nas cidades litorâneas perto do epicentro.

Segundo a polícia, entre 200 e 300 corpos já foram encontrados. É o maior tremor já registrado na história do país, que mantém dados sobre abalos há 140 anos. De acordo com o embaixador do Brasil no Japão, Marcos Galvão, não há registro de brasileiros mortos ou feridos na tragédia. Segundo ele, há 254 mil brasileiros no país, mas a maioria se concentra em Tóquio. O maremoto atingiu o estado americano do Havaí, no Pacífico, e a Indonésia.

O terremoto aconteceu às 14h46m (2h46m no horário de Brasília). O epicentro foi localizado a 24 quilômetros de profundidade e a 130 quilômetros a leste da cidade de Sendai. O abalo foi seguido por uma série de réplicas, entre elas uma com uma magnitude de 7,4 graus.

Em Tóquio, os prédios oscilaram violentamente. A cidade ficou sem transporte público, com os serviços de telefone celular instáveis e algumas construções em chamas.

Após o tremor, a tsunami arrasou tudo o que encontrou em sua passagem pela costa japonesa, incluindo casas, carros, prédios incendiados e embarcações. Cerca de quatro milhões de casas estão sem energia elétrica em Fukushima. 


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Embratur leva o Brasil ao Japão em evento de turismo

Dando segmento ao calendário de participação em feiras internacionais de turismo, o Ministério do Turismo (MTur), por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) marca presença na JATA (World Tourism Congress & Travel Fair), evento da associação de agentes de viagens do Japão, que começa na próxima sexta-feira (18) e segue até o domingo (20), em Tóquio.

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, participam do evento e de reuniões estratégicas com os presidentes das principais operadoras de turismo do Japão e da empresa aérea JAL (Japan Airlines).

Presente no evento desde 2003, o Brasil participará desta edição por meio da parceria com os demais países que compõem o MERCOSUL: Argentina, Paraguai e Uruguai.

No estande brasileiro estarão também os órgãos oficiais de turismo do Amazonas, de Foz do Iguaçu e do Mato Grosso do Sul. “Trata-se de uma excelente oportunidade para estreitar o relacionamento dos operadores com os destinos brasileiros”, conta o executivo do Escritório de Promoção Turística do Mercosul no Japão, Laércio Branco.

O Japão é o 16º maior emissor de turistas para o Brasil, sendo o principal emissor asiático. Em 2008, foi registrada a entrada de 81.270 turistas japoneses no Brasil, 28% a mais que no ano anterior.

A entrada de turistas japoneses no Brasil contrariou os resultados gerais de viagens internacionais realizadas naquele país. Dados oficiais da JATA mostram que, em 2007, o Japão teve 17,2 milhões de turistas em viagens para destinos internacionais, enquanto em 2008, este número baixou para 16 milhões.

De acordo com o Estudo de Demanda Turística, 68,6% dos japoneses que visitam o Brasil estão em busca de Natureza, Ecoturismo ou Aventura, permanecem, em média, 22 dias no País e gastam US$ 64,3 por dia. Atualmente, Brasil e Japão estão ligados por três voos diretos semanais, que oferecem quase mil assentos por semana.

Desde 2005, o Mercosul possui um escritório no Japão, que colabora para que os países membros sejam destinos estratégicos das principais operadoras de turismo do mercado.
(ASCOM Ministério do Turismo)

Japão - Crise mundial afeta o emprego dos Dekasseguis

Ir para o exterior e conseguir um bom trabalho e fazer o “pé-de-meia” já foi o sonho de muita gente, principalmente os que emigraram para o Japão. Mas hoje a realidade é outra e a crise internacional está acabando com este sonho.

A crise se agravou de tal forma que os administradores japoness ligavam para os empregados pedindo que não fossem à fábrica, pois não havia serviço.

A falta de emprego não é o único problema enfrentado pelos dekasseguis, (expressão utilizada para denominar os que deixam a terra natal para trabalhar temporariamente no Japão, independente de terem ascendência oriental).Há brasileiros com dificuldade de retornar por não terem o visto da embaixada americana. Regra imposta a todos os estrangeiros, cujo avião faz escala nos Estados Unidos.

Com o anúncio oficial de que a economia do país está em recessão, as montadoras de veículos e fábricas de eletrônicos, principais pilastras da economia do Japão e também fontes de emprego dos dekasseguis, não param de anunciar quedas na produção e a diminuição de trabalhadores temporários.

O maior parceiro econômico do país asiático são os Estados Unidos, que já não consomem tanto. O mercado interno também não consegue absorver a alta produção. Como resultado, um grande número de brasileiros acaba recebendo a carta de demissão.

A grande quantidade de mão-de-obra parada também fez com que as poucas fábricas que ainda estão contratando se tornassem mais exigentes.

"Se antes, não exigiam o conhecimento da língua japonesa, agora passaram a exigir. Se aceitavam pessoas de até 55 anos, hoje, contratam somente quem tem até 45", explica Marcos Sakashita, 41 anos, da empreiteira K.K. Toki, de Okazaki, província de Aichi. Os salários também já não são os mesmos. Um trabalhador do setor de autopeças, um dos que mais atrai os homens brasileiros, ganha por hora até US$ 13. Agora, as vagas são em outras áreas, como a de alimentos e hotelaria, e cujo valor por hora não ultrapassa os US$ 8.

Você cumpriria as ordens e soltaria a bomba sobre Hiroshima e Nagasaki?

No fatídico dia 06 de Agosto de 1945, movidos além de tudo por um sentimento de ódio e de vingança pelo ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, aviões americanos atacaram com armas nucleares a cidade de Hiroshima, a sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, que até o fim do ano de 1945, decretou a morte de aproximadamente 150 mil japoneses, dos quais apenas 20 mil eram militares.

Não satisfeitos com tamanha atrocidade e apenas três dias depois do primeiro ataque, como se fosse possível preparar uma declaração total de rendição incondicional em três dias, os americanos atacaram a segunda cidade-alvo no dia 09 de agosto. Nagasaki e seus 175 mil habitantes foram a vítima de Fat Man, segunda e mais poderosa bomba, que vitimou aproximadamente 70 mil seres humanos na contabilidade macabra feita em dezembro de 1945.
O tenente-coronel americano Paul Tibbets entrou para a História aos 30 anos ao pilotar o avião que carregava a primeira bomba atômica usada contra seres humanos, sobre Hiroshima, no Japão. Foi Tibbets quem batizou o bombardeio B-29, e homenageou a própria mãe, Enola Gay. O apelido da bomba era mais genérico: Little Boy, garotinho. “Fui designado para fazer um trabalho e não permiti que sentimentos pessoais interferissem na missão”, disse ao Miami Herald em 1970.

O piloto Tibbets, que se retirou da Aeronáutica em 1966, como brigadeiro, afirmou várias vezes que nunca se arrependeu da missão e nunca deixou de dormir bem à noite. Morreu dia 30 de outubro de 2007 aos 92 anos, de falência múltipla de órgãos. A seu pedido, não houve funeral nem lápide no cemitério, “para não oferecer a seus detratores um local para protestar”.
Muitas perguntas passam por nossa cabeça e começamos analizar o que realmente poderia ter acontecido ou ter se sido evitado naquele dia. Mesmo com o Japão cometendo tantas atrocidades e em meio a uma guerra sangrenta, sem dúvida, a decisão dos ameriacanos de construir a bomba e de usá-la para matar em massa foi uma catástrofe. Certamente se a gueera continuasse como antes poderia se evitar a morte de muitos civís, entre eles, mulheres e crianças inocentes.

Harry Truman, na presidência dos Estados Unidos por morte de Roosevelt, na noite de 5 de Agosto prepara-se para jantar aguardando a confirmação sobre o lançameno da bomba atômica sobre os japoneses na manhã do dia 06.
Harry Truman recebeu por telefone especial a notícia da mensagem, tão simples, transmitida à base de Tinian do céu de Hiroshima, pelo comandante do bombardeiro: "Vi a cidade, está destruída". Harry Truman retomou o seu jantar como se nada tivesse acontecido.

- Digamos que Tibbets deixasse de cumprir as ordens do mais alto comando militar americano, o que poderia ter acontecido com ele?

- O mesmo seria punido de maneira exemplar e poderia até mesmo pagar com sua própria vida. Será que ele chegou a pensar nisso ou não titubeou e soltou a bomba?

- Será que o Japão teria se rendido e a segunda guerra mundial teria terminado em seguida?

Para aqueles que crêem em Deus onipotente acima de todas as coisas, acreditam que os culpados serão julgados pelos atos cometidos. Para aqueles que não acreditam em julgamento final, eles simplesmente passarão dessa vida impunes, apesar de todo mal que causaram para toda a humanidade.

Praça do Japão em Curitiba

Lago de carpas na Praça do Japão, no bairro de Água Verde, em Curitiba. Ao fundo, o Memorial da Imigração Japonesa.

Numa área bem arborizada de 14 mil m², no bairro de Água Verde, está a Praça do Japão. Uma homenagem à imigração japonesa em Curitiba. Seu projeto foi iniciado em 1958 e a Praça concluída em 1962. Uma reforma, em 1993, incluiu o Portal Japonês e o Memorial da Imigração Japonesa.
A Praça do Japão segue as linhas tradicionais dos jardins japoneses. Possui lago de carpas, 30 cerejeiras enviadas do Japão, cerimônia de chá (às quintas) e museu

O Buda na Praça do Japão. O budismo é praticado por cerca de 55% dos japoneses. Buda é um título atribuído a qualquer entidade que alcance o nirvana: um estado de plenitude espiritual. O primeiro Buda foi Sidarta Gautama (480-400 a.C.), o fundador histórico do budismo. Estima-se que 300 milhões de pessoas pratiquem o budismo em todo o mundo.

A imigração japonesa no Brasil teve início em 1908, num acordo entre os governos do Brasil e do Japão. Em 28 de abril daquele ano, 781 japoneses partiram de Kobe, no Japão, à bordo do navio à vapor Kasato Maru. A maior parte dos japoneses saíram das cidades de Okinawa, Kagoshima, Fukushima e Hiroshima. Chegaram ao porto de Santos em 18 de junho de 1908, após 52 dias de viagem. Dirigiam-se, principalmente, às lavouras cafeeiras de São Paulo e norte do Paraná. Depois desses pioneiros, milhares de imigrantes japoneses continuaram a chegar ao Brasil.

No Paraná, as cidades de Maringá e Londrina são as que concentram o maior número de descendentes de imigrantes japoneses. Em Curitiba, muitos japoneses chegaram a partir de 1915, estabelecendo-se, principalmente, nos bairros de Uberaba, Campo Comprido, Santa Felicidade e Araucária. Hoje, existem cerca de 35 mil descendentes de japoneses em Curitiba.

Governo de SP acha lista de passageiros de imigrantes do Kasato Maru

Um importante documento para a história da imigração japonesa no Brasil que completou cem anos em junho passado estava perdido em uma das caixas Arquivo Público do Estado de São Paulo. Trata-se da lista com a identificação dos primeiros imigrantes daquele país que embarcaram, rumo ao Brasil, no navio Kasato Maru. Os pesquisadores já conheciam a lista feita na chegada ao Brasil, mas não a feita na saída do Japão.

"Foi uma coincidência mesmo. Fazíamos um levantamento em 386 caixas de requerimentos da Secretaria de Agricultura, que cuidava da imigração no final do século 19 e no século 20, quando encontramos o documento. Ele está bastante conservado", relata Sonia Troitiño, diretora do Arquivo Permanente.

Quem assina a lista é um funcionário do Consulado do Brasil em Yokohama, em 30 de abril de 1908. Na carta endereçada ao então secretário estadual de Agricultura, a autoridade que, na época, era responsável pelas imigrações, ele explica que há falhas na lista e que não pôde corrigi-las "por falta de tempo".
Mais detalhes:Folha Online

Caso queiram consultar os documentos originais clik aqui ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - KASATO MARU

Começa a reunião do G8 - Japão

Toyako (Japão), (EFE).- Os líderes do G8 (os oito países mais ricos e a Rússia) se preparam para iniciar em Hokkaido (norte do Japão) sua cúpula anual, de três dias de duração, na qual debaterão a situação econômica, a crise alimentícia e a mudança climática. Em um dia chuvoso e sob forte proteção policial, os governantes dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Alemanha e Rússia foram recebidos um a um pelo anfitrião, o japonês Yasuo Fukuda, na entrada do luxuoso hotel Windsor, onde posaram para os fotógrafos antes de iniciar as sessões de trabalho. Participam também nesta primeira sessão, centrada no desenvolvimento da África, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick; o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; e os chefes de Governo da Argélia, Etiópia, Gana, Nigéria, Senegal, África do Sul e Tanzânia.


O primeiro dia será dedicado ao desenvolvimento da África, pois um dos objetivos marcados pela Presidência japonesa do G8 é promover o cumprimento dos objetivos do Milênio da ONU. O outro objetivo é marcar uma data para reduzir as emissões de gases causadoras do efeito estufa, com os japoneses pressionando para que seja um corte de 50% em 2050 e os europeus pela mais concreta de 20% em 2020, preferida também pelas organizações ambientalistas.Em qualquer caso parece difícil que seja alcançado um acordo vinculativo, além de marcar a desejada meta de 2050 sem muitas concretizações, pois Canadá e Estados Unidos não acreditam que a cúpula do G8 seja o fórum adequado.


Países emergentes como China e Índia, grandes emissores de gases do efeito estufa, não participam da cúpula do G8, mas estão convidados a participar nesta quarta-feira.A reunião dos países mais ricos acolherá esta vez líder de outros 14 países, entre eles os maiores emissores de CO2, e será realizada até quarta-feira em um luxuoso e isolado hotel no lago Toya, protegido por mais de 20.000 policiais desdobrados em toda a ilha de Hokkaido.


Em entrevista publicada hoje no jornal japonês "Yomiuri", Sarkozy diz que o G8 deveria promover o diálogo com as nações emergentes do G5, que é integrado por Brasil, China, Índia, África do Sul e México.
lambaritália

Naruhito celebra 100 anos da imigração japonesa no País

Está fazendo cem anos que os primeiros imigrantes japoneses desembarcaram no Brasil.. Para comemorar esta data tão importante para os dois países o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, 48 anos, filho mais velho do imperador Akihito, veio visitar o Brasil e cumprir uma agenda oficial de eventos que homenagearão as famílias de imigrantes japoneses.

Também em alusão à data, o Banco Central (BC)lança hoje 2 mil unidades de moeda comemorativa, que tem em um dos lados uma imagem do navio Kasato Maru, do outro a de uma descendente trabalhando na colheita de caqui, fruto introduzido no País pelos japoneses. A moeda não tem valor corrente e será vendida por R$ 24 nas sedes regionais do BC ou no Banco do Brasil.

O povo japonês é um povo ordeiro e trabalhador por natureza e em pouco tempo que estes imigrantes se encontravam no Brasil conseguiram juntar dinheiro e comprar suas próprias terras. É de se admirar a coragem deste povo que cruzaram os oceanos em busca da terra prometida. A busca por melhores condições de vida era a meta e não pensaram duas vezes para escolher o Brasil para viverem. Apesar do Japão ser um país de culturas e valores totalmente diferentes do nosso. Além disso, eles passaram muitas dificuldades, como não ter acomodações e moradias e por ficarem instalados em estábulos.

A alimentação foi outro problema superado pelos japoneses, que introduziram legumes como beterraba, brócolis e couve-flor ao cardápio local. Eles foram os pioneiros na plantação e o cultivo dessas leguminosas e trouxeram esta tradição para o Brasil.

Imigrantes relembram origens durante festejos típicos em São Paulo

Apresentações culturais e artísticas, além de praças de alimentação com comidas típicas, atraíram hoje (15) centenas de pessoas para as comemorações da 13ª Festa do Imigrante, na antiga hospedaria dos estrangeiros e atual Memorial do Imigrante, no bairro do Brás, Zona Leste de São Paulo. Durante os festejos, além de danças folclóricas da Alemanha, Paraguai e Hungria, ocorreu o lançamento de um livro sobre os 120 anos da hospedaria.

O livro, da historiadora Soraya Moura, relata um pouco das aventuras dos imigrantes que cruzaram o oceano em busca de uma vida mais promissora em terras brasileiras. A escritora lembra, por exemplo, que a hospedaria não serviu apenas de abrigo para os recém-chegados do Exterior. Foi também um local de prisão dos estrangeiros de países inimigos, durante a Segunda Grande Guerra. "Nesse período da guerra, o litoral passou por uma devassa e muitos japoneses, alemães e italianos vieram parar em celas neste local”.

De acordo com ela, o livro narra ainda episódios de grandes epidemias. "Muitos imigrantes ficavam suscetíveis a doenças que não conheciam, como a febre amarela ou a chamada tosse comprida”, destaca Soraya Moura. Ela calcula que, entre 1887 e 1978, passaram pela hospedaria mais de 2,5 milhões de pessoas de 75 nações.

Da antiga hospedaria, hoje apenas 30% é ocupada pelo Memorial do Imigrante. O restante sedia uma entidade social, a Associação Internacional para o Desenvolvimento-Núcleo São Paulo (Assimdes-SP), que atende a homens sem moradia, a maioria migrantes pobres, vindos do Nordeste do país e também refugiados políticos.

A festa também lembrou o centenário da imigração japonesa. Durante as comemorações, chegaram ao local, no início da tarde, os participantes de uma caminhada, que começou no último dia 12, no Porto de Santos para conhecer a tocha da Amizade, trazida do Japão e que ficará 10 dias no Memorial. O roteiro da caminhada foi traçado com o objetivo de repetir a trajetória dos primeiros imigrantes daquele país. A primeira grande leva desembarcou no Porto de Santos, em 18 de junho de 1908, no navio Kasato Maru, depois de uma viagem de 52 dias desde o porto de Kobe.

Por isso, o grupo – formado em grande parte por turistas vindos do Japão – fez uma parada no município. "Tivemos, inclusive,a participação de um senhor de 90 anos na subida da Serra do mar, pela estrada velha. E quando chegamos a São Bernardo, uma família com três gerações, incluindo bebês, fez questão de se unir a nós”, contou Luis Hanada, o organizador do grupo.

O ponto alto do centenário da imigração japonesa deve ocorrer, na próxima quarta-feira (18), quando o príncipe herdeiro Nahirito, será recebido, em Brasília, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil tem a maior colônia de nipônicos do mundo, com 1,5 milhão de descendentes de japoneses nascidos em terras brasileiras. No próximo sábado (21), será a vez de São Paulo receber o príncipe Hahirito. No dia seguinte, domingo (22), ele viajará para o Paraná.
Marli Moreira
Agencia Brasil

Bonsai

Bonsai é a arte que utiliza métodos e técnicas muito específicas para criar árvores em tamanhos bem menores do que os normais. O significado literal da palavra bonsai é “árvore em bandeja ou em vaso”. Para a produção de árvores em miniaturas são utilizadas espécies específicas, as miniaturas têm entre 15 e 60 cm.

Apesar de fazermos associação imediata do bonsai com a cultura japonesa, foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbusto em vasos de cerâmica. Mas foram os japoneses que aperfeiçoaram arte do bonsai. Existem vários estilos de bonsai, sendo os principais: Chokan, Moyogi, Shakan, kengai, Han-kengai, Fukinagashi.

Técnicas de controle do crescimento do bonsai:

* Uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio;
* Poda das raízes;
* Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado;
* Rega em quantidades moderadas;
* Poda dos arbustos.
Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola
Japão - Brasil Escola

Eleita Miss Centenário Brasil-Japão

Um concurso realizado para fazer parte das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil elegeu a garota descendente de japoneses mais bonita no país.

Karina Eiko Nakahara tem 1,76 m de altura, pesa 56 kg e é natural de Mogi das Cruzes. Ela foi escolhida entre 20 finalistas que disputavam o título.A paulista Karina , de 26 anos, já começa a planejar seu futuro como a representante da colônia japonesa nas comemorações do centenário da imigração no Brasil.

A cirurgiã-dentista e bancária ainda não sabe como vai fazer para conciliar seus trabalhos com as novas obrigações de miss, mas já tem definido um de seus objetivos. “Quero ajudar nas dificuldades e deixar a cultura japonesa mais evidente. Ainda existe algo que não sei se é preconceito, que é o fato de o descendente de japonês, mesmo nascido no Brasil, não ser considerado brasileiro”, explica.

Com o título de Miss Centenário Brasil-Japão, Karina passa a ser símbolo das comemorações pelos cem anos da imigração japonesa no Brasil e participará de eventos relacionados ao tema. Karina também foi premiada com um carro zero e uma viagem a Punta del Este, no Uruguai, com todas as despesas pagas

Além de Karina, outras quatro concorrentes foram premiadas. Em segundo lugar ficou Natalia Miura Catrochio, 17, natural do Paraná. Juliana Midori Higa, 18, de São Paulo, ficou em terceiro. A gaúcha Tsuellen Harumi Assanuma, 25, e a paranaense Laís Naoko Higashi, 16, foram a quarta e quinta colocadas, respectivamente.

A miss eleita, foi coroada pela ex-Miss Brasil Natália Guimarães, que também foi jurada do concurso. "Foi muito difícil escolher", afirmou Natália, que diz ter levado em conta a "graça" e a "postura" das candidatas ao avaliá-las.

Tecnologia ajuda descendentes de japoneses a achar parentes

Como parte das comemorações pelo centenário da imigração japonesa no Brasil, uma exposição em São Paulo mostra um pouco mais da cultura do oriente e ajuda os descendentes dos primeiros imigrantes a resgatar informações sobre os parentes que já se foram.

Por meio de uma tela, os visitantes podem digitar o nome de um avô, de uma bisavó que chegou ao país nas primeiras décadas do século XX. Gente da qual não se tem mais notícia. Ou não se tinha até então. Graças ao trabalho voluntário de 120 integrantes da colônia japonesa em São Paulo, foi criado um banco de dados com informações sobre os imigrantes.

Os dados cadastrados informam de que província japonesa uma família veio e para qual cidade brasileira foi. Em alguns casos, há pistas até mesmo da fazenda que recebeu os orientais. A pesquisa minuciosa abrange o período de 1908 até a década de 1970.

No meio da exposição, lágrimas. Uma mulher chorava ao contar por telefone à mãe que havia achado parte da família. "Achei o meu avô, a minha bisavó e meu bisavô. 1922. São José do Rio Pardo. Avisa todo mundo", dizia à mãe, que estava em Campinas (a 95 km da capital).

A exposição, que também mostra a arte do origami, dos mangás e das cerâmicas japonesas, fica no hall de exposições do Banco Real, no nº 1374 da Avenida Paulista, até 18 de julho. A entrada é gratuita.
Fonte: Globo

Brasil e Japão na coleção do Museu da Arte Comtemporânea

Exposição comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil com 124 obras de artistas japoneses, nipo-brasileiros e seus descendentes.

Período : 14/6/2008 a 7/9/2008
Local : MAC USP Cidade Universitária
Funcionamento: Terça a sexta das 10 às 18, sábado, domingo e feriado das 10 às 16 horas

O artista japonês e nipo-brasileiro despertam a cada dia maior atenção no circuito das artes no Brasil.N]ao poderia ser de outra forma pois a maioria de imigrantes japoneses fora do Japão está no Brasil.
A participação japonesa em nosso meio artístico resulta da própria história dos dois países.

Na exposição Arte Brasil – Japão. Moderno e Atual, que o Mac organiza em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, apresenta-se um núcleo onde se reúnem obras do Grupo Seibi.

Outros artistas japoneses, como Flávio Shiró, ManabuMabe, TomieOhtake, Fukushima, Kaminagai e Takaoka fixaram-se no Brasil no período entre guerras, integrando-se no cenário cultural brasileiro em que se consolida a modernidade. Kaminagai permaneceu no Brasil de 1941 a 1955, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde abriu uma molduraria e um ateliê que foi freqüentado por muitos artistas. Quando deixou nosso país, passou a viver em Paris, sem entretanto cortar os contatos com a arte brasileira. Takaoka, que já estava no Brasil desde 1925, freqüentou o ateliê de Bruno Lechowsky, no Rio de Janeiro e a Escola de Belas-Artes de São Paulo. Ele participou, também, do grupo Seibi e liderou, como professor, o Grupo 15 (Grupo do Jacaré), surgido em 1948, aproximando os artistas Geraldo de Barros, Athayde de Barros, Takeshi Suzuki, Walter Tanaka, Antonio Carelli, Odete de Freitas, Mario Aki, Tomoo Handa, Tamaki, Higaki, Joaninha Cunha Bueno, Massao Okinaka, Massuda, Francisco Trigo e Mayashi. O Grupo 15 desembocou no Grupo Guanabara em que também se encontraram outros nipo-brasileiros como Jorge Mori, Mari Yoshimoto e Tomie Ohtake.
Maiores informações consulte:MacVirtualUsp

O Estado de São Paulo Tem Mais de 1 Milhão de Japoneses e Descendentes

O governo de São Paulo realmente se envolve nas comemorações do centenário da imigração japonesa se justifica: estima-se que cerca de 1,3 milhão de nikkeis vivam no Estado de São Paulo. Além da região metropolitana da capital, a população de nikkeis também é significativa nos municípios de Atibaia, Mogi das Cruzes, Suzano, Bastos, Marília, Lins, Registro, Araçatuba, Presidente Prudente e Pereira Barreto. Em alguns desses municípios, eles chegam a representar cerca de 30% da população. No Brasil vivem mais de 2 milhões de japoneses e descendentes, o que representa a maior comunidade nikkei fora do Japão do mundo. O segundo país com maior número de japoneses e descendentes é os Estados Unidos, com um milhão de pessoas.

O Brasil é o país mais japonês depois do Japão. E a maioria dos japoneses que vivem no nosso país, estão no Estado de São Paulo.A presença dos japoneses e descendentes é fundamental para São Paulo. A sociedade paulista, como conhecemos hoje, moderna e que atrai gente do Brasil e do mundo, é resultado da imigração.
A influência dos imigrantes japoneses está presente hoje na agricultura, nas ciências, cultura, religião (os japoneses trouxeram o budismo para o Brasil) e na culinária.(Cintia Cury)PortalSP

Feira Oriental da Liberdade

Foto Bianca Zaramella

Inaugurada em 1975, a Feira Oriental da Liberdade foi criada com o objetivo de que os imigrantes orientais pudessem expor seus trabalhos e mostrar um pouco mais da cultura japonesa para o público brasileiro.

Com o tempo, a feira tornou-se um local que abriga não só orientais, mas qualquer artesão que queira mostrar seu trabalho. Além de produtos típicos da cultura japonesa, podemos encontrar diversos tipos de produtos, como sabonetes, velas, artigos em couro, bijuterias, plantas, esculturas, quadros, entre outros.

Durante o ano, a organização da feira promove diversos eventos culurais, como campeonatos de Sumô, apresentações de danças típicas, festivais e mais.

Um aspecto legal da feira é a grande mistura de culturas, o que podemos notar principalmente na parte de alimentação do evento. Ao mesmo tempo em que traz um pedaço do Japão para a São Paulo, a feira também conta com comidas típicas brasileiras e de outros países, como a culinaria italiana.
Guia da Semana

Brasileira descedente de Japoneses ganha concurso de beleza no Japão

A 7ª. edição do concurso Miss Nikkey, que mostra a beleza das brasileiras descendentes de japoneses, foi realizada no último domingo (6), em Komaki, na província de Aichi-Ken, Japão.

Com trajes de festa e de banho, cerca de 100 candidatas concorreram ao título e ao prêmio de 1 milhão de ienes. A vencedora foi Cláudia Yuri Ando, de 17 anos, paranaense residente em Gifu, região centro-sul do país.

Segundo a organização do evento, aproximadamente 6 mil pessoas prestigiaram o concurso, que teve também apresentações de grupos de dança, de escolas brasileiras e da Banda Marcial da Polícia Central de Aichi, que encantou o público ao tocar músicas brasileiras.

O concurso faz parte do calendário de comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil e a eleita vai representar a beleza das nikkeys brasileiras em outros eventos que acontecem este ano no Japão.
Fonte:Ig.com.br