WP-ThGWU6Yg-LZQP372atnaqZcM abril 2008 | Imigrantes Brasil

A chegada dos Russos no Brasil

O primeiro contato registrado pela História aconteceu em 1804 durante a primeira expedição russa de volta ao mundo. Os dois navios desta expedição, "Nadejda" e "Neva", atracaram em portos brasileiros, inclusive em Recife. Conta a lenda que a tripulação foi convidada para uma festa naquele porto e, durante a mesma, os marinheiros russos fizeram uma demonstração de passos de suas danças folclóricas. Os anfitriões, impressionados, gostaram e passaram a imitar estes passos introduzindo-os no folclore local e dando origem ao famoso "frevo".

A primeira imigração oficial de russos para o Brasil ocorreu após a malfadada revolução de 1905 na Rússia, tendo o governo brasileiro concedido asilo político aos revolucionários.
Em 1906, grupos descontentes com as renovações litúrgicas promovidas pela Igreja Ortodoxa Russa, os assim chamados "staroveri" ("fiis do antigo credo"), resolveram deixar o país para manterem as suas crenças religiosas. Eram grupos formados em sua maioria de camponeses de todas as regiões da Rússia e que acabaram por se fixar-se como pequenos produtores rurais em diversos estados brasileiros. No Estado de Mato Grosso os "staroveri" estabeleceram-se numa fazenda onde, ate hoje, cultivam a terra num sistema coletivo.

Quanto a religião, os russos são quase todos ortodoxos e, em São Paulo, inicialmente usavam o templo sírio-libanês para celebrar suas missas em eslavo eclesiástico. Todavia, logo quiseram construir a sua própria igreja e o fizeram. Em 1930 construíram a Igreja da Santíssima Trindade no bairro de Vila Alpina. Em 1935, chegou ao Brasil o bispo D. Theodosio para fundar a Diocese Ortodoxa, com sede rua Tamandar, onde foi então, construída a Catedral de São Nicolau. Outros templos ortodoxos ergueram-se em São Paulo e em outras localidades do Brasil (Rio, Niterói, Porto Alegre, Goiânia e Santa Rosa).

A grande maioria dos russos que permaneceu no pais, concentrou-se principalmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Nos Estados do Paraná, Mato Grosso e Goiás prevaleciam os grupos dos supracitados "starovery".
No estado de São Paulo a maioria dos imigrantes russos se instalam no estado de São Paulo, principalmente em Nova Odessa e na capital, voltando-se para atividades industriais, empresariais, técnicas, teatro e representações culturais, e para o exercício de profissões liberais.
Fonte:news-of-russia.info

pioneiras russas imigrantes

A Imigração Chinesa no Brasil

Bule do único serviço armoriado feito na China especialmente para o Brasil: o de chá e café com as armas do jovem Império e a inscrição Viva / a / Independência / do Brasil, oferecido a Pedro I por "um grupo de patriotas".

Os primeiros imigrantes chineses vieram para desenvolver o cultivo do chá em São Paulo e trabalhar na implantação de ferrovia no Rio de Janeiro, capital do país na época. Já em 1810, Portugal organizava em sua colônia de Macau a vinda dos primeiros chineses para o país.

A primeira entrada oficial de chineses em São Paulo ocorreu o 15 de Agosto de 1900. Eram 107 pessoas que, viajando no vapor Malange, procedente de Lisboa, desembarcou no Rio de Janeiro sendo conduzido em seguida para a Hospedaria de Imigrantes, na cidade de São Paulo.Mas, o grande fluxo da imigração chinesa de deu a partir da década 50. Os principais motivos dessa migração foram as guerras que estavam ocorrendo na China e a falta de alimentos no País.

Os dois principais problemas enfrentados pelos imigrantes mais antigos, foram, em primeiro lugar, a dificuldade em aprender o português e, em segundo, a dificuldade de conseguir emprego. Eles se aplicavam em aprender a língua, pelo menos o mínimo para se comunicar com os brasileiros e arranjar trabalho.

As contribuições da comunidade chinesa em São Paulo são inúmeras. Além dos restaurantes típicos, eles trouxeram a técnica da acupuntura, as artes marciais,horóscopo chinês,contribuição no campo da medicina e incorporaram os fogos de artifício em nossa cultura entre tantas outras. Encontramos chineses comandando pastelarias, os que operam pequenas lavanderias familiares outra marca registrada que na imagem popular caracteriza os imigrantes vindos da China.

Estima-se que atualmente vivem no Brasil cerca de 200 mil chineses e descendentes, dos quais um número superior a 130 mil moram em São Paulo.

Receita - Polenta com Frango

Ingredientes

1 kg de peito de frango cortado em pedaços;
Uma folha de louro;
Dois galhos de alecrim fresco;
Um galho de manjericão fresco
Uma colher (chá) de tomilho
10 dentes de alho com casca
4 colheres (sopa) de azeite
Sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo
Em um refratário, coloque o frango e tempere com sal e pimenta, junte todos ingredientes e misture. Tampe o refratário e leve ao forno até o frango ficar macio (cerca de 1 hora). Sirva a Polenta acompanhada deste frango.
Observação: Ao servir o frango, separe os 10 dentes de alho e sirvá-os, sem casca, sobre torradinhas feitas com azeite. Sirva a seguir.

A Atriz Vera Fischer é descendente de Alemães

Vera Lúcia Fischer nasceu em Blumenau, Santa Catarina em 27 de Novembro de 1951.Uma das mais famosas atrizes do País, Vera Lúcia Fischer foi, inclusive, Miss Brasil no ano de 1969, título que lhe deu projeção nacional.

Nasceu em uma família de origem alemã, em recente auto-biografia, Fischer declarou que seu pai era nazista. Apanhou muito do pai que era um alemão muito rigoroso e seguidor dos ensinamentos de Hitler. Muitas de suas brigas era porque seu pai obrigava a ler os livros de Hitler.

Estas situações com o pai serviu para se fizesse uma mulher mais forte e pudesse resistir os trancos da vida. Com esta infância conturbada e de tantas surras do pai prometeu em seu diário que iria matá-lo. Hoje ela diz "não precisei ele morreu de câncer."


Vera Fischer ganhou projeção nacional quando foi Miss Brasil, em 1969. Participou de diversas novelas na Rede Globo, e contracenou com os maiores atores da televevisão brasileira. No cinema, interpretou personagens de Rubem Fonseca, Plínio Marcos e Nelson Rodrigues e tornou-se uma das atrizes mais aplaudidas pelo público.


Até hoje quando as novelas globais não vai muito bem no ibope e não vem apresentando a audiência desejada, ela é requisitada para participar pelo menos de alguns capítulos.

Vera Fischer é uma Descendente NOTA 10

Imigrante Americano no Brasil

O imigrante americano, no Brasil, não sabia falar português e tinha que comprar uma passagem de ônibus. Já na fila da rodoviária, com um movimento frenético de passageiros, observa como faz a pessoa que estava na sua frente, que tinha muita pressa:

- Aparecida, ida! - Pede ela. (fala uma mulher)

Na vez dele, não teve dúvidas:

- Aracaju, aju!

O Estado de São Paulo Tem Mais de 1 Milhão de Japoneses e Descendentes

O governo de São Paulo realmente se envolve nas comemorações do centenário da imigração japonesa se justifica: estima-se que cerca de 1,3 milhão de nikkeis vivam no Estado de São Paulo. Além da região metropolitana da capital, a população de nikkeis também é significativa nos municípios de Atibaia, Mogi das Cruzes, Suzano, Bastos, Marília, Lins, Registro, Araçatuba, Presidente Prudente e Pereira Barreto. Em alguns desses municípios, eles chegam a representar cerca de 30% da população. No Brasil vivem mais de 2 milhões de japoneses e descendentes, o que representa a maior comunidade nikkei fora do Japão do mundo. O segundo país com maior número de japoneses e descendentes é os Estados Unidos, com um milhão de pessoas.

O Brasil é o país mais japonês depois do Japão. E a maioria dos japoneses que vivem no nosso país, estão no Estado de São Paulo.A presença dos japoneses e descendentes é fundamental para São Paulo. A sociedade paulista, como conhecemos hoje, moderna e que atrai gente do Brasil e do mundo, é resultado da imigração.
A influência dos imigrantes japoneses está presente hoje na agricultura, nas ciências, cultura, religião (os japoneses trouxeram o budismo para o Brasil) e na culinária.(Cintia Cury)PortalSP

Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante

O pequeno município de Venda Nova do Imigrante no Estado do Espírito Santo é conhecido nacionalmente pela influência da cultura dos ancestrais Italianos. Todo ano na segunda semana de Outubro a cidade comemora durante três dias a Festa da Polenta com diversas atrações tipicamente italianas como suas danças, músicas e comidas típicas.

Polenta é um prato típico da culinária italiana, mas que tem amplo uso e aceitação em diversos países, como Argentina e o Brasil. Sua base é a farinha de milho.

A polenta tem origem na região norte da Itália. Era o pão dos tempos antigos: constituía a base alimentar (o prato mais consumido) da população e dos legionários romanos. Inicialmente, era feita de ervas. Posteriormente, passou a ser feita de farinha de trigo.
Venda Nova foi colonizada por imigrantes italianos. Os primeiros desbravadores chegaram por volta de 1892, da província de Treviso. Três anos depois dezenas de famílias deixaram as terras onde haviam se instalado inicialmente e foram para o Alto Castelo, tomando posse das áreas loteadas pelo Governo.

A Festa da Polenta surgiu por iniciativa do Padre Cleto Caliman, em 1978, quando foi convidado para ir a uma Festa da Polenta em Sagrada Família, no município de Alfredo Chaves. Ele achou a idéia ótima e resolveu criar a festa em Venda Nova, onde o prato principal era a polenta.

A Festa do Polenta não é apenas a celebração da cultura italiana, é muito mais do que isso; é a prova de que a união das pessoas é sinônimo de muito sucesso, pois essa festa só se realiza por causa dos 600 voluntários, divididos em 15 equipes, que se dedicam a atender o público da melhor forma possível.

Feira Oriental da Liberdade

Foto Bianca Zaramella

Inaugurada em 1975, a Feira Oriental da Liberdade foi criada com o objetivo de que os imigrantes orientais pudessem expor seus trabalhos e mostrar um pouco mais da cultura japonesa para o público brasileiro.

Com o tempo, a feira tornou-se um local que abriga não só orientais, mas qualquer artesão que queira mostrar seu trabalho. Além de produtos típicos da cultura japonesa, podemos encontrar diversos tipos de produtos, como sabonetes, velas, artigos em couro, bijuterias, plantas, esculturas, quadros, entre outros.

Durante o ano, a organização da feira promove diversos eventos culurais, como campeonatos de Sumô, apresentações de danças típicas, festivais e mais.

Um aspecto legal da feira é a grande mistura de culturas, o que podemos notar principalmente na parte de alimentação do evento. Ao mesmo tempo em que traz um pedaço do Japão para a São Paulo, a feira também conta com comidas típicas brasileiras e de outros países, como a culinaria italiana.
Guia da Semana

O Brasil recebe Imigrantes da Bulgária por volta de 1927

Sofia é uma cidade histórica da Bulgária que possui mais de 250 monumentos tais como a Basílica de Santa Sofia, dos séculos V e VI.

Ao final da primeira grande guerra os búlgaros como mandam a tradição de sempre estar a procura da liberdade resolvem migrar. O único país que estava recebendo imigrantes para trabalhar na lavoura era o Brasil. Atraídos pelas promessas de passagem gratuíta, moradia, assistência médica e educação para as crianças, decidem pela nova pátria. A Romênia forneceria os passaportes, nos quais viria destacada a nacionalidade búlgara.
Deixando as suas aldeias em trenós e carroças seguiam para a estação ferroviária na cidade de Bolgrad. Nos trens, atravessavam até três países antes de alcançarem os portos alemães de Bremen e Hamburgo, ou de Gênova, na Itália, onde embarcariam nos vapores com destino ao Brasil. Em 1926 chegavam as primeiras famílias para trabalhar nas fazendas de café do interior paulista. Outras seguiriam para o Paraná e o Rio Grande do Sul.
No Brasil, existe a estimativas de que a população búlgara variam de 35 mil à 55 mil pessoas e a maior parte vive nos Estados do Paraná , São Paulo e Santa Catarina.
Aos poucos o povo búgaro foram deixando as fazendas, aglutinando–se em algumas regiões do Estado de São Paulo onde acabam por fundar diversas colônias: Aurora, Feiticeiro e Nova Bessarábia, em Santo Anastácio; Esperança, Setenta e Paget, em Quatá.

Carta De Uma Mãe Portuguesa a Seu Filho no Brasil

Querido filho

Te escrevo estas linhas para que saibas que estou viva. Te escrevo devagar, porque sei que não consegues ler rápido.

Bom, não vai mais reconhecer a casa quando vieres, porque nós mudamos.

Finalmente enterramos seu avô. Encontramos o cadáver com esse negócio de mudar de casa. Estava no armário desde aquele dia que ganhou da gente brincando de esconde-esconde, há 8 anos!

Hoje tua irmã Manoela teve uma criança, mas como eu não sei se é menino ou menina, não posso dizer se você é tio ou tia. Quem não term mais aparecido por cá, é o tio Venancio, o que morreu totalmente o ano passado e também o teu primo Jacinto, que sempre acreditou ser mais rápido que um touro, descobriu que não era! Estou agora muito preocupada com o seu cachorrinho Rex, que insiste em perseguir os carros parados e está ficando cada vez mais chato.

Ah! Finalmente os engarrafadores de refresco tiveram a grande idéia de pôr um letreiro na tampinha que diz: "Abra aqui! " Que achas?

Ontem, teu irmão José, fechou o carro com a trava e deixou as chaves dentro. Teve que ir até a casa para pegar as chaves reserva e poder nos tirar de dentro do carro.

Esta carta lhe mando pelo Moreira, que vais para aí. Ó pá, será que podes buscá-lo no aeroporto? Chega aí depois de amanhã ás nove e meia. . .

Bom meu filho, não te escrevo o endereço de casa, porque eu não sei. É que a última família que aqui morou na casa, levou os números da porta, para não mudarem o endereço.

Se encontrares por aí a dona Feliciana, viúva do seu Antônio Peixeiro da cá, dá-lhe um alô de minha parte e se não a encontrares, não precisa lhe dizer nada.

De tua mãe que te ama,

Obs. Ia lhe mandar uns Cem Escudos e alguns Euros, mas já fechei o envelope.

Chucrute

Ingredientes

1 repolho grande
2 xícaras (chá) de água
1 colher (chá) de sal
3 colheres (sopa) de óleo
1 ou 2 dentes de alho
2 cebolas médias
1 colher (café) de pimenta-do-reino
2 folhas de louro
12 cravos
1/4 de xícara (chá) de açúcar
1 gengibre pequeno esmagado
2 xícaras (chá) de vinho branco seco ou vinagre
1/4 de xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de creme ácido

Preparo
Cortar o repolho em tirinhas. Numa panela a água e o sal e aferventar o repolho picado. À parte, fazer o refogado com o óleo, o alho esmagado, e as cebolas picadas. Quando as cebolas começarem a dourar, acrescentar a pimenta-do-reino, o louro, os cravos, o açúcar e o gengibre. Juntar o vinho (ou vinagre), a farinha de trigo e o creme ácido. Misturar com o repolho aferventado e escorrido.

CURIOSIDADE
Na Alemanha o "Sauerkraut" como é chamado, acompanha salsichas ou costeletas de porco. Rendimento: 6 pessoas

Os Ucranianos Premia o Paraná com seus Costumes e Tradições

Crianças do grupo ucraniano Soloveiko,
em Prudentópolis, PR.
apresentando-se com suas bandurras,
instrumento de 55 cordas e som suave.
Foto: Rogério Monteiro

Os Ucranianos estabelecidos em sua grande maioria no Estado do Paraná, formam uma comunidade coesa que, apesar de composta atualmente, na sua quase totalidade, por brasileiros natos (mais de 90%), procura manter bem viva a lembrança, os costumes e a tradição de sua terra de origem, isto sem querer dizer que não sejam ativos participantes dos problemas comuns que a todos nós dizem respeito.
A chegada dos primeiros ucranianos ao Brasil é um fato que nunca ficou bem determinado, devido à total falta de documentação. A maioria dos autores fixa o ano de 1895, quando chegou ao Paraná a primeira grande leva de colonos vindos da Galícia (na região de Lvov, próxima à fronteira com a Polônia), embora existam afirmações de grupos de ucranianos vindos para cá em 1871 e 1876. No entanto, ao que se pode deduzir, esses colonos se diluíram entre os habitantes locais e deles só restam seus nomes de família na lista de imigrantes eslavos, que encontra no arquivo da Ucrânia.
Ao longo dos cem anos de colonização no Estado do Paraná, os ucranianos foram os responsáveis pela implantação de novas lavouras e novos métodos de cultivo da terra.
Durante o período, houve uma progressiva integração com outros grupamentos étnicos, o que não impediu, no entanto, que os costumes e tradições trazidos de seu país de origem se mativessem intactos.

Oriundos de um país rico em tradições artísticas, com um folclore dos mais admirados em toda a Europa, os ucranianos que aqui chegaram não poderiam fugir à herança cultural recebida de seus antepassados. E, à proporção que o novo modo de vida e as circunstâncias o foram permitindo, eles reviveram essas tradições, dando novo colorido à já rica cultura popular da terra que escolheram como sua.
As danças e as canções populares ucranianas têm origem geralmente nas manifestações de antigos cultos religiosos, particularmente nos ligados às manifestações da natureza. A dança revela tendências para o espaço, intimamente ligada às vastas planícies do país. Elas se caracterizam pelo ritmo cheio de vida, de coragem e de confiança, extravasando uma alegria exuberante. Quanto às canções, apresentam-se como uma manifestação perfeita da continuidade da vida nacional desde os tempos pré-históricos, pagãos, até o momento presente.

A Influência dos Imigrantes Germânicos em Joinville e Blumenau

As cidades de Joinville e Blumenau, em Santa Catarina, foram fundadas respectivamente em 1850 e 1851, e passaram de pequenas colônias agrícolas a importantes pólos econômicos.Estas cidades preservam até os dias de hoje as características germânicas, na arquitetura, na culinária, na tradição festeira, e estas cidades são requisitados pontos turísticos.
Em Março de 1851 chegaram os primeiros 118 imigrantes alemães e suíços, seguidos de um grupo de 74 noruegueses a Joinville. Do ano de fundação até 1897, foram trazidos 28.000 imigrantes Alemães, sendo, operários, intelectuais, agricultores e profissionais liberais, que fugiam da Europa em busca de oportunidades no Brasil. Assim nasceu a Colônia Dona Francisca, que passou a chamar-se Joinville em homenagem ao Príncipe de Joinville.
Com 500 mil habitantes, Joinville é hoje a maior cidade de Santa Catarina e importante centro industrial, referencial de uma região que engloba cidades como Jaraguá do Sul, Rio Negrinho, São Vento do Sul, Corupá e Campo Alegre.

Já Blumenau é a rainha do Vale do Itajaí, sede da Oktoberfest, que muitos afirmam ser o principal evento popular do país depois do carnaval, e grande exportador de têxteis. Um dos maiores centro financeiro de Santa Catarina, é também o principal pólo turístico de uma região conhecida como Vale Europeu, formada por cidades de forte influência germânica, como Gaspar, Brusque e Pomerode.

Joinville e Blumenau realmente são cidades maravilhosas onde se preserva todos os costumes dos imigrantes. São cidades que deveria estar sempre entre as rotas de turismo de todo brasileiro.

Com uma população aproximada de 6 milhões de pessoas, Santa Catarina é um estado privilegiado. Poucos lugares no mundo reúnem uma natureza tão rica e diversificada. No seu litoral estão algumas das praias mais lindas do Brasil, freqüentadas a maior parte do ano devido ao clima agradável. A distribuição de renda é uma das melhores do país e a economia tem atraído grandes empresas nacionais e até mesmo da Argentina,Espanha, Itália e Portugal.

A Influência da Imigração Inglesa no Brasil


Os Ingleses começaram acentuar sua influência e sua cultura no Brasil por volta de 1835 e a 1912. Entre tantas inovações que trouxeram ao nosso país a princípio foram responsáveis por inserir a moda do terno branco, o chá, a cerveja o whisky o bife com batas, o pijama de dormir, o escotismo e o futebol.

Sem contar as inúmeras palavras inglesas incorporadas à nossa língua, que se aglutinou em todos os seus setores, ganhando verbos como chutar, driblar, boicotar, boxear, esbofetear, liderar. São ingleses o craque, o turfe, o iate, o esnobe, o rum, o cheque, o alô, o pudim, o revólver, o urra.

A presença dos ingleses em todos os setores econômicos chegou a provocar, nos fins do século passado, uma certa antipatia entre os brasileiros, que de certa forma os enxergavam como "colonialistas". É dessa época uma antiga trovinha de autor anônimo, cantada pelos moleques enquanto corriam atrás dos "misters":

De qualquer forma, a influência inglesa no progresso industrial brasileiro pode ser medida pelas suas iniciativas nesse campo. No Brasil, as primeiras fundições modernas, o primeiro cabo submarino, as primeiras estradas de ferro, os primeiros telégrafos, as primeiras moendas de engenho moderno de açúcar, a primeira iluminação a gás, os primeiros barcos a vapor, as primeiras redes de esgoto foram, quase todas, obras dos ingleses.

A influência dos ingleses voltou-se principalmente para o campo dos serviços públicos - energia elétrica, transportes coletivos e ferrovias. Para se ter uma noção da importância dos ingleses na economia da Cidade, basta lembrar que, durante esse período, aqui foram instaladas agências de três bancos ingleses: o London and Brazilian Bank, o British Bank of South America e o London and River Plate Bank.


A maioria dos Imigrantes Poloneses se estabeleceram no Paraná

Os imigrantes poloneses no Brasil não formam um número expressivo como os italianos e portugueses. Porém, um grande número de imigrantes estabeleceu-se no país entre 1869 e 1920. Estima-se que 60.000 polacos, 95% dos quais estabeleceram-se no Paraná, vieram para o Brasil.

No Paraná, se estabeleceram em áreas próximas a Curitiba. No interior do estado, fundaram as cidades de Mallet, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati e União da Vitória. Muitos imigrantes poloneses eram Católicos. Entre 1870 e 1920 eram pequenos fazendeiros do interior do Paraná. Depois, alguns poloneses também foram trabalhar em fazendas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Na década de 20, vários imigrantes poloneses judeus estabeleceram-se na cidade de São Paulo, fugiam da deterioração da economia polonesa,ainda com poucas indústrias, e consequentemente do aumento do desemprego. Em São Paulo, tornaram-se comerciantes, a maioria no pequeno comércio, apesar de alguns, cerca de 20%, ingressar na indústria como operários, principalmente aqueles que vinham da Polônia sem empregos.
O estado do Paraná é o estado com maiores influências da cultura polonesa no Brasil. Muitos descendentes falam o idioma polonês como língua materna. Curitiba é a segunda cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polaca, superada apenas por Chicago, nos Estados Unidos. É a única cidade brasileira a possuir grafia em idioma polonês: Kurytyba. A música e a culinária polonesas são marcas profundas da região.

Brasileira descedente de Japoneses ganha concurso de beleza no Japão

A 7ª. edição do concurso Miss Nikkey, que mostra a beleza das brasileiras descendentes de japoneses, foi realizada no último domingo (6), em Komaki, na província de Aichi-Ken, Japão.

Com trajes de festa e de banho, cerca de 100 candidatas concorreram ao título e ao prêmio de 1 milhão de ienes. A vencedora foi Cláudia Yuri Ando, de 17 anos, paranaense residente em Gifu, região centro-sul do país.

Segundo a organização do evento, aproximadamente 6 mil pessoas prestigiaram o concurso, que teve também apresentações de grupos de dança, de escolas brasileiras e da Banda Marcial da Polícia Central de Aichi, que encantou o público ao tocar músicas brasileiras.

O concurso faz parte do calendário de comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil e a eleita vai representar a beleza das nikkeys brasileiras em outros eventos que acontecem este ano no Japão.
Fonte:Ig.com.br

Os Imigrantes Espanhóis no Brasil

Os espanhóis ocupam o terceiro lugar na percentagem de imigrantes que vieram para o Brasil, superados apenas pelos portugueses e italianos.
A presença espanhola em terras brasileiras é muito antiga, sendo um de seus representantes de grande importância para a História de São Paulo, o jesuíta José de Anchieta que em 1554 contribuiu para a fundação da cidade.
O período de união de Portugal e Espanha entre 1580 e 1640 trouxe para o Brasil famílias que se tornariam “quatrocentonas”.
Em 1641, um dos representantes da colônia espanhola, Amador Bueno, só não foi aclamado “Rei de São Paulo” porque se recusou a aceitar o título.
Entre as levas de imigrantes há aqueles que vieram entre o final do século XIX e 1930, para a lavoura do café, outras ondas se sucederam entre 1950 e 1964, principalmente como mão-de-obra especializada para a indústria nascente e a siderurgia.
O destino prioritário dos Espanhóis no Brasil eram as fazendas de café no interior de São Paulo para onde iam com suas famílias requisito essencial para a concessão do subsídio à passagem por parte do Governo do Estado de São Paulo.
Podemos observar na história que o Brasil não era o principal destino dos espanhóis que imigravam para a América. A maioria deles iam para a Argentina,Uruguai e Cuba.
Existem relatos de que alguns espanhóis conseguiram prosperar poupando dinheiro na sua passagem pelas fazendas. Em 1932, os italianos eram os imigrantes com maior número de propriedades em São Paulo, seguidos pelos portugueses e pelos espanhóis. Em muitos casos, a prosperidade se dava quando os imigrantes se dirigiram para novas zonas produtoras de café, áreas de incorporação tardia ao cultivo.

Receita- Pão Italiano

Pão Italiano

Ingredientes
1 kg de farinha de trigo;
1 xícara de manteiga ou banha;
1 tablete de fermento;
2 xícaras rasas de açúcar;
5 ovos;
1 xícara de leite.

Modo de Preparo
Peneire juntos os ingredientes secos.
Dissolva o fermento no leite.
Misture tudo, juntando a banha.
Peneire a farinha de trigo com o sal.
Bata as claras em neve, acrescente o açúcar, a gordura, o fermento levedado, metade do leite e metade da farinha de trigo peneirada.
Bata bem e junte o resto do leite e o resto da farinha de trigo.
Cada vez que acrescentar um ingrediente, bata bem para misturá-lo à massa.
Bata a massa rigorosamente até obter uma massa branca e macia.
Divida a massa em 4 porções iguais.
Unte e polvilhe de farinha de trigo 4 formas de pão.
Coloque a massa de cada pão que deverá ficar pelo meio da altura da forma, pois a massa deve crescer quase o dobro do tamanho.
Cubra as formas com um cobertor e deixe em lugar quente, por 1 hora.
Quando os pães estiverem bem crescidos, asse-os em forno moderado.

O Desembarque dos Imigrantes Japoneses no Porto de Santos em 1908- Navio Kasato Maru

No dia 18 de Junho de 2008 fazem 100 anos que os imigrantes Japoneses desembarcaram no Brasil, mais precisamente no Porto de Santos. Com muita dificuldades 165 famílias pioneiras, totalizando 781 dekasseguis, desembarcaram do navio Kasato Maru, no porto de Santos. Cada família tinha que cumprir a exigência de um mínimo de três pessoas maiores de 12 anos e em condições de trabalhar. Todos tinham a obrigação de cumprir um ano de contrato de trabalho nas lavouras, em fazendas de café do Interior, e tencionavam juntar algum dinheiro, durante esse período, para voltar à sua terra.
Entretanto, no primeiro ano a colheita foi ruim para os japoneses e o trabalho de três pessoas não alcançou a diária de um trabalhador de fazenda. Mesmo assim, a 28 de junho de 1910 chegaram a Santos mais 247 famílias japonesas, no navio Ryokun Maru, num total de 906 pessoas, encaminhadas para a lavoura de café da região da Alta Mogiana. Entre 1912 e 1914, foi registrada a entrada de mais oito navios trazendo imigrantes japoneses, num total de 13.289 pessoas.

A imigração japonesa é recheada de emocionantes histórias de superação. Uma das mais dramáticas foi, sem dúvida, seu processo de integração à sociedade brasileira. Os japoneses pagaram um preço alto por viverem tanto tempo isolados. Só depois que seus filhos e netos começaram a estudar em escolas brasileiras, os muros da colônia foram derrubados. Já os dekasseguis brasileiros estão tendo a chance de não precisar esperar a integração dos seus filhos no Japão para melhorar as suas vidas. Podem começar agora mesmo.
Enfrentar as dificuldades exigiu dos imigrantes paciência, disciplina, perseverança e esforço, qualidades atribuídas aos descendentes até os dias de hoje. Sim, essas mesmas qualidades foram herdadas pela maioria dos brasileiros que trabalham hoje nas fábricas japonesas.
Podemos ter o orgulho de dizer que a história dos imigrantes é marcada por pessoas que não esmoreceram nos momentos mais difíceis da vida e ainda deixaram sua marca nos mais diferentes setores brasileiros: agricultura, cultura, culinária, esportes, artes, comércio, religião e indústria.

O Início da Imigração no Brasil

O início da imigração no Brasil se dá após o 1530, pois a partir deste momento os portugueses vieram para o nosso país para dar início ao plantio de cana-de-açúcar. Mais a imigração realmente aumentou a partir de 1818, com a chegada dos primeiros imigrantes não-portugueses, que vieram para cá durante a regência de D. João VI. Devido ao enorme tamanho do território brasileiro e ao desenvolvimento das plantações de café, a imigração teve uma grande importância para o desenvolvimento do país, no século XIX.
Em busca de oportunidades na terra nova, para cá vieram os suíços, que chegaram em 1819 e se instalaram no Rio de Janeiro (Nova Friburgo), os alemães, que vieram logo depois, em 1824, e foram para o Rio Grande do Sul (Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Catarina, Blumenau, Joinville e Brusque), os eslavos, originários da Ucrânia e Polônia, habitando o Paraná, os turcos e os árabes, que se concentraram na Amazônia, os Italianos de Veneza, Gênova, Calábria, e Lombardia, os Espanhóis, os Japoneses. que em sua maior parte vieram para São Paulo,Paraná,Santa Catarina e Rio grande do Sul,entre outros. O maior número de imigrantes no Brasil são os portugueses, que vieram em grande número desde o período da Independência do Brasil.